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Lucieli Dornelles
Dezembro 23, 2009
SOBRE ALIAR O PRAZER AO LUCRO
O homem começa a morrer na idade em que perde o entusiasmo, dizia Balzac. Aos 14 anos, quando tive certeza da faculdade que queria cursar, sabia que eu jamais me sentiria motivada se eu trabalhasse com algo que me trouxesse apenas estabilidade, e não alegrias.
Há exatamente quatro anos, em 23 de dezembro de 2005, quando - vestida de toga e com o coração aos pulos - subi ao palco do teatro mais importante e tradicional de Pelotas, entendi que jamais me arrependeria daquela escolha.
Entrei para o universo da televisão, oficialmente, aos 17 anos. Mas ao olhar pra trás, sei que esse universo sempre se fez presente na minha vida. Brincando de apresentadora de programas ao vivo, moça do tempo, cinegrafista, entrevistada ou repórter, o meu eu infantil parecia prever o que me aguardava lá na frente.
Acordar todos os dias como se estivesse no primeiro ano de profissão é o que planejei pra mim. E é o que vivo atualmente. Como a maior parte das pessoas que me conhece sabe, quando passei a integrar a Unidade Rural da RBS, consegui conciliar duas partes importantes do meu cotidiano. E, por mais egocêntrico que possa soar, tenho muito orgulho disso.
Duas semanas atrás, quando o colega José Carlos Castro perguntou se eu me animaria a entrar ao vivo no lombo de uma mula, não pensei duas vezes. Sob um céu nublado e muito, mas muito chuvoso, conduzi a querida "Ferrari" - com o microfone em punho - pelos campos de uma famosa fazenda em Minas Gerais.
Lembrei do meu avô que era pecuarista, da minha infância na fazenda, das pescarias no açude, das comidinhas gostosas feitas no fogão à lenha... e de como tenho motivos para agradecer. Tocando um lote de mais ou menos trinta vacas, de pés descalços e sorriso aberto, senti-me viva, revigorada, entusiasmada.
Senti-me exatamente como sempre almejei.
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12/23/2009 10:52:47 PM
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Novembro 30, 2009
SORRIA, VOCÊ ESTÁ NA BAHIA
Tá bom, desta vez não vou ter vontade de chorar! A razão é clara: não tenciono visitar os pontos turísticos da Terra de todos os Santos. Quem lê este blog há bastante tempo sabe exatamente o que estou falando, não? Se não, é só correr até o arquivo e ler o post do dia 7 de agosto de 2007.
Não sei se sou eu (que estou numa fase a vida é bela ), mas este ano achei Salvador mais querida e acolhedora do que da última vez. Faltando menos de um mês pras minhas férias, fico feliz em estar na Bahia na reta final da maratona de viagens 2009.
Falando nisso, o mais engraçado do meu trabalho é que nove entre dez pessoas que conheço querem um lugarzinho na minha mala! E sugerem vários tipos de serviços pra justificar o tal lugar: segurar os cabos, carregar meus pertences, dar uma de motorista, etc, etc.
VIDA DIFÍCIL
Há cerca de quinze minutos recebi uma ligação de um amigo querido que conheci em Toronto e mora em São Paulo:
- Oi Lu, ocupada?
- Não, não. Comendo uma banana split em frente a uma piscina gigantesca num resort na Bahia. Tá bom ou quer mais?
Entre muitas risadas, ele comentou o que todo mundo comenta: "Ô vida difícil, hein!".
É... mas é aquela velha história... também tem muito batente por trás do glamour! Aliás, se fosse só glamour ia ser vazio e sem graça. Sei que nem sempre consigo estar disponível para as pessoas que gosto, mas também não posso querer abraçar o mundo, né? Ou, ainda que queira, preciso ter maturidade pra entender que é simplesmente impossível. Cada escolha, uma renúncia...
Voltando à minha estada por aqui, alguém por favor providencia esteiras rolantes praqueles corredores intermináveis do aeroporto de Salvador? Pessoas pra limpar os banheiros, retirar o odor desagradável e remover o lixo acumulado também não seria nada mau.
Já contei que quando viajo pra essas bandas, deixo de ser loira e viro galega? Sim, já contei no meu Twitter , mas enfim.
UM BURACO PRA EU ME ENFIAR, POR FAVOR
Agora, a coisa mais constrangedora que já aconteceu na minha vida - e olha que sou rainha de furos e situações constrangedoras! - eu ainda não contei.
Estava eu bem feliz ontem à tarde, explorando o quarto onde vou viver nos próximos dias, quando de repente sinto uma vontade arrebatadora de abrir uma porta localizada ao lado do frigobar. Imaginei ser um closet, prateleiras com cofre ou algo do tipo... mas qual não foi minha surpresa ao abrir a tal porta e dar de cara com um homem deitado em uma cama com o notebook no colo. O pânico fez com que eu ficasse paralisada por alguns segundos. Enquanto isso, o homem me olhava assustado, meio (completamente) sem entender.
Bom, o detalhe sórdido da história é que nós dois estávamos com trajes nada adequados para se estar na frente de um estranho: ele de cueca e eu de sutiã e calcinha. Tem noção? Quando consegui murmurar um pedido de desculpas e fechei a maldita porta, meu coração quase saltou pela boca de tanta vergonha!
Resultado: precisei me incomodar com os funcionários do resort logo no primeiro dia.
- Onde já se viu aquela porta não estar trancada?
- É que ninguém nunca abre, senhora.
- Então vocês nunca hospedaram uma pessoa do signo de Gêmeos!!!
Se até o gato a curiosidade matou, por que pra mim ela daria uma trégua?
Um dia eu aprendo...
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11/30/2009 09:04:36 PM
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Novembro 6, 2009
PORQUE A VERDADE TEM QUE SER DITA
Depois que decidi viajar para o Canadá, surgiu a dúvida: Toronto ou Vancouver? Conversando com o Potter, meu colega da TV que recém voltara de terras canadenses, ouvi a seguinte conclusão:
- Toronto é para o Canadá o que São Paulo é para o Brasil. Já Vancouver é para o Canadá o que o Rio de Janeiro é para o Brasil.
Decidi na hora! Quem me conhece sabe que meu amor pelo Rio é coisa recente, antes apenas Sampa figurava entre as minhas cidades preferidas. Uma vez em Toronto, pude confirmar a tal conclusão (que acabei por ouvir muitas outras vezes, antes de chegar lá). Mas é lógico que São Paulo (leia-se: os brasileiros) tem muito o que aprender com os gringos!
Em 4 de fevereiro, escrevi no meu diário de bordo:
Um dos motivos pelo qual mais me identifico com Toronto é que aqui ninguém perde tempo! Pra começar, é difícil ver alguém esperando a escada rolante levá-lo até o topo ou até o piso inferior. E a educação e a consciência são tantas, que os poucos preguiçosos (ou deficientes, ou idosos) cumprem uma espécie de acordo tácito e ficam paradinhos somente ao lado direito da escada, deixando lugar para o restante da população subir pelo lado esquerdo. Lá no Brasil me irrito muito com isso, porque muitas vezes quero passar e as pessoas ficam espalhadas pelos degraus! Nem preciso dizer que amei descobrir que aqui é assim, né?
Outro ponto que tenho achado muito fascinante é que todo mundo, independentemente da idade, tem sempre um livro nas mãos. Pensa que leem só quando sentam no metrô ou no ônibus? Que nada! As pessoas leem em pé, mesmo esperando o transporte ou dentro do veículo sem ter onde sentar, afinal, eles não podem perder tempo! "Livros demais, tempo de menos", definitivamente, não é problema por aqui. Agora, imagina lá no Brazuca... nos longos trajetos terrestres (ou mesmo aéreos) só se vê fones de ouvido na orelha e gente dormindo... no máximo um ou outro indivíduo lendo o jornal do dia. Livro que é bom, a maior parte não lê nem no sofá de casa!
Toronto é uma cidade cheia de oportunidades, agitada, completa, organizada, linda, limpa e nova - faz 175 anos em março deste ano. Entrar no Subway, nem que seja só para fazer um trajeto, é como viajar no tempo. Além do diferencial de cada estação (Museum, por enquanto, é a minha predileta), há o mais interessante: as pessoas! Raro é encontrar canadense por aqui... ouço milhares de idiomas e vejo gente de todas as partes do mundo. Tenho uma verdadeira aula gratuita de cultura, moda e comportamento. Lembro que no meu segundo dia aqui, indo para a aula, estava tão surpresa olhando o jeito diferente de cada passageiro que só quando encerrou o trajeto me dei conta que nem havia apreciado a paisagem da rua.
Tiro fotos de tudo, o tempo todo! Falando nisso, todas as manhãs passo por um artista de rua bem peculiar. Ele canta e toca um ritmo engraçado que eu não conseguia identificar, mas depois descobri que é de autoria própria! Bom, o fato é que esses dias pedi para tirar uma foto dele, que prontamente fez uma pose! E desde então, sempre me dá bom dia quando eu passo. Não posso evitar mais uma comparação: em Salvador, quando eu e uma amiga pedimos para tirar foto com as baianas, elas cobraram R$ 10,00 de cada uma de nós! Como se estivessem nos fazendo um favor...
Outra coisa que não posso deixar de contar é a respeito do City News, um jornal que assisto todas as manhãs antes de ir pra aula. O estúdio é todo de vidro, parede e teto, (tipo um aquário mesmo) e fica situado no centro de Toronto. As pessoas são tão agradáveis (e têm mais o que fazer, diga-se) que em três semanas aqui nunca vi alguém passar atrás e abanar, fazer sinal de joinha, sorrir para as câmeras ou ligar pra mãe e ficar atrás com o celular contando que está ao vivo na TV. Aliás, é triste admitir isto, mas se eu visse uma turma se aglomerando ou pagando mico, logo ia pensar: - devem ser brasileiros!
Já pensou o Bom Dia Brasil no centro de qualquer grande cidade do Brasil? Renata Vasconcellos e Renato Machado falando assuntos sérios dentro do estúdio e o povo atrás, completamente sem noção, fazendo a dança do siri?
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11/6/2009 08:33:52 PM
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Outubro 27, 2009
FAKES
Gente, este perfil não é meu! Só tenho aquele L ...
Quando vejo uma coisa dessas fico tentando entender de onde uma pessoa tira tempo e disposição pra tentar viver uma vida que não é dela. Sim, porque, no mínimo, o ser por trás desse fake não tem uma rotina muito interessante. Pior: não tem um pingo de personalidade. Fico na torcida pra que um dia, quem sabe, isso mude... e ele(a) não veja mais sentido em copiar e colar fotos e palavras alheias.
Ajudem-me a denunciar!!!
É só clicar aqui e ir em Denunciar Abuso.
Em tempo: acabei de ser informada que aquela tal de Marcella Figueiredo (que usa minhas fotos há anos) também não desiste!!! Pra denunciá-la, é só clicar aqui .
Agradeço a ajuda desde já!
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10/27/2009 11:26:33 PM
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Outubro 25, 2009
PANELA DE PRESSÃO
Já tive orgulho de dizer que funciono melhor sob pressão. Com essa vida maluca e essa necessidade de dar conta de tudo ao mesmo tempo é impossível não olhar apenas o lado bom de conseguir produzir no caos. E pra mim, uma agenda lotada é sempre um prato cheio para executar minhas tarefas com precisão.
Mesmo.
Uma lista imensa de coisas a fazer assusta, é verdade, mas é o ócio que me deixa realmente confusa. Esses dias fiquei três horas deitada assistindo televisão e levantei da cama com muito peso na consciência.
Er... não é normal, eu sei.
Eu trabalho bastante, sou dona de casa e dona do meu nariz, vivo e me sustento sem a ajuda de ninguém - o que dispende muito do meu tempo e cansa minha cutis, como dizem as dondocas - então mereço ficar deitada na frente da televisão, não? A tentativa é constante, mas ainda não consigo enxergar as coisas por este ângulo.
Nunca é tarde pra mudar, sou adepta more dessa filosofia. Mas no fundo, no fundo, parece que sempre vou ser mais produtiva quando tiver muitos deveres e pouco tempo. Em que momento isso se tornou uma lei pra mim? Não consigo lembrar, mas faz anos que solto palavras ao vento... gabando-me de tal capacidade e, vez ou outra, incomodada com a falta de preocupações. Almejando a agonia, o tumulto e a velocidade, pra ficar alerta e perspicaz - mesmo que me arrependa depois!
E, francamente, eu quase sempre me arrependo.
EXEMPLIFICANDO
Pra se ter uma ideia, no último ano da faculdade passei por um sufoco que insisto em lembrar pra nunca mais repetir a dose. Comecei a ler os livros da dissertação de conclusão de curso com quase um ano de antecedência (milagre). Li muito. Escrevi, escrevi, escrevi... fiz pesquisas de campo, entrevistei pessoas, transcrevi as entrevistas e me surpreendi com aquela falta de pressão toda. A pessoa que se organizava com tanta antecedência nem parecia eu...
Eis que duas semanas antes do prazo de entrega do TCC, enquanto a maior parte dos meus colegas se escabelava digitando os capítulos, eu, orgulhosa, apenas revisava as quase 170 páginas prontas.
Foi aí que tudo degringolou: aquelas duas semanas de folga me fizeram perder a compostura. Fiquei atrapalhada (simplesmente fiquei, não tem desculpa plausível!) e acabei deixando pra imprimir tudo no dia da entrega. Façam as contas: 170 vezes seis. Seis cópias!
Todos os problemas possíveis e imagináveis aconteceram. Apavorada e arrependida de ter deixado pra última hora, coroei a inevitável pressão com uma queda histórica. Eu morava num sobrado com 21 degraus e rolei escadaria abaixo, junto com todas cópias do TCC. Não sabia se me desesperava pela dor que sentia no corpo ou pelo susto de ver aquelas dissertações prontas, lindas, encadernadas, espatifando-se degrau por degrau.
No fim deu tudo certo, mas... pergunta se aprendi a lição?
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10/25/2009 04:07:06 PM
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Outubro 24, 2009
GARÇONETE POR UM DIA
Minha ausência é por pura falta de tempo pra escrever. Desde que cheguei em Maceió minha rotina se resume a trabalho e passeio. Difícil ter vontade de ficar na frente do computador, né?
Pra compensar, um videozinho do nosso primeiro dia por aqui... depois de horas dentro de aeronaves, conseguimos almoçar perto das 16h. O garçom sumiu, mas eu assumi o papel com maestria (falta de modéstia mode off).
Volto pra São Paulo amanhã e a partir de agora fico bastante em casa. Novidades profissionais no mês de novembro: vou apresentar um programa diário no estúdio, substituindo uma colega que entra em férias! Passo os horários aqui ou no Twitter...
Besos!
Não conseguiu assistir o vídeo pelo blog? Clica aqui .
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10/24/2009 11:40:32 PM
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Outubro 19, 2009
POUCAS COISAS SÃO SUBSTITUÍVEIS
Eu tinha pouco mais de 18 anos quando ouvi pela primeira vez que tudo nesta vida é substituível. Acatei, em princípio, essa ideia - frente a situação em que tal frase me foi dita - mas com o passar dos anos sentia-me inquieta cada vez que alguém tocava nesse assunto.
Está aí um dos melhores aspectos do amadurecimento. Aprende-se, com naturalidade, a construir argumentos frente aquilo que se acredita ou não. E é assim que eu enxergo hoje algumas verdades aparentemente incontestáveis. Exemplo um: os opostos se atraem. A não ser na física, não creio mesmo (tema para outro post). Exemplo dois: só me arrependo daquilo que não fiz. Acho essa tese um absurdo (inclusive já escrevi um post sobre isso).
Mas agora quero falar sobre o quanto a maior parte das pessoas e dos momentos que já vivenciei são, definitivamente, insubstituíveis.
Esta rotina de viajar por todo país e passar os dias sentindo muita saudade - às vezes de um cheiro, de um lugar, de uma conversa, de coisas teoricamente tão banais - fez-me dar ainda mais valor a tudo o que me rodeia.
Aquela pessoa que tantas vezes foi chamada de fria, insensível, coração de pedra, tornou-se, com muito orgulho e nenhuma vergonha, quase uma manteiga derretida. A distância tem o poder de modificar muitos conceitos, podem acreditar. Continuo a mesma inconstante, quando o assunto sou eu, entretanto, quando o assunto são os outros, quero mais é criar raízes: não deixar que ninguém especial saia da minha vida sem um porquê.
QUARTETO FANTÁSTICO
Que eu gosto de ter muitos amigos, ao contrário daqueles que enchem a boca para dizer que os verdadeiros não preenchem as duas mãos, também já foi dito aqui. Mas hoje quero falar especificamente de três amigas que gosto demais. Porque embora já tenha dissertado sobre uma, em particular, é impossível não pensar no quanto o nosso quarteto se completava e afinizava.
Há quase três anos, em seguida que cheguei no novo emprego (completamente perdida), por coincidência ou não, foram elas que, embora individualmente, mais me acolheram e fizeram eu me sentir confortável. Porque uma coisa é fato: se não me dão oportunidade, dificilmente vou me enturmar à força.
Algumas pecualiaridades de quando eu, Adri, Dessa e Mari nos conhecemos só eu me recordo, mas é aquela velha história... quem faz o bem, sem pretensão e esperar algo em troca, é muito provável que esqueça. De outro lado, quem recebe o bem, a generosidade, o sorriso, a palavra amiga, por mais simples que seja, jamais esquece.
Mesmo que durante muitas vezes eu tenha estado ausente, sabia que ao retornar ia ter o abraço forte delas três, os semblantes felizes e sinceros ao me verem... adorava esse reencontro! A necessidade de colocar o papo em dia, marcar alguma jantinha, etc, etc.
Ontem, enquanto diminuía algumas das nossas fotos para publicar, pensei que talvez elas não tivessem noção do quanto foram e são importantes pra mim. E fiz questão de vir aqui só pra registrar: o nosso quarteto, no meu coração, nunca vai deixar de existir...
E é insubstituível.
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10/19/2009 10:25:03 PM
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Outubro 17, 2009
É PELA VERDADE QUE EU ESCREVO
Pra jamais subestimar ou superestimar o que já me aconteceu...
Aqui entre nós, ainda que de forma inconsciente, todos acabamos por enfeitar, omitir ou apagar momentos que vivenciamos e ideias e ideais que tivemos.
É natural. É humano.
Mas eu simplesmente não admitiria, por exemplo, marginalizar o que já pensei ou desejei. Não me permitiria mentir para mim mesma. Quero a certeza, sem lacunas, dúvidas ou imaginações. Quero a verdade para me conhecer, entender-me, crescer. Só assim me sinto forte. E, aliás, costumo desconfiar de quem diz que não se conhece. Como assim? Então quem? O terapeuta?
Escolher a melhor maneira de agir, principalmente nos momentos mais difíceis - e de uma maneira que me satisfaça – fica muito mais fácil estando ciente do que me faz bem ou mal. Preciso estar consciente de quem fui, o que quis, o que me incomodou, o quanto evoluí... e a falta de registro camufla a verdade, deixa-me inquieta.
Então eu escrevo. Guardo debaixo de sete chaves, releio pelo menos uma vez por ano, dou risada, emociono-me e às vezes até choro. Porque o que de mais importante já passou pela minha mente, com os detalhes mais sórdidos ou perfeitos, nunca foram publicados neste blog. O que de mais relevante passou pelos meus pensamentos, está lá nos meus milhares de papéis, como uma testemunha fiel que não deixa eu me perder. E essa prática, tão simples e cotidiana, nada mais é que o complemento de um vídeo ou uma fotografia. É a prova de que a vida esteve ali. Repleta de felicidade e entusiasmo ou decepções e incertezas.
A memória seletiva faz com que a maioria das pessoas perca partes algumas vezes preciosas de suas histórias. Porque a entropia se faz presente em toda a nossa trajetória: assimilamos só aquilo que queremos ou que nos convém. E eu não quero perder nada.
Quero a chance de poder visitar de vez em quando o meu passado - quase que enxergando o dia em que tive aquele papel e aquela caneta em mãos e, em alguns casos, mal me reconhecendo naquelas linhas - e confirmar que a aflição que me dominava realmente não tinha um porquê. Ou quem sabe me orgulhar ao constatar que tudo o que almejei se concretizou sem que eu passasse por cima dos meus valores.
Sigo meu caminho deixando rastro mesmo... pra jamais esquecer quem eu sou, de onde vim e tudo o que passei para chegar até aqui.
Simples assim.
“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará."
(João 8 : 32)
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10/17/2009 11:51:38 PM
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Outubro 16, 2009
THINGS TO DO
Nunca em toda a minha obsessiva trajetória de listas tive uma tão grande. Separei por setores e grudei na geladeira para tentar cumprir todos os ítens no tempo estipulado (até quarta-feira que vem). O problema é que minha mente insana resolve, todas as noites, lembrar de mais e mais coisinhas... lugares pra ligar, tetecas pra comprar, assuntos pra resolver, endereços pra trocar, documentos, móveis, burocracias, instalações... ufa! Sinto-me numa verdadeira bola de neve, imaginando o agradável dia em que tirarei aqueles papéis dali.
Minha última saga tem a ver com a decoração aqui do apartamento. Sério, quase surtei. Pra vocês não acharem que é exagero, exemplifico: cheguei a ter pesadelos com isso na noite retrasada. Sei que parece piada, mas infelizmente não é. Passei a madrugada toda acordando! Foram dois dias e meio olhando móveis, tirando fotos, medidas, anotando observações e, o pior, gostando de tudo, querendo tudo! É ruim demais tentar organizar um cômodo vazio... algumas coisas não combinam, outras não cabem... e olha que sempre adorei comprar objetos pra casa, mas começar do zero é muito complexo (pra não dizer chato)! Chegará o dia em que meu trabalho vai ser só abrir a carteira e designar o serviço a um arquiteto e/ou decorador de ambientes.
Bom, mas depois de inclusive - pasmem - colar fita adesiva em todo o chão da minha sala tentando imaginar o espaço que cada móvel ocuparia, finalmente acabei decidindo... e comprando quase tudo que faltava. Ainda preciso colocar uma persiana no janelão imenso que dá pra minha sacada. Ele proporciona uma luminosidade luxo para a maioria das pessoas... menos pra mim. Quem me conhece sabe que eu adoro ficar na penumbra, principalmente em dias de folga.
No mais, estou quase expert no trânsito e no transporte paulistano. Tenho atravessado a cidade atrás de lugares bons e baratos, indicados por amigos que moram na terra da garoa há mais tempo. Porque, convenhamos, comprar aqui nos Jardins é pedir pra pagar muito caro. E já que o assunto é esse, falemos da Etna Home Store: fiquei encantada com a loja, paraíso total! Comprei muito lá... desde uma estante toda maluca de 1m95 até uma mesinha pra usar o notebook na cama, um lixo pra pia, um estojo bonito e prático pras minhas canetas que viviam soltas na bolsa, o rack pra televisão da sala, etc, etc.
DONDOCA É UMA ESPÉCIE EM EXTINÇÃO
Falando em televisão, eu tinha comprado uma mesinha bem simples pra colocar a TV do meu quarto (não cabe mais nada no meu quarto, diga-se) e o seu zelador demorou muito pra vir aqui montá-la. Ansiosa que nem sou, hoje à tarde, munida de martelo, chave de fenda, parafusos, brocas e coisas do tipo, decidi que trabalho braçal não pode ser apenas associado à força masculina. Diferente daquela vez que tentei arrumar a máquina de lavar e alaguei a cozinha, minha experiência como marceneira deu muito certo. As fotos foram tiradas na minha sacada, que já tem rede, mas ainda não tem uma cadeira de palha confortável para receber os amigos e tomar chimarrão olhando os prédios, as ruas e as árvores do meu bairro:
Tirando o fato de que meu braço e meu pulso direito estãos doloridos de tanto martelar as brocas que teimavam em não entrar nas circunferências apropriadas, tudo saiu como eu imaginava.
Já não preciso olhar para o chão pra assistir TV!
Falando em televisão parte dois, amanhã terei todos os canais da NET! Semana que vem chegam mais alguns móveis, terça-feira meu novo computador super turbinado e assim tudo vai se encaminhando...
Andei sumida do universo virtual porque é inevitável não chegar ao fim do dia exausta: só quero banho, gelatina e cama (no caso da gelatina, troquem o verbo querer por precisar). Ah, e sem contar que tenho conseguido todos os dias fazer uma hora de academia.
I'll survive!!
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10/16/2009 11:17:36 PM
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Outubro 13, 2009
QUANDO NASCE O AMOR?
Em uma palavra, um gesto, um convite? Depende. Mas é só observar ao redor para perceber que o dito cujo pode surgir, para algumas pessoas, de uma maneira bem simples e rápida. Às vezes basta apenas um olhar. Outras precisam de tempo, talvez meses. Precisam do dia-a-dia, da intimidade... precisam da certeza.
Seja você passional ou linha dura, é bem provável que ao olhar para trás e pensar nos amores que construiu, vai se deparar com situações bem diferentes. O amor da adolescência, o amor maduro, o amor pra toda vida, o amor de algumas noites... vieram assim, nos mais inusitados momentos ou lugares e, principalmente, com as mais inesperadas pessoas.
Eu, você e toda a torcida do Flamengo estamos cansados de saber: não há fórmula.
E QUANDO MORRE?
Eis que, dia desses, quando fizeram-me o questionamento título deste post, rapidamente pensei que fácil mesmo é saber quando morre o amor...
Quando termina a admiração.
Simples assim.
É claro que a falta de respeito, de diálogo, de atração e etc, influenciam bastante, mas acredito piamente que quando a admiração desaparece, o amor inevitavelmente some junto. Aliás, é a admiração que move todos os meus relacionamentos, inclusive as amizades.
Posto isso, explico melhor: o estímulo ao aprendizado constante, a ideia de ser surpreendida com uma constatação inteligente ou uma colocação bem humorada, a oportunidade de presenciar bons exemplos e ouvir boas histórias, tudo isso é mais do que agradável, é afrodisíaco.
Analisando de forma superficial, até pode parecer que sou mais solidária na alegria, do que na tristeza. Na verdade, não consigo ser complacente com o vitimismo - que, aliás, não é nada admirável . E aí, quando vejo uma determinada pessoa fraquejar, só vou ser o ombro amigo se notar que há esforço ou, no mínimo, otimismo por parte da tal pessoa - o que é admirável demais! Errar todo mundo erra, fracassar todo mundo fracassa, mas desistir, se acomodar ou reclamar o tempo todo são atitudes de quem, definitivamente, não é nem um pouco admirável.
FOR EXAMPLE
Tive uma longa história com um cara que, embora nunca tenha sido meu namorado, eu gostava bastante. Independentemente de quanto tempo se passasse, sempre voltávamos a ter contato em algum momento de nossas vidas. Até que eu simplesmente parei de sentir falta daquela pseudo presença. Em princípio fiquei desapontada, gostava de cultivar aquele sentimento, achava interessante supor que talvez um dia ficássemos juntos realmente...
Mas quando percebi que eu tinha sepultado tudo o que sentia, comecei a me questionar, a querer entender os porquês de tamanho distanciamento.
A resposta não demorou muito a aparecer.
Em anos de pseudo relacionamento, o cara só me trouxe decepções. Não no sentido mais comum da palavra, ou seja, ele nunca foi desleal, agressivo, falso ou insensível. Pelo contrario. Era sincero, carente, gostava de mim, estava sempre querendo me agradar ou mostrar o quanto eu era importante... mas me decepcionou com as atitudes que tomava, com o jeito que levava a vida. Em suma, com coisas que fazia contra ele e não contra mim.
Ele sabia suas dificuldades em modificar esse comportamento, talvez destrutivo, mas só na teoria demonstrava interesse na superação. Na prática que é bom, nada. Desejava fechar alguns ciclos na vida, mas por medo e cautela, jamais se empenhou em fechar de verdade.
Aí eu pergunto: que acréscimo um convívio desse poderia me proporcionar? Porque eu jamais conseguiria construir alguma coisa ao lado de alguém que eu sentisse pena, ou precisasse ficar consolando intermitentemente. E olha que, nas nossas conversas, eu não falava apenas o que talvez ele preferisse ouvir. Despia a verdade com todas as letras. Ele dizia que gostava, pedia que eu o aconselhasse mais. E embora concordasse comigo na maior parte do tempo, sentia-se de mãos atadas, incomodado com muitas coisas que lhe aconteciam. Fez algo para mudar? Não, nem perto.
Cheguei a admirá-lo, assim que o conheci. Depois concluí que o que eu admirava era a pessoa que eu achava que ele era e não quem ele era de verdade. Foi então que passei a vê-lo como um menino perdido, covarde, inseguro, acomodado. Jamais o vi fazer uma escolha que despontasse orgulho em mim. Ele tinha vários planos, mas deixava que os meses passassem sem que os planos saíssem, de fato, do papel.
E o pior é constatar que se encontrá-lo daqui a cinco ou dez anos, provavelmente ele estará na mesma inadmiravel inércia.
Contribuindo, quem sabe, com a morte de outros amores...
posted by Dornelles, L. |
10/13/2009 12:34:53 AM
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Outubro 9, 2009
MAIS PRA GATA BORRALHEIRA...
...do que pra Cinderela
Só que, no meu caso, não via a hora de chegar a meia noite... tirar o sapatinho assassino de cristal, voltar a sorrir e fazer uma comemoração ao lado dos amigos (depois que o fatídico dia 6 terminou, os meus colegas fizeram um belo churrasco lá no hotel).
AS OUTRAS ABÓBORAS DO DIA
- Sabe aquela lei de Murphy que diz que quanto mais pressa tu tens, mais as coisas dão errado? Pois é, cheguei apressadíssima da Assembleia e fui direto abrir minha mala onde estava o notebook, indispensável pra que eu digitasse o texto e enviasse por e-mail pra editora do jornal. O detalhe é que a minha mania de fechar tudo com cadeado antes de sair do quarto foi como um tiro no pé. Sério, são mais de dois anos fazendo isso e nunca tinha acontecido de NENHUMA chave do meu molho abrir a desgraça do cadeado. Fiquei com bolhas no dedo indicador de tanto que tentei, forcei, tentei de novo... e nada. Conclusão: foi preciso três funcionários do hotel pra escangalhá-lo. E mesmo assim demorou! A serra, o alicate... não faziam nem cócegas no maldito. Quem mandou eu querer prezar pela qualidade? Uso os cadeados Papaiz (aqueles coloridos, alguém lembra?) com haste reforçada, cementada, temperada e cromada, pra aumentar a resistência. Depois de muuitas tentativas - mais ou menos 40 minutos depois - o negócio cedeu e pude enfim trabalhar!
- Depois de tudo pronto fomos correndo até a Globo Cuiabá pra gerar o material pra Porto Alegre. Nos perdemos algumas vezes durante o trajeto, demoramos mil horas pra começar a geração porque os técnicos da emissora não conseguiam arrumar a fiação, um repórter local precisou usar o equipamento que estávamos utilizando, as imagens começaram a digitalizar e, por fim, o tempo da geração terminou. Mas ainda faltava metade da matéria!!!
- Ainda assim, precisamos ir embora. Dentro de 45 minutos eu tinha uma entrevista marcada em outro local, só que ainda precisava ir até o hotel, tomar outro banho, trocar de roupa e me preparar não só pra essa entrevista, mas pra transmissão ao vivo que me esperava dentro de 1h30. Tem noção? Meu coração só faltava sair pela boca. Enfrentamos um engarrafamento até chegar no hotel e quando subi pro quarto parecia uma louca desbaratinada fazendo tudo ao mesmo tempo.
- Missão cumprida, assuntos na ponta da língua, eu me sentindo renovada... ligo pra recepção e peço que chamem um táxi pois eu desceria em cinco minutos. "Não precisa senhora, sempre tem táxi aqui na frente". Confiei, né? Mas foi a pior coisa que eu poderia ter feito. Era 6 de outubro, afinal de contas! É lógico que todos os táxis sumiram!!! Nisso o tempo passando e eu imaginando o entrevistado me aguardando... se tivesse problemas no coração certo que infartaria! Vendo o meu nervosismo, dois funcionários do hotel ficaram praticamente de plantão na avenida do hotel e depois de uns 15 minutos apareceu o tal táxi.
- Cheguei esbaforida ao local da entrevista e... tcharan! O entrevistado não apareceu. Quer dizer, acabou aparecendo cinco minutos antes de eu entrar no ar, mas aí não dava mais tempo. Derrubamos a entrevista! Nem sei dizer como consegui ficar ao vivo mais de uma hora. Pensando agora, percebo que quando minha vida chega no ápice do caos, surge uma força do além e tudo acaba dando certo.
Certo, mas nem tanto. Esse verdadeiro desafio à saúde física e à sanidade mental de um ser humano ainda estava em andamento. Depois precisei limpar toda a minha bolsa (e as coisas de dentro, lógico), porque meu álcool gel resolveu, num feito inédito, explodir. Precisei repetir mil vezes uma entrevista que gravamos após o ao vivo, já que o microfone resolveu falhar várias vezes. Precisei urgente tirar os sapatos... passei a maior parte do dia em pé e os meus pés não suportaram o bico fino de um scarpin! Num certo momento eu realmente achei que tinha fraturado meus dedos, de tão roxos que ficaram. Bom, e lá pelas 23h precisei comer, né!!! Porque com a correria toda, não tive tempo de tomar café da manhã e, também num feito inédito em toda a minha vida, simplesmente esqueci de almoçar e jantar.
Ainda bem que não desmaiei na frente das câmeras...
Tá bom pra vocês ou querem mais?
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10/9/2009 01:21:45 AM
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Outubro 7, 2009
SABE AQUELES DIAS EM QUE TUDO VAI MAL?
Depois daquele 1º de abril de 2009 - que mais parecia uma sexta-feira 13 de tão assombrado - achei que tudo o que acontecesse no decorrer do ano seria lucro.
Tolinha.
Não posso evitar o clichê: nada é tão ruim que não possa piorar.
6 DE OUTUBRO DE 2009
Riscaria esse dia da minha vida fácil, fácil...
Pra começar, acordei confusa depois de uma noite estranha e mal dormida.
Abre parênteses.
Sempre dormi tranquila e com facilidade em hotéis, não sei o que anda acontecendo. Esses dias parece que até gritei de madrugada. Eu não lembro, mas a Adri ouviu.
Fecha parênteses.
Tinha ido dormir tarde na noite anterior e acordei muito cedo. Precisava estudar.
Abre outro parênteses.
Ando mais encanada do que nunca com essa história de estudar. Não bastassem as revistas de agrobusiness que se amontoam na prateleira do meu quarto - enquanto leio vagarosamente cada uma delas, fazendo anotações a cada tópico que julgo interessante - ainda tem essa tal de internet que me faz abrir mil abas ao mesmo tempo e passar não sei quantas horas lendo textos intermináveis. Mesmo que no VT ou no ao vivo eu não tenha muito tempo para "dissertar" sobre o determinado assunto, não consigo relaxar enquanto não absorvo tudo o que posso, enquanto o corpo e a mente aguentam...
Fecha o outro parênteses.
O dia recém começava e eu já me sentia um caco. Mas ainda de bom humor. Poucos minutos depois, a primeira chateação: lidar com a má vontade e a cara amarrada da atendente da recepção. Eu precisava imprimir algumas anotações antes de ir cobrir uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Mato Grosso. A mocinha listava empecilhos:
- Só a partir das 8h.
- Não tenho acesso à impressora.
- Só comprando o cartão de uma hora da internet.
- Os computadores da recepção não imprimem.
- O e-mail para o qual você enviou o arquivo não é utilizado pelos funcionários.
- O pen drive não costuma funcionar.
Nem o indivíduo que compareceu a todas as aulas de paciência suportaria. Mesmo. Depois de uma discussaozinha básica - e consequente gasto desnecessário de energia - um querido senhor encontrou em menos de cinco minutos a solução pra todos os problemas impostos até então.
Já na Assembleia, mais uma listinha de chateações...
O ar condicionado não só me fazia tilintar de frio, como fazia eu me sentir em meio a um vendaval. A sala de audiência, lotada, não permitia que eu trocasse de lugar. Escolhi ficar de pé. Eu, o microfone, a bolsa, o bloco de anotações, os papéis impressos e a caneta que, atrapalhada no meio da confusão, às vezes se jogava no chão. Parecia que tinha vida própria...
Bom, faltou contar que a audiência só teve fim perto das 14h. A saga dos meus pés doloridos começava aí.
Além de tudo, uma trupe de jornalistas, imagino, inexperientes, invadia que nem abutres famintos absolutamente todas as minhas entrevistas. Pra entrevistar também? Você deve ter se perguntado. Antes fosse. Pra pegar carona nas minhas perguntas. E o detalhe é que só eu perguntava... sério, nunca tinha visto isso em sete anos de televisão.
Mas o dia estava só começando...
Aguardem cenas dos próximos capítulos!
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10/7/2009 09:40:39 PM
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Outubro 4, 2009
LUXO É TER TEMPO LIVRE?
Vejo tanta gente contando os dias pra chegada dos feriados ou finais de semana que só consigo olhar pra cima e agradecer por fazer o que gosto. Já pensou passar a vida num eterno cansaço, reclamando a cada segunda-feira?
Longe de mim.
Convenhamos que a fadiga também chega pra quem sente prazer no trabalho que desenvolve, mas o fardo - com certeza! - é muito menor. E diminui ainda mais a cada missão cumprida, conquista ou reconhecimento. Hoje, cada vez que entro no ar ou termino uma reportagem, só uma frase me vem à mente: "nasci pra isto".
Sou sortuda por ter descoberto cedo a minha realização profissional? É possível. Mas jamais me chamem de sortuda por estar onde estou ou fazer o que faço. Só tem "sorte" quem trabalha, costumo responder.
Durante muitos anos relatei minha carreira, inclusive neste blog, como uma vida de escolhas e, às vezes, renúncias. Mas já não me sinto abdicando alguma coisa. Mesmo. Só enxergo bençãos no dia-a-dia que levo. Nas descobertas, no crescimento e na oportunidade de conhecer pessoas, lugares ou, como diria Amyr Klink, ver o mundo como realmente é, e não como imaginamos ser .
Tenho tantas histórias pra lembrar ou contar, tanta experiência acumulada... não há preço que pague tudo o que aprendo, pessoal e profissionalmente, a cada dia de trabalho. Sei bem que não é nada saudável colocar todas as expectativas de felicidade na profissão e, de fato, não as coloco... mas procuro aproveitar cada minuto que passo no batente, afinal de contas, é onde 90% das pessoas despendem suas vidas.
Partindo desse princípio, conseguir administrar o tempo se torna um gostoso desafio. Melhor: aprende-se a valorizá-lo sem menosprezar a velocidade com que as coisas acontecem. Porque quando se consegue manter o foco, viver nesse ritmo é simplesmente contagiante!
E quer coisa melhor do que se sentir entusiasmado com aquilo que nos cerca? O que não nos faz bem, não merece fazer parte da nossa biografia...
posted by Dornelles, L. |
10/4/2009 01:19:13 AM
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Setembro 28, 2009
PARECE UM CACHORRINHO
Não conseguiu assistir o vídeo pelo blog? Clica aqui .
Amo, amo, amo.
Em breve voltamos com nossa programação normal!
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9/28/2009 09:02:37 AM
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Setembro 22, 2009
ENQUANTO ISSO EM MINAS GERAIS...
Bom, já que não tenho conseguido tempo pra postar... vai uma palhinha do que ando fazendo por aqui.
Não conseguiu assistir o vídeo pelo blog? Clica aqui .
Hoje fiquei sabendo que vou viajar muito no próximo mês. Embora tenha ficado receosa - já que tenho inúmeras coisas pra comprar e/ou colocar em ordem no novo apartamento - quem me conhece sabe que era exatamente isso que eu queria. Mas assim que parar quieta em São Paulo vou comprar meu novo computador e aí devo sumir quase nunca. Peço desculpas, pela milésima vez, às pessoas que estou devendo fotos, ligações ou respostas! Apesar de não gostar de me sentir relapsa, não há outra forma de me posicionar neste momento da minha vida, cheio de mudanças e situações pra resolver. No mais, continuo escrevendo ou postando no Twitter e no Fotolog, sempre que possível. E trabalhando muito, muito! Feliz...
Beijo grande!
posted by Dornelles, L. |
9/22/2009 05:17:04 PM
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Setembro 20, 2009
ELA E ELE
Eles se encontraram no momento mais inapropriado de suas vidas. Já se conheciam, mal se olhavam. Frequentavam os mesmos ambientes, relacionavam-se com as mesmas pessoas, tinham alguns (poucos) gostos em comum. Vários quilômetros e uma aparente falta de afinidade os separavam.
Quantas vezes falaram dele pra ela? Inúmeras. “Não faz o meu tipo”, respondia. Bonito, moreno, alto, elegante, inteligente... por que demorou tanto tempo pra perceber que sim, fazia? “É cobiçado demais”, explicava. É que ela nunca gostou de concorrência exacerbada. Sempre preferiu caminhar na direção contrária do que lhe parecia difícil demais.
Conversavam raramente, cumprimentavam-se de maneira cordial e jamais poderiam imaginar as sensações que viriam a seguir...
Conheciam-se, na teoria, há um ano, mas conheceram-se, de verdade, em uma noite fria e movimentada: cercados de amigos e estranhos, ao som de uma boa música e muitas conversas. Os olhares se esbarraram, completamente sem pretensão. Mas bastou uma vez para que não conseguissem mais parar. Cena de filme. Talvez a única que já protagonizaram.
E pensar que na tal noite ela nem queria sair de casa. Que demorou pra entender que os olhares eram mesmo pra ela. Tudo era. Ele também não soube explicar. Aconteceu... os recados, o champagne, as conversas tímidas, a sintonia, a reciprocidade. Acabaram por concordar que o que sentiam era extremamente incompatível com suas personalidades racionais.
Mas quem pode lutar contra a força das coisas?
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9/20/2009 12:55:08 AM
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Setembro 19, 2009
O QUE TE FAZ FELIZ?
Conviver com gente feliz
Tomar chimarrão em boa companhia
Dias frios e cinzentos
Passar um dia em casa vendo filmes
Comer muito chocolate e esquecer das calorias
A combinação rede e livro
Uma ligação inesperada
Beijo demorado de quem a gente gosta
Reencontros
Sentir o sol queimar a pele
Ir ao supermercado sem pressa
A sensação de missão cumprida, ao voltar do trabalho
Crianças
Dançar, dançar, dançar
Ir ao cinema toda semana
Viajar de carro, olhando a paisagem e pensando na vida
Escrever
Entrevistar pessoas com conteúdo
Dias de folga ao lado da família
Andar a cavalo, sentindo a brisa e o ar puro no rosto
Conversar com pessoas mais velhas
Cheiro e barulho de chuva
Passar horas num rodízio de pizza
Comprar roupas
Caminhar ouvindo uma boa música
Matar a saudade
Inspiração: aqui .
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9/19/2009 12:31:51 AM
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Setembro 12, 2009
ADORO DESPEDIDAS
Convenhamos que "odeio despedidas" é uma das frases que mais se ouve por aí, mas ontem, enquanto abraçava meus amigos da TV, concluí justamente o contrário. Pra mim, a energia de um abraço de despedida só não ganha da empolgação do reencontro.
O problema é que aprendemos desde cedo que ir embora é uma coisa ruim. A morte e o pavor que as pessoas têm dela (ou a mania de evitar tocar no assunto) é um exemplo claro do que eu quero dizer. Aprendi desde cedo a dar tchau, sem sofrer. Meu pai biológico saiu de casa quando eu tinha quatro anos, meu pai do coração quando eu estava na adolescência e por fim, meu pai de criação (avô) faleceu há pouco mais de cinco anos.
Mas quando se gosta de verdade - ou se tem boas recordações - nada é exatamente uma perda ou ausência. A propósito, acho que já escrevi isso aqui: tudo é uma bênção e uma maldição, cabe a cada um escolher de que forma quer enxergar. E eu sou teimosa mesmo... o mundo pode estar desabando que eu vou dar um jeito de encontrar uma frestinha de felicidade. Não admito ficar chateada por muito tempo e me policio o tempo todo em relação a isso.
Sei que se eu realmente quiser, todo adeus vai ser apenas um até logo. Toda despedida vai ter sempre um reencontro. No mais, gosto de não passar inerte pelos movimentos da vida, pelas instabilidades emocionais, pelas incertezas do futuro ou da novidade.
Hoje talvez devesse estar chateada por não fazer ideia quando vou ver meus amigos e meus familiares novamente. Mas não consigo. Tenho-os no coração e muito mais rápido do que imagino acredito que vou reencontrá-los.
Ontem mesmo uma amiga disse que eu ia chorar baldes (não gosto dessa expressão, mas enfim) assim que descesse as escadas da firma pela "última vez". Até achei que poderia ser estranho, mas saí de lá da mesma maneira que nas outras vezes. E mesmo quando eu choro (em Toronto sim chorei os tais baldes!) fico com uma sensação gostosa... de carinho, de realização, de que tudo deu certo, etc, etc. Aquela velha história: o prazer de deixar um pouco da gente em cada lugar que passamos e em cada pessoa com que convivemos e de levar conosco um pouco dessas pessoas e desses lugares.
Gosto da ideia de passar a vida entre encontros e desencontros. Fica tudo mais bonito, com mais valor.
Até breve!
posted by Dornelles, L. |
9/12/2009 02:25:44 PM
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Setembro 9, 2009
EM PRIMEIRA MÃO
Uma foto do lugar onde vou passar os próximos dias da minha vida...
Esta é a vista da sacada do meu novo apartamento, nos Jardins. Quem disse que só se vê prédios em São Paulo?
Ando muito ausente do mundo virtual, mas é por uma ótima causa! Nunca pensei que fosse passar tanto trabalho... quando começo a riscar a lista de "things to do", outras demandas surgem para as horas seguintes. Mil coisas pra contar aqui, centenas de fotos novas pra publicar, dezenas de comentários, scraps e e-mails pra responder e esse tempo não colabora (só queria que ele parasse ou passasse mais devagar, ué... desejo super realista).
Quem quiser acompanhar a saga da minha mudança, é só me acompanhar no Twitter! - minha página é liberada, não precisa estar inscrito pra ler o que eu escrevo.
No mais, contagem regressiva...
Faltam cinco dias!
Beijos.
posted by Dornelles, L. |
9/9/2009 04:45:36 PM
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Setembro 2, 2009
REMARCAÇÕES
Gente, quase tudo já está vendido ou reservado, em breve coloco foto de mais umas coisinhas que ficaram de fora. Por enquanto quero falar sobre duas remarcações!
- Sofá: como é meio chatinho pra fazer o frete, algumas pessoas reclamaram do preço... então baixei pra R$ 150,00.
- Cama Box: percebi o quão complicado é (para o comprador) ficar só com a estrutura. Desculpem! É que eu amo demais meu colchão, nunca dormi tão bem na minha vida... ia levá-lo pra São Paulo, mas decidi que vou comprar outro igual lá. Então seguinte, a cama box de casal vai COMPLETA, por R$ 400,00! Pouco tempo de uso, com pés de metal na parte inferior e rodinhas na parte superior, colchão anti-ácaro, com suporte para a coluna, manta de espuma 100% poliuretano D33, tecnologia on-side (não precisa virar), tecnologia edge clip (reforço lateral), bordado e matelado, tecido 51% viscose, 49% poliéster, etc, etc. Se vocês comprarem pela Ortobom, este mesmo conjunto (Master Spring Pillow Top) custa mais de R$ 800,00.
Prometo que em breve o blog volta ao normal, mas por enquanto só consigo pensar na mudança! Sorry também pela demora em responder scraps, comments e e-mails!! Beijo!
posted by Dornelles, L. |
9/2/2009 03:49:21 PM
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Agosto 31, 2009
EXERCITANDO O DESAPEGO...
Foi dada a largada do meu Bazar Virtual, parte I. Se você acompanha meu Orkut ou me segue no Twitter já está sabendo: vou me desfazer de quase todas as minhas coisas antes de ir pra São Paulo. Vida nova, tudo novo! Conforme o prometido, seguem fotos, medidas e preços do que está a venda...
Algumas observações:
- Gostou de algo? Então manda um e-mail para lsdornelles@gmail.com
- Tem prioridade no produto quem mandar o e-mail primeiro.
- Infelizmente não posso parcelar, tudo à vista! Esse dinheiro vai ser útil na minha mudança...
- Desculpem a bagunça nas fotos, meu apê está O caos.
Boas compras!!!
GUARDA-ROUPA
R$ 60,00
Seis portas, seis gavetas
1,80m x 2,10m
GELADEIRA CONSUL
R$ 550,00
240 litros
110v
47cm x 1,49m
Frost Free
Ideal para locais com pouco espaço
Baixo consumo energético
MESA DE COMPUTADOR
R$ 35,00
1,20m x 75cm
BALCÃO BRANCO
R$ 50,00
Duas portas, quatro divisórias
90cm x 73cm
ESTANTE SALA
R$ 70,00
1,27m x 1,78m
Lugar pra livros, CDs, televisão, DVD e badulaques em geral
SOFÁ EM CORINO
R$200,00
1,24m x 83cm
PUF EM CORINO
R$ 70,00
PUF DADO
R$ 30,00
33cm x 33 cm
CAMA BOX ORTOBOM MASTER SPRING
R$ 300,00
1,38m x 1,88m
Sem o colchão
Pés rosqueáveis com acabamento metalizado
FRUTEIRA
R$ 15,00
41cm x 84cm
Três gavetas
Eu uso como porta-tudo, mas enfim
MÁQUINA DE LAVAR BRASTEMP
R$ 200,00
220v
Segue com transformador
Reservada
Se a reserva for cancelada eu aviso aqui
ARMÁRIOS AÉREOS
R$ 50,00 cada
71cm x 56cm
50,00 cada
Dois disponíveis
Aguardem o Bazar, parte II...
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8/31/2009 11:36:33 PM
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Agosto 27, 2009
TCHAU, APARTAMENTO
O plástico bolha da última foto complica minhas arrumações... dá vontade de estalar o tempo todo. Na hora de embalar cada uma das muitas garrafinhas da minha coleção, por exemplo... aliás, só quem é colecionador consegue entender a chatice de trocar cada objeto de lugar. Ah, e essas fotos são do início da tarde, não queiram imaginar a confusão que está agora!
Pra quem não acompanhou minha saga hoje:
- Segundo sintoma da mudança (o primeiro foi felicidade): dor nas costas.
- Medo das gavetas da minha escrivaninha. Metade das coisas vai fora...
- Todo mundo fica tentando me convencer a não levar os meus livros pra SP, pra economizar na mudança e tal. Que fique claro: uma mãe jamais abandona seus filhos. Nem que eu os mande de charrete, eles vão chegar em Sampa. E tenho dito.
- Lema da minha mudança: se não tem disposição ou tino pra me ajudar, então não me atrapalha.
- Caixas com pernas andando pela rua. São tantas que eu empilho pra trazer pra casa que praticamente sumo... hoje quase caí por causa disso.
- Vou vender quase tudo que tenho em casa, antes de ir embora. Coisas em bom estado e com preço acessível. O bazar virtual começa oficialmente amanhã. Publicarei aqui no blog fotos e preços. Apressem-se! Pelo que vi no Twitter, tem muita gente interessada.
P.S.: aguardem o post "Oi, apartamento". Versão capital paulista.
posted by Dornelles, L. |
8/27/2009 11:04:00 PM
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ABOUT PIERCINGS
Desde a primeira vez que falei sobre o excelente trabalho do Ita não foram poucas as pessoas que, no blog, no Twitter ou pessoalmente, pediram-me pra divulgar os contatos dele. Pois bem, hoje fui lá no estúdio trocar meu piercing do tragus e resolvemos tirar umas fotos pra publicar aqui. Como vocês sabem, coloquei o primeiro piercing aos 15 anos e sei muito bem que a dor (ou a amenização dela) e a cicatrização do furo estão diretamente ligadas à qualidade do profissional envolvido. É tão lógico... o corpo rejeita o que é mal colocado! No mais, o cara conversa, explica, tranquiliza, dá dicas, tira dúvidas e até dá bronca! Hoje levei uma, confesso: por pura preguiça tinha parado de fazer os procedimentos corretos do último piercing que coloquei na orelha. Mas enfim, jamais deixem de incrementar o visual por algum receio injustificado. Apareçam lá!
Itamar Soares
Rua dos Andradas, 1560
Galeria Malcon, sala 211
32271910 - 91981110
Ou acessem...
fotolog.com/bocadelata1313
fotolog.com/undermyskin13
MAS MUDANDO DE ASSUNTO
Ficaram sabendo que eu passei quase uma semana de cabelo grisalho? Tem foto no meu fotolog . Ah, e depois ele virou verde, cabe ressaltar. Coitada da Ellen que aturou todos os dias as minhas lamúrias! Ainda bem que nada é definitivo, porque ontem virei loira de novo - como vocês podem ver na foto acima. Hoje, mudando de assunto novamente, olho para os lados e mal sei por onde começar... minha casa parece cenário de uma competição de obstáculos. Fico tão desanimada com essa tempestade antes da bonança. Não basta toda a dor de cabeça pra arrumar a papelada, preencher formulários de aluguel, seguro fiança, golden cross, atualizar a carteira de trabalho etc e tal, agora vejo coisas (leia-se: caixas, fitas adesivas, livros, plástico bolha) espalhadas por todo o chão e sinto vontade de sumir.
MELODRAMA MODE OFF
Estou muito ansiosa (que novidade é essa?), não vejo a hora de assentar o facho na capital paulista. Por enquanto, peço desculpas pela minha ausência... física e virtual, diga-se. Ando em dívida com a maioria dos meus amigos, mas é que, convenhamos, se 24 horas não me bastavam antes, que dirá agora? Durmo tarde, acordo cedo e ainda assim não consigo riscar todos os asteriscos de "things to do". Pelo contrário... a lista só cresce.
Por ora, vou adiantando que a festinha de despedida, em princípio, vai ser no dia 8 de setembro. Programem-se!
Beijos e obrigada SEMPRE, pelo apoio e as palavras.
posted by Dornelles, L. |
8/27/2009 02:56:34 AM
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Agosto 21, 2009
HASTA LA VISTA, BABIES!
Hoje tenho a felicidade de contar pra vocês que estou indo morar na maior cidade do Brasil!
"São Paulo da garoa, São Paulo terra boa..."
Quem me conhece sabe que mais do que um projeto de vida, essa mudança é a realização de um sonho. Até agora eu só havia contado pra família e amigos próximos, mas como minha ida foi antecipada, já posso gritar aos quatro ventos: a partir de setembro vou trocar o bairro Menino Deus pelo bairro Jardins, o "tchê" pelo "meu" e o céu azul do Sul pelo céu predominantemente cinza do Sudeste... com muita honra!
É inegável que vou morrer de saudade do meu estado querido, mas tenho certeza que a capital paulista me espera com dias muito melhores. Obrigada Deus, obrigada vida e obrigada a todos vocês que há tantos anos torcem e vibram com minhas realizações.
Agora preciso correr contra o tempo pra organizar cada detalhe...
Beijo, beijo!!!!!!!
posted by Dornelles, L. |
8/21/2009 05:05:59 PM
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Agosto 20, 2009
A PIOR DERROTA É AQUELA DE QUEM NÃO SE ARRISCOU
É quase impossível alguém me ver insegura diante do desconhecido. E isso tem muito a ver com a minha personalidade otimista: enxergar apenas o lado ruim das coisas simplesmente não faz parte de mim. Ocupar minha mente com “se” e “será”, definitivamente, também não. Aliás, até me incomoda debater esse assunto com quem teoriza, questiona e preocupa-se o tempo todo, com cada detalhe. Oras, se algo der errado ou diferente do imaginado é tão simples pegar o caminho de volta...
Os resultados, convenhamos, só não chegam pra quem é acomodado ou apegado aos velhos hábitos.
Sei que já escrevi sobre escolhas, mudanças e riscos calculados muitas e muitas vezes neste blog, mas também sei que esse assunto nunca cessa. Hoje quero falar pra vocês, leitores e amigos queridos, que não há nada mais revigorante do que mudar de ideia ou de caminho, por mais difícil que possa parecer.
Não limitem-se a esperar que o destino traga seus objetivos na porta de casa. Provavelmente vocês vão esperar pra sempre. E, ainda mais provável, vão passar a vida culpando o destino por não ter sido bom o suficiente com vocês.
ABRAÇA TODAS AS OPORTUNIDADES QUE SURGIR
Já ouviram falar em Virgilio Padilha?
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Se convivem comigo, a resposta é sim.
Ele não é psicanalista, filósofo ou escritor de livros de auto-ajuda, mas é uma das pessoas mais lúcidas e inteligentes com quem já convivi. A frase acima, lembro direitinho, foi uma das muitas que me disse durante o expediente de trabalho, no emprego onde era diretor do programa universitário que eu apresentava, em meados de 2003.
Algum tempo depois, recebi um convite para trabalhar em uma função que não era exatamente a minha preferida, mas, como boa pupila, segui o conselho e não desperdicei a chance. Tive um certo receio, não vou negar, mas em momento algum me senti arrependida. Não fosse minha radical decisão, diga-se, não teria passado de cinegrafista de um programa regional à âncora de um programa nacional - antes de ingressar na RBS. Às vezes é preciso dar um passo pra trás, pra dar dois pra frente...
Nas entrelinhas de cada conversa que tivemos, o Virgilio fez questão de mostrar-me a importância de ter disciplina, competência, fazer a diferença, visualizar as coisas a longo prazo e nunca deslumbrar-me com os elogios ou as conquistas, por mais excelentes e entusiasmantes que possam parecer. Aquela velha história... quando a gente acha que já sabe tudo, aí é que a gente se perde.
Exigente ao extremo, o Vir ressaltava cada pequeno erro que eu cometia, com uma sinceridade que só me trouxe benefícios: - Essa matéria ficou muito massante, não entendi o porquê dessa colocação, a palavra tal ficou perdida nesse texto , etc, etc. No início, confesso, ficava um pouco chateada, mas com o tempo percebi que só assim conseguiria crescer. Não é a toa que aquele cara, muitas vezes mal interpretado por outros alunos da UCPEL, tornou-se mais que chefe ou colega: tornou-se amigo e pai. Junto à Adri, acolheu-me no clã Padilha de uma maneira que até hoje, mesmo distante (só fisicamente!) me emociona demais.
Ontem, por e-mail, disse-me que tem orgulho de um dia ter trabalhado comigo. Que fique bem claro, pra todo mundo ler... o orgulho é todo meu! Eu não seria nem metade do que sou, como pessoa e profissional, se não tivesse trabalhado com ele.
Abaixo, eu, Vir e dois dos meus oito irmãos emprestados, Pedro e Gabriel, numa jantinha em família, em Pelotas, 2005:
Bom, 2009, como eu já previa (lembram aquela minha superstição com anos ímpares?), vai ser de muitas mudanças. E eu nem cogito a possibilidade de alguma coisa dar errado. Pelo contrário, sinto-me abençoada pelos anjos que a vida coloca no meu caminho e por conseguir realizar tantas metas, com tão pouca idade.
Pra terminar, uma frase do John Lennon que eu adoro: vida é o que acontece enquanto você faz planos...
posted by Dornelles, L. |
8/20/2009 03:01:36 AM
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Agosto 17, 2009
AMOR INCONDICIONAL, PARTE II
Ser dinda também é padecer no paraíso
Cada vez que o Adrick me abraça forte, dá um beijo estalado ou clama por minha atenção, penso no absurdo que foi um dia eu ter pensado em não ter filhos. Esse pequeno, tão lindo e indefeso, faz brotar os sentimentos mais bonitos que existem em mim.
Quando vou pra Pelotas, minha agenda é organizada com base no meu afilhado. Deixo de lado o que for pra passar o dia inteiro ao lado dele.
Com o Adrick também resgato minha infância. Viro criança, viro cavalo pra ele montar, finjo desmaios, seguro xícaras de café imaginárias que ele prepara pra mim e tenho o maior orgulho de ter me tornado um exemplo quando o assunto é desenhar! Prática, aliás, que fez parte de toda a minha vida, mas que havia ficado esquecida em armários, pastas, gavetas...
Lembro quando ele nem tinha completado dois anos e meu viu desenhar pela primeira vez. Foi muito engraçado! Ficou quase paralisado olhando o que eu fazia surgir no papel.
Como ele vive entre o campo e a cidade - e é filho de um pecuarista e veterinário... meu dindo, diga-se - adora quando desenho animais. E faz questão de pintá-los ou imitá-los. Nosso trabalho é em conjunto. E eu amo perceber a evolução do que ele faz. Tem uma coordenação motora de impressionar...
A figura abaixo, é a preferida do Adrick. Mesmo quando estou longe, faz questão de ficar olhando, alisando, pintando os quadradinhos e mostrando a figura pra todo mundo. Somos eu, Luci e ele, indo pra fazenda em Piratini, com o caminhão lotado de animais que ele mesmo pediu que eu desenhasse: pintinhos, galinha, zebra, girafa, vaca, bezerro, touro, porco, pássaro e até um dinossauro - que ele ficou fascinado após assistir A Era do Gelo 3.
Falando em Luci, é com ela que divido a prazerosa tarefa de ser dinda! Antes de ele nascer, implicávamos uma com a outra, ansiosas pra ver quem ficaria com o posto. No fim das contas? As duas! Quando ele era menor, achávamos que ele se confundia... dinda pra cá, era eu, dinda pra lá, era ela. Mas hoje, claro, sabe direitinho, e, todo carinhoso, faz questão de demonstrar o quando gosta de nós, sem distinção.
É ele que deixa colorido cada encontro da nossa família e que, a cada dia, nos mostra que ser feliz é simples demais. Nasceu cerca de um ano e meio após a maior dor que precisamos suportar. Nos trouxe tanto amor, alegria, união... que hoje nos perguntamos: - Como vivemos tanto tempo sem essa criança, meu Deus?
Sabe-se lá o porquê, foi preciso que meu avô se fosse pra ganharmos uma jóia tão preciosa. Pra percebermos que muitas vezes o que denominamos de injustiça, é só a vida mostrando sua força e perfeição...
Porque na natureza tudo se transforma pra melhorar.
posted by Dornelles, L. |
8/17/2009 11:21:17 PM
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Agosto 16, 2009
AVIDA COMO ELA É
Fui vítima do golpe do cartão de crédito, numa agência bancária aqui em Uberaba. Já posso servir de case nas matérias do Jornal Nacional!
Agora sério, depois da madrugada que batiam na porta e na janela do meu apartamento, quase simultaneamente, achei que nunca passaria um susto tão grande na minha vida. Hoje mudei de ideia. Queria voltar no tempo ou pelo menos parar de pensar no que aconteceu, não me faz nada bem essa adrenalina, mas enfim... talvez conte mais detalhes outra hora. Há pouco tomei um banho de banheira aqui no hotel e me sinto mais calma. Só que não consigo dormir... morrendo de nojo dessa gente imprestável que vive às custas dos outros.
No mais, hoje é aniversário da Laura, uma das pessoas mais especiais da minha vida. Ela está em Pelotas, eu em Minas, e, infelizmente, como de costume, não poderemos nos ver... mas em breve a gente resolve isso. Bom, e amanhã é o dia da minha irmã Alice... vamos sair pra jantar com um monte de gente, lá em Porto. Amo muito vocês duas!
Pra terminar, alguns TWITTS :
- Fugir dos problemas é tão simples quando se é criança. Eu fechava os olhos e achava que ninguém conseguia me ver...
- Aos 15 anos escrevi uma carta de 36 metros (com 4.500 "te amo") para o meu ex-namorado. Santa paciência ou Santa ingenuidade?
- Nunca vi House. Sou a única no mundo? Confesso que não sinto o mínimo de curiosidade.
- Daí eu fico olhando a bagunça do meu apartamento e tento que tudo fique em ordem com o poder da mente. Lembram da Matilda? Ela conseguia, droga.
- Tenho uma agonia de pessoas que falam "arrecém".
- Sério, acho tão brega fumar.
- Comer chocolate reduz risco de morte após infarto, indica pesquisa do Instituto Karolinska de Estocolmo. Hmmm.
- Algumas pessoas ficam escandalizadas com o meu fascínio por açúcar. E eu com o "não fascínio" delas.
- Acho "tão" poético dar reset no computador cada vez que ele resolve empacar (leia-se: toda hora).
- Li no meu finado blog que em 2002 eu chegava das festas às 7h, 8h da manhã. Definitivamente, não tenho mais idade pra isso.
- Homem de mochila é quase pior que homem de sunga.
- Essa semana comecei a ler "A Feiticeira de Florença", do escritor indiano Salman Rushdie! Ganhei de um amigo querido, no meu aniversário.
- Não perguntem coisas complexas a respeito do futuro para uma geminiana. "Vai depender do meu humor", é o que eu costumo responder.
- Orgulho de mim: acabei de transferir 70% do 13º salário pra minha poupança. Agora só preciso esquecer que esse dinheiro existe.
- Tenho tomado muito banho de sol, graças à janela (gradeada) do meu quarto. Sempre tenho a sensação de que meu bronzeado vai ficar xadrez...
- Pensando seriamente em cometer MSNcídio. Não tenho paciência (nem tempo) pra ficar batendo papo.
- Meu computador (desktop) pensa até pra abrir o bloco de notas. Só pra vocês sentirem o drama. Dúvida: compro outro ou dou um upgrade neste?
- Quer chorar e não sabe como? Então assiste "If Only" (Antes que Termine o Dia). De preferência, em boa companhia!
"Você tem a vida que todos pediram, pelas viagens, pela beleza, mas no minimo tem os pezinhos feios e cheios de calos de tanto caminhar."
É cada coisa que a gente precisa aturar nessa tal da internet que eu vou te contar. A última foi essa, no Orkut, de um provável podólatra... se foi uma tentativa pra chamar minha atenção e fazer com que eu responda, não funcionou. Mas que me fez dar umas gargalhadas, ah fez. Ah, e a propósito, prefiro andar de táxi e meus pés, modéstia à parte, são bonitos. Mas isso, definitivamente, ele nunca vai comprovar.
Voltando pra casa amanhã...
Besos!
posted by Dornelles, L. |
8/16/2009 12:45:57 AM
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Agosto 12, 2009
AMOR INCONDICIONAL, PARTE I
Minha mais sincera homenagem ao Dia dos Pais...
Ele conseguia reunir tudo o que há de mais admirável em um ser humano: era sensato, ético, tranquilo, amoroso, paciente e coerente. Era, acima de tudo, um homem apaixonado - pela minha avó, pela família, pelo campo, pela vida.
Não discutia por besteiras, não comia fora de hora, falava as palavras certas nos momentos certos, abominava a violência sob todas as formas e era sempre uma excelente companhia.
Foi com ele que adquiri essa necessidade de registrar meus dias, de colocar no papel o que acontece na minha mente e ao meu redor. Detalhista e organizado, anotou em dezenas de cadernos o que se passou (com ele e conosco) ao longo dos anos.
Em 78 anos, como marido e como pai, conquistou o respeito de absolutamente todas as pessoas que com ele conviveram. Extremamente carinhoso, lembro de volta e meia vê-lo emocionado carregando um buquê de flores, pronto a ser entregue à minha avó. Estavam sempre juntos, apoiando um ao outro.
- Quero um casamento assim , pensava...
Prestativo e preocupado com o meu futuro, recortava cada notícia do jornal que pudesse me interessar e chegou a acompanhar meus primeiros passos no mundo da televisão.
Não estava fisicamente na minha formatura e nem testemunhou de perto meu crescimento profissional no setor que ele mais admirava, mas, mesmo assim, muito do que sou é graças à ele.
Sentada à sua frente, no lombo de um cavalo, aprendi a forma certa de segurar as rédeas e controlar o animal. Aprendi a respeitar a natureza, a gostar do cheiro do campo, a tirar leite de vaca e a dar valor às coisas mais simples.
Meu avô era pecuarista. Não sabia viver longe do capim e da terra. Pra ele, a felicidade poderia se resumir num fim de tarde, no parapeito da janela da casa lá de fora, tomando um chimarrão e assistindo o pôr do sol refletido no açude de frente para as montanhas.
Foi nesse cenário que passei os momentos mais significativos da minha infância. Os dias mais felizes e completos. Adoro a correria da cidade, mas sinto falta desse contraponto: um refúgio pra relaxar, desligar-me do mundo... um lugar onde me sinto, definitivamente, à vontade.
Atualmente, cada vez que entrevisto um senhor no meio rural, preciso segurar as lágrimas: lembrar do meu avô é inevitável. Ele deve ter tanto orgulho das minhas conquistas, de perceber o quanto aprendi, mudei, cresci, amadureci. Estou onde sempre quis, fazendo o que mais gosto nesta vida...
Ah, meu vozinho querido, és parte de tudo isso!
Quando ele faleceu, em 20 de fevereiro de 2004, parecia que nada mais conseguiria colorir os encontros da nossa família. Cresci num ambiente de muita fé e orações, mas a forma inesperada e, principalmente, a rapidez com que as coisas aconteceram, nos abalou de uma maneira que jamais poderíamos imaginar.
Mas como tudo caminha numa harmonia divina, ainda que o vazio continue, exatamente um ano depois recebemos uma notícia que mudou nossas vidas para sempre...
posted by Dornelles, L. |
8/12/2009 12:05:03 PM
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Agosto 7, 2009
QUAL É A TUA DIETA?
Da lua? Sopa? Cores? Pontos? Proteínas?
Nenhuma das alternativas anteriores.
Quando decidi escrever aquelas 13 lições sobre o meu emagrecimento (leia no dia 13 de maio 2009 ) pensei primeiro - desculpem, leitores - nas pessoas que testemunharam de perto a minha mudança física e viviam perguntando a frase título deste post.
Fiz a minha dieta , eu costumo responder.
Não demorou para que começasse a chover solicitações de um "manual básico" de como diminuir o peso. Inevitavelmente, as perguntas que me faziam começaram a instigar mais e mais a minha curiosidade. E dar respostas sem fundamento sempre esteve fora de cogitação.
Por outro lado, o fato de as minhas amigas também estarem se alimentando de forma saudável e em menos quantidade, desculpem o trocadilho, foi um prato cheio para que eu quase ficasse neurótica em relação a isso. Lembram que até pedi desculpas pela repetitividade do assunto? Pois é.
Mas uma coisa é certa: nunca difundi dicas ou conselhos sem embasamento, nunca incentivei ninguém a passar fome e muito menos em apostar nos radicalismos. Incorporei uma vida saudável no meu dia-a-dia, os resultados apareceram e compartilhar os truques que tão bem fizeram à minha estética e, principalmente, à minha saúde, foi uma consequência natural.
Ainda assim, lembro que cheguei a ser má interpretada. "Tua prima acha um absurdo tu acreditar em tudo o que lê" , contou-me, certo dia, minha avó...
Bom, eu me formei em jornalismo, não em nutrição. O mínimo que posso fazer é dar um voto de confiança às pessoas que se dedicam aos benefícios e malefícios da alimentação, né? Outra opção seria seguir um cardápio específico de um profissional ou de revistinhas de boa forma, mas, se bem me conheço, ficaria à um passo de surtar.
Admitido isso, empenhei-me de verdade em entender o que estava fazendo com o meu corpo. Devorei (ups, trocadilho!) tudo o que pude: li sites especializados,coloquei palavras-chave no Google, assisti entrevistas com gente do meio e, a minha parte preferida, comprei livros tratando a questão!
Mas absolutamente tudo o que chegou à minhas mãos, cabe frizar, foi analisado com muito filtro . Tive como verdade somente o que mais se afinizava com os horários, rotina, orçamento, tempo e com a personalidade da comilona aqui... nada maluco, nada de exageros.
Sem pressa e com muita consistência eliminei mais de 11kg e passei de manequim 42 a 38, como muitos de vocês já sabem.
E hoje, conforme também já havia prometido, posto alguns livros que me auxiliaram no difícil processo de "pensar magro", como dizem por aí. Se você está num momento de não se conter em frente às guloseimas e carboidratos, definitivamente, vale a pena lê-los!
A SEMENTE DA VITÓRIA
Saúde! Esse é o foco principal do trabalho de Nuno Cobra. Com base na psicologia e no bem-estar, o respeitado profissional que ajudou a alavancar a carreira de pessoas como o inesquecível Ayrton Senna, propõe uma transformação equilibrada na mente e no corpo... sem se limitar apenas à alimentação. Livro gostoso pra ler em pouco tempo! Até o mais sedentário dos mortais sente vontade de colocar um tênis e sair se exercitando por aí. Um livro que fala de VIDA. Simples assim...
PAIXÃO EMAGRECE, AMOR ENGORDA
Um livro de pequenas crônicas que me surpreendeu demais! São mais de 50 textos reflexivos da escritora natureba Sonia Hirsch sobre o ato de comer bem. Culinária e filosofia em perfeita sintonia! Tem receitas gostosas e saudáveis, truques e dicas fáceis e baratos e explicações à respeito do papel dos alimentos na nossa alegria e disposição. Pra deixar sempre na cabeceira!
DiETA NOTA 10
Muito mais do que simplesmente esclarecer questões relacionadas às calorias e aos nutrientes de cada alimento, o endocrinologista carioca Guilherme de Azevedo Ribeiro (queridinho de muitas globais) consegue, de um jeito informal, convencer-nos de que emagrecer é simples, fácil e indolor. O melhor de tudo é ler o livro, colocá-lo em prática e constatar que o médico está completamente certo!
OS SEGREDOS DA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL
Tudo o que você pensa sobre comida está errado! Na contramão de muitos escritos sobre o assunto, o sociólogo americano Barry Glassner esclarece diversos mitos em relação ao que muitos chamam de alimentação saudável. Ele desafia o leitor a comer com prazer, ressaltando sempre que o paladar de uma boa refeição é o que realmente importa (foi aí que comecei a aprimorar aquelas minhas receitinhas que vocês conhecem). "Não se trata de comer indiscriminadamente e sem limites, mas de cuidar para não embarcar em privações injustificadas", diz o escritor.
Espero que esses livros - e o meu exemplo - ajudem vocês de alguma forma. Tenham força de vontade e boa sorte!
Nada é impossível quando se quer de verdade...
posted by Dornelles, L. |
8/7/2009 02:45:02 AM
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Agosto 6, 2009
TUDO É UMA QUESTÃO DE CUSTO-BENEFÍCIO
Vivo com essa justificativa na ponta da língua.
Muito mais do que simplesmente servir de consolo pra certas extravagâncias, colocar em primeiro plano a relação custo-benefício é a maneira que encontrei pra viver melhor. Se já era assim quando mais nova, imaginem depois que passei a me virar sozinha, pagar as contas, cuidar da casa e resolver perrengues do cotidiano?
Necessidade absoluta.
Ignorar o impacto econômico e colocar o peso da balança nas vantagens de determinadas atitudes ou situações, talvez eu nem precisasse explicar, está diretamente relacionado à ansiedade típica da minha personalidade. Uma geminiana jamais tomará um ônibus se puder ir de avião e jamais andará quando puder correr , é uma das perfeitas definições do horóscopo...
Quero facilidade e praticidade: palavras-chaves, aliás, de uma pessoa que (se o corpo aguentasse) viveria fácil, fácil, sem dormir.
COLOCANDO EM PRÁTICA
Quando comecei a procurar apartamento pra vir pra Porto Alegre, não tinha uma viva alma que não tentasse modificar minha ideia de morar no Menino Deus.
"Lá o aluguel é muito caro, vai pro centro, blá blá blá"
Não tive paciência de provar o óbvio e, sendo assim, não me prestei a fazer contas... mas tive certeza que o que eu pagaria a mais morando aqui compensaria. No dinheiro do transporte, na alimentação e, principalmente, no tempo que eu ia perder pra me deslocar de casa até o trabalho e vice-versa.
ECONOMIZAR É COMPRAR BEM
O slogan acima, de uma rede de supermercados aqui do Sul, resume bem o que vou contar agora...
Dia 8 de julho, quando escrevi um post com dicas de maquiagem, recebi muitos comentários a respeito dos preços dos produtos que indiquei. Um tempo depois, quando a mãe esteve comigo na capital, reclamou a mesma coisa.
Hoje digo pra vocês o que respondi pra ela na época: tudo é uma questão de custo-benefício!
Salvo algumas exceções, desisti de comprar maquiagem muito barata porque não compensa. Simples assim. Pagar menos e ter de comprar mais vezes, vocês têm de convir comigo, não é exatamente uma vantagem. Até as empresa de limpeza já perceberam que vale a pena investir nesse nicho do mercado, porque é o que o consumidor procura. Tenho visto muita propaganda levantando essa bandeira: detergentes menores e mais concentrados ou detergentes do mesmo tamanho, mais caros, mas com maior duração.
Se por um lado a pessoa paga mais, por outro compra com menos frequência. Perfeito.
No caso das makes, a durabilidade se faz presente na pele e no pote. Na pele tem a ver com a qualidade do que é utilizado... e no pote, claro, com a concentração do produto.
O corretivo da MAC, por exemplo, uso praticamente todos os dias e ainda tem um restinho... e olha que o comprei há quase sete meses! Antes eu usava um da Natura que, ok, era mais barato, mas durava cerca de dois meses! O mesmo vale para o batom e para o rímel...
Outra coisa que me irritava muito eram os pós e sombras quebrando com facilidade. Como carrego-os sempre na bolsa - e nem sempre em necessaires - isso acontencia bastante. O lápis de olho da Bourjois é outro exemplo... sabe aquela história de apontar o lápis (que algum dia foi derrubado) e a pontinha nunca parar quieta? Bom, digamos que eu não tenho mais esse problema. O grafite da Bourjois não quebra ao cair no chão.
AS MAKES QUE EU USO
Onde encontrar...
Posto isso, conforme prometi, seguem os lugares onde se pode encontrar as marcas dos produtos que indiquei:
Se você mora no Sul... sugiro que divirta-se nos Free Shops de Rio Branco, Chuy, Rivera. Como viajo mais pelo Brasil do que pelo RS, costumo me divertir nas Dufry dos aeroportos internacionais (Rio, Sampa, Minas) que passo. MAC, L'Oréal, Bourjois, Lancôme... uma maravilha!
MAC: em Porto Alegre tem uma loja da MAC no 2º piso do Sopping Iguatemi! O telefone é o 51 3328 2801 ou 0800 282 8998. Pra ver os produtos acessa o site www.maccosmetics.com .
Mary Kay: tem que ser com uma revendedora! Sugiro que comprem da minha colega Thais D'Avila, que quase sempre tem pronta entrega. É só escolher o produto no www.marykay.com.br e mandar um e-mail pra mim (lsdornelles@gmail.com) que eu repasso o pedido pra ela.
Sephora: no dia que a Sephora chegar no Brasil serei uma pessoa bem mais feliz, confesso! Por enquanto, resta olhar os produtos no www.sephora.com e pedir pra algum gentil amigo(a) trazer da França, Canadá, EUA... ah, algumas pessoas que moram no exterior vendem Sephora no Mercado Livre , mas aí tem toda a questão do frete internacional e da confiança no usuário vendedor, né?
Duda Molinos: aqui no RS vocês encontram nas farmácias Panvel. Em Sampa, na Ikesaki - Liberdade.
L'Oréal, Bourjois, Lancôme: essas marcas têm na Renner de Porto Alegre! Nas cidades do interior não garanto...
Outra opção é comprar nas lojas virtuais:
SACKS
Ou na preferida da mulherada (embora não tenha tuuudo o que se procura, os mesmos produtos saem por um preço até 50% menor do que nas lojas de cosméticos):
StrawberryNET
Fica a dica!
posted by Dornelles, L. |
8/6/2009 02:06:03 AM
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Agosto 3, 2009
A GENTE ERA FELIZ... E SABIA!
"Ih, eu conheço essa guria, ela é tri metida..."
Março de 1996. Numa sala extensa do colégio onde passei seis felizes anos da minha vida, dezenas de adolescentes aguardavam o primeiro dia de aula. Nova no recinto, entrei rápido, quase sem olhar para os lados, e escolhi um lugar na fileira da frente.
Fez o destino que atrás de mim estivesse sentada uma garota loira, pequena, com cara de simpática e nome bonito. Sabrina. Foi exatamente ela quem escutou, de uma colega, aquele "gentil" comentário a meu respeito.
Ainda bem que não deu ouvidos.
Pouco tempo depois nós já nos chamávamos de melhores amigas ou, como inventamos mais tarde, AQI (amiga quase irmã). A história da nossa amizade é tão bonita e comprida que sempre adiei a criação deste post. O que passamos, sinceramente, é muito pra algumas linhas... daria um livro...
A Bina faz parte de praticamente todas as minhas lembranças. Até três anos atrás, era quase como se uma não existisse sem a outra - e é incrível como tudo parecia tão melhor quando estávamos juntas.
Mesmo signo, mesma idade, mesmos valores, mesmos objetivos, certas coisas ninguém mais entendia... era pra Sabrina que eu precisava contar. E vice-versa. Porque afinidade não se contrói: ou existe, ou não existe.
Ainda meninas, tínhamos dois sonhos: trabalharmos juntas e namorarmos dois irmãos (bem coisa de menina, aliás!). Tanto um quanto o outro se realizaram. Os namoros terminaram, mas tivemos a sorte ímpar de termos uma a outra, dentre outros momentos, no fatídico primeiro almoço com a sogra (que, obviamente, era a mesma). No trabalho, tudo que aprendemos foi com o apoio mútuo... passamos madrugadas editando, nos revezamos na função repórter/cinegrafista, pegamos chuva, caminhamos por toda Pelotas atrás de pauta, compartilhamos o nervosismo do primeiro jornal ao vivo, etc, etc.
Com tanto em comum, estranho seria se não escolhêssemos a mesma paixão, ops, profissão. Nessas horas também acredito em destino. Provavelmente foi ele que, um ano depois da formatura, nos colocou novamente no mesmo caminho: hoje nós moramos em cidades diferentes, mas somos colegas de firma. E acredito, de coração, que um dia trabalharemos juntas de novo - presencialmente!
A LONG TIME AGO
O vídeo abaixo encontrei esses dias enquanto catalogava meus DVD's. Senti muita saudade e morri de rir! Duas guriazinhas inseparáveis até no primeiro estágio remunerado. Pra não ficar chato, separei apenas o making of da gravação do programa Ecos do Campo, que era veiculado pela TV UCPEL.
A gente era feliz... e sabia!
Sabri, já te disse uma vez e repito: estamos unidas pra sempre, independentemente de onde a gente esteja e de quanto tempo passe. Te amo muito!!!
Não conseguiu assistir o vídeo pelo blog? Clica aqui .
posted by Dornelles, L. |
8/3/2009 10:01:59 PM
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MISTUREBA
baseado nos últimos tweets...
- Aqui entre nós, não sou nenhuma titã da blogosfera, mas fico feliz porque este blog têm recebido entre 170 e 200 visitantes diários! Só falta usarem e abusarem dos comentários, né? Não sejam tímidos!
- Concerteza? Uma pessoa que escreve assim não lê nem revista de fofoca, eu suponho. Aliás, esses dias um conhecido me disse: "acho que ler é perda de tempo, ficar horas sentado em um sofá sem fazer nada". Nada? Sério, senti uma pena dele.
- Aí as pessoas me dizem, cheias de razão: "deixa de ser fria e orgulhosa, segue teu coração". Sempre que faço isso, acabo me arrependendo. Só pra constar.
- À respeito do Globo Repórter dessa sexta-feira: há muitas coisas que jogaríamos fora, se não temêssemos que outrem a pudesse aproveitar. As melhores - e mais realistas - definições de infidelidade são do Oscar Wilde.
- Gaúchos amantes do calor, preciso implicar: onde eu estava, no interior de SP, chegou aos 30 graus. Da janela do meu quarto via os hóspedes na piscina. A propósito, passei dois dias e meio por lá e a minha mala não era exatamente o que se pode chamar de pequena. Mas também né, a previsão indicava: mínima de 10º, máxima de 26º. Por via das dúvidas, coloquei roupas de frio e de calor... que coisa chatinha.
- Ei, eu não gostava de diminutivos antigamente! Ta bom, vai... ainda não é aquela coisa "oh, como ela gosta de diminutivos", mas já consigo usá-los esporadicamente.
- Duas perguntas pertinentes: quem disse que um sonho não pode continuar do exato ponto onde certo dia encerrou? Odeio surpresas, mas adoro ser surpreendida... sentiram a sutil diferença?
- "Só mais 5 minutinhos". Assim vou adiando a função estender roupa: o lado chato de morar sozinha. E de ter mensalista, em vez de diarista. O fato de eu ser uma dona de casa relapsa fez com que só estendesse no dia seguinte. Ainda bem que nada ficou mofado...
- Estive pensando: não entendo quem já sai vestido do banheiro. Acho tão poético ficar de roupão ou robe, pós banho.
- Semana passada fui dormir depois das 4h e no dia seguinte acordei às 8h, extremamente bem-disposta. Sinto-me tão produtiva quando isso acontece. Sabe, meu problema não é, exatamente, dormir. É IR dormir. Tão ruim admitir que o corpo e a mente se rendem, que preciso me desligar do mundo...
- Você tem olhos de Sampaku? Descubra aqui .
- Minha última foto do Orkut era uma enganação. Há horas já não sou mais aquela pessoa bronzeada. Pareço um papel. Desbotado. Agora coloquei uma atual.
- Da série pequenas coisas que me fazem feliz: em dois dias matei a saudade (ainda que rapidamente) da Sabrina e da Laura, melhores amigas, desde a 5ª série. Sinto tanta falta...
- "Elas estavam no No Limite, passaram três meses sem comida". Colega Lauro, durante almoço na capital paulista, explicando pro garçom porquê eu e Ellen estávamos comendo tanto.
- Eu quero: Volume Clubbing UV Light da Bourjois! Testei na Dufry de Congonhas... os cílios brilham sob a luz negra.
- Pensando seriamente em cortar o cabelo curto. Bem curto.
- Não costumo gostar de desenhos, nunca vi Shrek, Nemo e afins. Mas preciso confessar: estou completamente apaixonada pelo Sid (A Era do Gelo 3)!
- E as temperaturas negativas aqui do Sul me fazem lembrar o quê? TORONTO. Pra matar a saudade: minha vida no Canadá, resumida em 5 minutos... só clicar aqui .
- Demorar pra responder e-mails tem mais a ver com falta de tempo do que com falta de educação. Eu juro. Por falar nisso, tenho pavor quando me dizem "mas não precisa jurar". Eu sei que não precisa, mas eu quero, oras.
- E não desejei "feliz dia do amigo" pra ninguém. Isso tem mais a ver com praticidade do que com insensibilidade. Que fique claro.
- Tenho medo que ele perceba e se rebele (ainda mais) contra mim. Mas preciso confessar: simplesmente odeio meu computador.
- Percebi que não me sentia mais pelotense quando deixei de ficar empolgada com as conquistas do Xavante.
- Perfume, cabelo recém lavado, bom hálito: não entendo quem não faz disso prioridade. Tão ruim quanto pessoa fedorenta, é pessoa sem cheiro.
- Eu quero um Beagle, um pátio pra colocá-lo e, se não for pedir demais, tempo pra cuidar do bichano.
- Vida rural: sábado estive em uma cachoeira linda, com direito a "ponte do rio que cai e tudo". Depois alimentei cerca de 70 avestruzes. Fotos aqui .
posted by Dornelles, L. |
8/3/2009 01:56:14 AM
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Agosto 1, 2009
É RINITE!
Vontade de estampar esses dizeres na testa não me falta.
Passei a vida dando explicação cada vez que me virava do avesso (é o jeito que a amiga E. encontrou pra definir meus ataques de rinite) espirrando feito uma condenada. Na época do colégio, morria de vergonha e desenvolvi milhares de métodos pra conseguir - ou ao menos tentar - trancar os espirros.
Depois encontrei uma maneira de deixá-los surgir, sem promover tanto escândalo. E com o tempo, ainda bem, eles diminuíram. Ir embora daquela Pelotas úmida foi o primeiro passo. Comer melhor e trabalhar bastante também foram determinantes. O último, não me perguntem porquê.
Hoje até convivo bem com a minha patologia crônica. Mas não posso ter carpete, cortina e bichos de pelúcia em casa. Pó e pelos me fazem mal. Mexer em armários, organizar papéis, fazer faxina e arrumar o guarda-roupa, na maioria das vezes, é um martírio. A fronha do meu travesseiro deve ser trocada com mais frequência do que a das outras pessoas. Em resumo: preciso fazer todo esforço cabível pra que os ácaros fiquem bem longe de mim.
Vez ou outra tomo remédios pra controlar os sintomas, mas o mais eficaz remédio, unanimidade entre os alergistas, é andar na direção contrária das coisas que irritam o meu nariz. Só que nem sempre é possível...
Ontem não foi.
Estava me sentindo sufocada, com roupa demais... saí do apartamento quente, pra rua gélida, pro aeroporto quente, pro banheiro do aeroporto com cheiro forte de desinfetante, pra aeronave com ar condicionado...
Combinação perfeita: fiquei virada do avesso!
Agora imaginem a reação das pessoas em plena tensão H1N1! Torciam a cara, afastavam-se de mim... o taxista tratou de abrir todos os vidros do carro. Enfim. Precauções. E os que me olhavam incessantemente ouviam a frase (uma das que mais disse em 25 anos):
É rinite!
Talvez mande fazer uma camiseta.
posted by Dornelles, L. |
8/1/2009 02:50:51 AM
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Julho 31, 2009
BLONDE GIRL
Em 2006, influenciada por uma ex-colega do Rio Grande Rural (produzido pela Emater e veiculado pela TVE, onde fui repórter e apresentadora), fiz luzes pela primeira vez. Sou de fácil adaptabilidade, a decisão não foi das mais difíceis, mas, ainda assim, fiquei abismada ao chegar em casa e perceber, na frente do espelho, o que realmente tinha feito.
No bom português: demorou pra cair a ficha.
É que sempre tive um orgulho imenso em dizer que o meu cabelo era natural. Quem conviveu comigo na adolescência e juventude sabe bem. Esses dias, inclusive, a amiga E, loira de nascença, confessou:
- Eu não te disse na época, mas achava tão surpreendente o fato de tu também não se render à moda do cabelo loiro!
Pois é. Julgava-me irredutível nesse quesito. E olha que cresci ouvindo, até mesmo da família, que cabelo claro combinaria mais comigo.
Mas eu pensava na chatice de ter que retocar a raíz com frequência e nos cuidados que deveria ter, que acabava mudando de idéia. Sem contar que ao olhar pros lados e ver todo mundo tão, hmmm... artificial?, orgulhava-me da minha originalidade.
Irônico, não?
Aí veio a mudança pra Porto Alegre. Cheia de ideias, planos, expectativas. Queria mudar tudo! E as mudanças vieram. Começando pelo cabelo: um mês depois já me tornei pseudo-loira. Um ano depois fiquei solteira após um longo namoro. Seis meses depois engordei 8kg, segundo fiquei sabendo, dia desses, no relatório da minha médica. E oito meses depois mudei de emprego...
Só que, pra entrar lá na firma, resolvi voltar a ser morena. Como eu tinha um semblante de novinha, segundo línguas alheias, achei que passaria mais credibilidade. E não me enganei. Dois meses de telefonemas e entrevistas e eu adentrava (de cabelo escuro) a porta da frente no universo nacional do agronegócio.
Agora imaginem a minha situação ao chegar no primeiro dia do novo trabalho, e ouvir da figurinista:
- Vamos ter que clarear este cabelo!
Sério, mal pude acreditar! Mas não chiei, segui o conselho...
E assim, de dois em dois meses passei a marcar presença no salão que tem parceria com a TV. Aos poucos, tal qual profetizaram por aí, as luzes foram ficando mais fortes e agora sou assim... blonde girl assumida. Ah, e demorei a assumir, diga-se. Quando as pessoas me olhava e diziam:
- Lu, tu estás loiraça!!!
Eu, quase ofendida, respondia:
- Capaz!! Meu cabelo é cor de mel!
Hoje, mesmo sendo dependente da água oxigenada, mesmo com os estragos que a descoloração causa e a trabalheira que passo pra ele não ficar uma palha, não me arrependo. Adoro! E embora esteja ciente que talvez minha profissão exija no futuro diferentes cores e cortes, por ora, já não me imagino de outro jeito.
posted by Dornelles, L. |
7/31/2009 02:39:45 AM
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Julho 29, 2009
QUERER NÃO É PODER
Mas é uma vontade subjetiva que te leva a conseguir...
Já contei aqui que adoro dar e receber conselhos, não? Sabendo filtrá-los de acordo com as características que têm ou não a ver com cada personalidade, de uma forma ou outra, acredito que são sempre válidos. E mais uma vez sigo na contramão do velho "se conselho fosse bom, eu vendia". Enfim... é que volta e meia eu recebo e-mails, de gente que lê o blog, perguntando como conseguir dar o primeiro - e efetivo - passo daquele verbo tão temido por uns e tão amado por outros: mudar.
Vivo conversando, trocando ideias ou lendo e escrevendo sobre referida e inevitável atitude, mas, ainda assim, nunca encontro uma teoria pronta, na ponta da língua. E é por isso que minhas respostas são sempre diferentes, dependendo das situações que me são expostas.
Vejamos: é comum ouvir por aí que querer é sempre a melhor maneira de se atingir um objetivo. Parece simples? Até é. Mas não praquele tipo de pessoa que tem receio em arriscar ou não aceita que as coisas são sim, finitas. De qualquer forma, acho que decisivo mesmo é a vontade... a insatisfação... chegar num ponto em que não se enxerga alternativas pra ser feliz, como se está. E a transformação, mesmo quando não vêm acompanhada de sorrisos, traz um alívio enorme. Uma certeza de que não é tão difícil tomarmos as rédeas do nosso dia-a-dia.
Que seja o que o destino quiser. E que eu consiga mudar o destino, caso ele não queira a mesma coisa que eu.
Quando criei essa frase não imaginava a dimensão que ela teria... e hoje ela guia minhas atitudes, de uma maneira muito mais forte do que a minha eu adolescente, insegura, cercada de pontos de interrogação e inconstante sem causa, poderia imaginar. Porque, convenhamos, mudar tem muito mais a ver com decisão e persistência do que com sorte ou acaso. E só acontece aliada ao fazer. Quantas pessoas vocês conhecem que passam a vida cheia de planos mirabolantes e sem a disposição necessária para executá-los? Acredito na força do pensamento, mas acredito (e confio) de verdade na força do trabalho ou da ação.
Fazer é o que faz toda a diferença, já diria Nuno Cobra.
É meio complicado citar meus exemplos, diante da peculiaridade da mente humana – e das dificuldades que cada um se depara – mas atualmente eu concluo que não teve absolutamente nada na minha vida que eu quis e não consegui. E tenho a pretensiosa certeza de que sempre vai ser assim. Porque já encontrei a minha fórmula. E ela consiste, antes de tudo, em não admitir coisas desnecessárias ao meu redor.
Em tempo: não me contentar com o que me coloca pra baixo também antecede o tal primeiro passo.
Ao ver uma pessoa no fundo do poço dificilmente não associo à autodestruição. Uma necessidade de piedade alheia, sabe? E, antes de tudo, uma perda de tempo enorme... ao invés de (pelo menos tentar!) dar a volta por cima, largar antigos hábitos, segue naquela chatice: reclamações, comodismo, mau humor.
Hoje, quando alguém me diz que não consegue fazer algo - ou ser de uma determinada maneira - eu respondo: então é porque tu não queres. O alguém pensa, pensa... e acaba concordando comigo.
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7/29/2009 04:46:53 PM
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Julho 27, 2009
SOBRE DIAS DE FÚRIA
Certa vez um amigo disse que ia lançar a Boneca Nervosinha da Estrela , em minha homenagem... mas, sinceramente? Poucas são as pessoas que já me viram realmente brava. Principalmente em público. Não gosto de gente que dá "piti", não gosto de discutir por besteiras, não gosto de perder meu dia com a cara amarrada e quanto aos sapos, engulo-os mais do que os solto.
Ultimamente, quando fico no auge da fúria, choro. É patético, eu sei. Mas choro em casa, pelo menos... sem escandalizar ou comover a audiência. Como na pseudo-discussão com meus vizinhos. Eu sabia que estava certa, tinha mil coisas pra alegar, quase treinei na frente do espelho o que ia dizer. Só que na hora minha voz simplesmente sumiu! O que, aqui entre nós, foi muito positivo, já que eles promoveram o barraco sozinhos enquanto eu dizia quase em sussuros: - com licença, posso falar? Eles não deixaram. Eu virei as costas, entrei no meu apartamento e desabei. Por alguns dias quis voltar no tempo e fazer tudo diferente, mas agora sei que foi melhor assim.
Sempre é.
Quando decido que é hora de reclamar, que tenho direitos, etc e tal, acabo, na maioria das vezes, ficando arrependida. Sinto pena da pessoa que ouviu meu discurso ríspido e não sei o que fazer pra tirar aquela angústia do peito, aquele nó da garganta. Aconteceu essa semana, quando os atendentes do Wal-Mart insistiam em dizer, erroneamente, que o ferro de passar que pedi pela internet já havia sido entregue, aconteceu em abril quando um passageiro pegou minha mala na esteira por engano e desapareceu sem deixar rastros, quando o garçom de um bar me deu indiretas porque eu estava numa mesa privilegiada sem consumir bebidas alcoólicas (leia-se: sem contribuir com a percentagem do indivíduo), quando o taxista foi estúpido ao ver que a linha de saída e de chegada não eram tão distantes como ele gostaria, quando os funcionários de hotéis são inconvenientes ou mal educados... é, acontece.
Mas pelo quê vale a pena sair do sério de verdade? Pela minha família, pelos meus amigos, quando as coisas tardam pra se resolver, quando vejo má vontade ou injustiça ao meu redor, mau humor gratuito, gente bêbada, que não sabe o que quer, que demora a entender as coisas. Até passa batido, mas incomoda demais: dias quentes, comida e banho frios, dor de dente. Dormir muito, engordar, esperar em fila de banco, saudade, geladeira vazia, internet fora do ar, atendente de telemarketing, cheiro de café, pedágio caro em estrada ruim, esteira de aeroporto, shopping lotado.
Agora, nada, nada disso, irrita-me tanto quanto pessoas que erram, até reconhecem o erro, mas não sabem ser humildes o suficiente para pedir desculpa.
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7/27/2009 11:17:07 PM
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Julho 21, 2009
MIL COISAS
porque eu adoro títulos aleatórios pra posts similares...
- De volta ao batente. Não via a hora! Dormi e descansei muito, ok. Fiquei em casa, coisa que amo, ok. Mas mesmo com todos os prós, vida de doente beira o tédio...
- Quase todos os dias aparecia uma poça de água no corredor aqui do bloco. Colocaram a culpa nas necessidades biológicas do cão da vizinha. Incomodada com as reclamações, a vizinha, dona do cão, resolveu se mudar. Mas a poça continuou. Descobriram que uma outra vizinha, bêbada, fazia xixi no corredor depois das festas.
- Ferramentas em punho: essa semana consertei minha pia. Porque morar sozinha não é só pagar as contas, varrer o chão e trocar lâmpadas. Posto isso, confesso que fiz um embromation tabajara, mas enfim...
- Tive uma fonoaudióloga que me mandava comer uma maçã por dia. Porque é adstringente, limpa as pregas vocais, etc, etc. Eu odiava aquilo! Mas hoje que não preciso... como uma maçã por dia.
- Só pra entender: o que faz uma pessoa falar (digitar, na verdade) "nhaaaaaa"? Alguém realmente acha que isso é cute?
- Da série coisas que me irritam demais: ter que usar colírio. O oftalmo proibiu que eu esfregue os olhos (prática comum pra quem tem rinite). E eu achava tão poético esfregar os olhos! Maquiada então...
- Quem me segue no Twitter sabe que semana passada liguei pra Lacta após encontrar um bombom "mordido" dentro do ovo Sonho de Valsa. Quatro dias depois recebo o quê? Cinco bombons Sonho de Valsa por Sedex! Quem tem boca...
- Embora já tenha inspirado pelo menos três pessoas a furar o roox, meu novo piercing ainda causa uma reação de espanto na maioria das pessoas. Adoro isso. Mas vou adorar ainda mais quando parar completamente de doer!
- "Seu televisão desligará em 10 minutos". Minha TV não sabe empregar pronome possessivo (ou é de origem indígena).
- Vocês já assistiram Dexter? A história do serial killer mais cativante que se tem notícia. Torço por ele e não nego! Eu e mãe viciamos nesse seriado durante o meu repouso, estamos na segunda temporada...
- Parece que estou com mais dor nos cisos (no lugar onde eles deveriam estar, digo) hoje. Ninguém me deixa tomar paracetamol com medo que eu esteja viciada. Isso é engraçado, não? Sou viciada apenas em chocolate e chimarrão! Pra constar.
- Descobri que ainda existe miojo de feijão. Preciso mesmo dizer que fiquei muito feliz? Mas agora ele não tem mais exclusividade... compete com o miojo de brócolis!
- Da série pequenas coisas que me fazem feliz: tomar um banho bem quente, num dia bem frio. E segundo meus colegas da meteorologia, não se vê há muuuitos anos o frio que chegará no Rio Grande do Sul na próxima quinta-feira. Coisa boa!
- Discuti com muitos atendentes do Wal-Mart desde que resolvi comprar um ferro de passar (lindo, pequeno e cheio de funções) pela Internet. Cheguei a questionar tal serviço, acreditando que o preço barato não compensava as incomodações. Hoje de tarde, ao abrir a caixa e ver a perfeição da minha compra, concluí que compensa sim. Geminianos...
- Pra terminar, uma confissão: tenho muito orgulho das minhas amigas! Entendam porquê, aqui e aqui .
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7/21/2009 11:51:33 PM
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Julho 19, 2009
DRAMALHÃO MEXICANO
Hoje vou tirar os dois cisos da direita, porque se eu tirar os dois da esquerda tu vais ficar traumatizada e nunca mais vai querer voltar aqui.
Com essa singela frase fui recebida pela bucomaxilofacial, sexta-feira passada, na sala de cirurgia dentária.
Poucos minutos antes, na sala de espera, uma moça perguntava-me:
Tu vais extrair teus cisos com a Fulana? (é claro que vou preservar a identidade da profissional).
Sim...
Ah, não faz isso! Ela tirou os meus e até hoje não me recuperei, olha só! (mostrando a cara torta e a bochecha inchada).
Parecia pegadinha de televisão, mas era só uma paciente insatisfeita. Ainda bem que não me impressiono fácil, porque menos de cinco minutos depois chamaram-me pra encontrar a Dra. Fulana.
Lá dentro, após ouvir o aviso que citei no primeiro parágrafo, sentei com relativa calma na cadeira. E pude perceber por que muita gente morre de medo de dentista: a humanidade evoluiu tanto, mas ainda não foi capaz de criar instrumentos com uma aparência menos arcaica... a injeção e o alicate gigantescos não me amedrontaram de fato, mas decidi que não precisava ver aquilo. Diferente de quando operei minhas duas orelhas: acordada, com anestesia local, sentia cada fincada da agulha a perfurar meus lóbulos... e os olhares indecifráveis dos cirurgiões. Nem um pouco recomendável.
A propósito, sou tão a favor de anestesia geral...
Enfim, fechei os olhos e tentei relaxar. Estava com sono, completamente dopada de tantos remédios, mas não pude dormir... era tanto esforço, tanto barulho... e os comentários das dentistas:
Nossa, que raíz resistente!
Que moça de dentes duros, né?
Calma, calma, a gente vai conseguir!
Bom, eu esperava que sim.
Aliado a isso, uma terceira pessoa agarrava minha cabeça com muita força (e apertava minha orelha recém perfurada com o piercing no roox). Eu já não sabia mais de onde vinha minha incomodação... se era daquela cirurgiã raspando minha gengiva e tentando extrair um dente que queriar ficar ali, ou da dor que sentia no furo não cicatrizado.
Saí de lá um pouco irritada, confesso. Não por causa das dores, dos pontos na boca, ou por ter ficado igual a um cachorro bulldog, mas porque, em pleno século XXI, deparei-me com uma prática completamente agressiva. Alguém por favor inventa um líquido que, quando injetado, amoleça as malditas raízes dos dentes humanos?
Thanks so much.
Em casa, dormi, dormi, dormi. Aliás, recém hoje consegui ficar menos tempo na horizontal. Tenho me sentido tão dopada! Ontem a mãe descobriu a razão: eu fiz uma "pequena" confusão ao ler a receita e estava tomando os antibióticos numa dose bem maior do que a indicada.
Parabéns pra mim.
Afora isso, estive perto de uma hemorragia dentária. Explico: ao chegar em casa tratei de trazer a estufa pra bem perto da cama (do meu rosto, na verdade). Recebi instruções a respeito da dieta fria e pastosa e da aplicação do gelo na área externa, mas não fui avisada que o ambiente onde eu estava também não podia ser quente! Sendo assim, eu não parava de sangrar e não conseguia entender porquê.
Parabéns pra mim, parte dois.
Neste momento ouço uma conversa entre minha avó e minha mãe, no telefone, extremamente nervosas com minhas pseudo-imprudências.
Estou viva e bem! , grito daqui.
Esperando ansiosamente pela retirada dos outros dois cisos. Aqueeles que vão me deixar traumatizada...
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7/19/2009 07:36:42 PM
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Julho 17, 2009
COMO PERDER UMA MULHER EM DEZ DIAS
ok, foi em mais de dez dias, mas não pude desperdiçar a analogia com o filme...
Eu tive um namorado que queria que eu largasse tudo, literalmente, pra ficar com ele. Bem articulado, charmoso e inteligente, sabia as palavras exatas pra usar: inflava meu ego, dizia admirar-me como ninguém, enchia-me de presentes, prometia-me um futuro de rainha e assim, beirando a "perfeição", dissertava sobre como a minha vida seria ainda melhor, se fosse diferente.
Sempre muito sutil, tentava me moldar conforme os sonhos dele - sem nem se importar com os meus. Até deu tempo de termos sonhos em comum, mas não vontade, da minha parte, pra que virassem realidade. Prestando atenção no que ele me dizia, comecei a perceber o quão manipuladora uma pessoa pode ser, fingindo não ser. Confesso que também dissimulei, pra evitar discussões destrutivas, e tirei o time de campo... o teatro se tornou insustentável.
Antes de decidir, analisando o que faria da referida relação - se valia a pena tentar mais e tal - muito me perguntei: o que me assusta, nessa insistência em mudar? Não sou eu que levanto a bandeira da mudança e do desafio? É... mas também não gosto de nada forçado. Sou da teoria que a transformação verdadeira e consistente tem de acontecer de forma natural, como consequência de muita coisa, inclusive (e na maioria das vezes) do amor.
E tem que partir dos dois... da afinidade, do dia-a-dia e até das ideias controversas. Mas, no meu caso, não era assim. O diálogo era linear. Pra me tornar a mulher ideal tinha que seguir o protocolo: abandonar a profissão, casar imediatamente, trocar de cidade, ter filhos a curto prazo e usar menos maquiagem (entre otras cositas más ). Quantas regras, quanta superficialidade! Até quando ele iria aguentar uma marionete impecável e exclusiva o esperando em casa após o trabalho?
Até quando eu ia aguentar olhar no espelho e não me reconhecer?
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7/17/2009 12:51:59 AM
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Julho 16, 2009
PÉSSIMO HÁBITO
Hoje eu e a Alice filosofamos durante muito tempo sobre aparência e pré-julgamentos. Quem resiste? Mesmo os politicamente corretos devem se surpreender com as análises involuntárias que fazem de quem os rodeia.
Somos mesmo a impressão que causamos? Ou o que parecemos ser?
Sempre parto do princípio de que todo mundo é legal, até que me prove o contrário. Nunca fui adepta da frase "não fui com a cara do fulano". É bem verdade que tem gente que logo de início não inspira confiança, mas isso não é motivo pra descartar, de imediato, o que no futuro até poderia se tornar uma gostosa amizade...
Quem não tem uma história assim pra contar?
Não saberia dizer quantas vezes identifiquei nas pessoas uma personalidade que, mais tarde, se contradisse ao que eu supunha. Também acabei aprendendo que não preciso conhecer todos os traços dessa personalidade pra gostar mais ou menos de alguém.
Deve ser por isso que, seguindo a linha dos ditados populares, nunca difundi aquele tal de "diga-me com quem andas e te direi quem és". Não concordo porque olho para os lados e vejo meus amigos tão diferentes, em tantos sentidos... e adoro isso! Sou muito a favor dessa diversidade. Do conhecer constante. Do discordar. Debater, discutir... aprender. E mudar ou não de ideia.
Talvez a maioria deles não saiba que nunca fiz algo muito transgressor na vida. Alguns me condenariam por isso, outros não. Com certeza não fazem a mínima que antes de mandar no próprio nariz, fui um poço de insegurança e confusão. Uns se solidarizariam, outros não.
Quantos dos meus amigos sabem que nunca tomei um porre? Não experimentei cigarro, nem nada ilegal? Juro que não faço apologia à caretice, mas gosto mesmo de aproveitar as coisas com sobriedade e lucidez. Já fui fã de whisky, adoro um espumante e eventualmente arrisco uns goles de cerva, mas, definitivamente, não sei o que é estar bêbada.
Nota do autor: minha eu adolescente , planejando desbravar o mundo, provavelmente pré-julgaria minha eu adulta como uma chata de carteirinha.
Ainda assim, não acredito que eu precise rever meus conceitos. Quem não me conhece é que às vezes sim. Explico: eu e a amiga citada no primeiro parágrafo volta e meia ouvimos, após uma gargalhada ou uma piada sem graça, a pergunta fatídica: - beberam quantas hoje? Nossa resposta já está na ponta da língua: - não precisamos de bebida pra sermos felizes.
Simples assim.
...
Teria o hábito virado uma necessidade?
Espero que não. Mas acho que perdem tanto, os que falam ou julgam sem conhecer.
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7/16/2009 02:01:13 AM
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Julho 14, 2009
COLLECTION WORLD
Racionalidade não precisa, necessariamente, caminhar longe da intensidade e do exagero. Demorei pra admitir que essas duas últimas características também fazem parte do meu jeito geminiana de ser. E que até se completam com a inquietude típica do signo menos entendido do zodíaco.
Pensando bem, faz todo sentido...
Dizem que nunca permanecemos no mesmo lugar - metaforicamente falando - por mais de cinco minutos. Mente instável, personalidade agitada, vontade de fazer mil coisas ao mesmo tempo. Identificou-se? Eu sim. E encontrei aí a explicação de uma descoberta que me espantou essa semana: a necessidade de ter tantas e tantas coisas.
Sério. Minha vida é um amontoado de coleções. E isso, por mais que possa parecer, nada tem a ver com apego. Pelo contrário! Dar aquilo que uso pouco já virou lei por aqui. Às vezes até sou recriminada por me desfazer de coisas novas e/ou em grande volume. Roupas, óculos, bolsas, livros? Também. Mas é pouco perto de outros presentinhos que distribuo por aí: ventilador, torradeira, bicicleta egométrica... odeio coisa parada fazendo pó.
E sou a prova viva de que tudo, tudo mesmo, volta pra gente. É incrível como sempre que presenteio alguém acabo ganhando algo de volta. Não sei explicar, simplesmente acontece.
Mas retornando ao raciocínio inicial, a mutação tão percebida nos geminianos parece estar diretamente ligada à intensidade e ao exagero citados no primeiro parágrafo. Nada me deixa mais aflita do que a palavra rotina. E isso está em tudo! Até no modo de me vestir. Talvez por isso não saiba definir meu estilo... porque simplesmente não tenho. Uso e compro tudo o que gostar, independentemente do que a "moda" venha a definir.
Outro exemplo: posso passar um fim de semana inteiro em casa (adoro, diga-se), mas desde que invente uma gama de coisas diferentes pra fazer. Até o lugar onde eu fico precisa ser diferente. Não é a toa que eu não conseguiria morar em kitnet e que na minha sala tem, além do sofá, três cadeiras, um pufe e até uma rede.
Preciso de opções! De cores. De movimento. Saciar minha inconstância, diversificar meus interesses. E é por isso que eu - que achava que só colecionava garrafinhas - descobri-me uma colecionadora nata...
Garrafas alcoólicas em miniatura:
A única coisa que nunca troco ou me desfaço!
Esmaltes:
Óculos de sol:
Bolsas:
Livros:
De quebra uma foto do urso polar que trouxe de Toronto...
Revistas:
Malas:
Brincos, anéis, colares, pulseiras:
Ímãs:
No computador, na geladeira...
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7/14/2009 12:26:20 PM
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Julho 12, 2009
A VIDA EM DOSES HOMEOPÁTICAS
- É muito bom quando você consegue dar ao outro apenas o melhor que está em você. Mas e quando você tem vontade e não tem tempo pra isso?
- Na sala de embarque de Congonhas tem uns sofás pretos muito úteis para quem passou a noite sem dormir. Semana passada cochilei quase três horas lá...
- Sei que é politicamente incorreto, mas quando não tem ferro de passar nos hotéis, deixo o chuveiro fervendo e a porta do banheiro fechada com a camisa dentro. Truque das aeromoças da TAM pra desamassar roupa.
- O problema de ficar em hotel exageradamente bom é o preço do restaurante: um sanduíche natural, 23 reais.
- Estoquei tanto ovo de páscoa sonho de valsa que um acabou passando do prazo de validade. Comi assim mesmo.
- Separando comida de caco de vidro: você sabe que o chocolate já derreteu o suficiente no microondas quando... quando... a cremeira quebra!
- Da série coisas simples que me fazem feliz: passar a manhã fazendo compras no supermercado.
- Fico muito preguiçosa quando sei que a Bel (minha faxineira) vem no dia seguinte. E sempre tenho dó quando ela começa a tirar o pó da minha imensa coleção de garrafinhas alcoólicas. Haja paciência...
- Comer Snickers me faz lembrar Toronto. Com a diferença que lá as barras são super size e ainda mais doces.
- Dormir ou folgar é privilégio de poucos no mundo da televisão: em junho só tive duas folgas. Ossos do ofício... (não resisti ao jargão).
- Não bastava a família? Agora até os colegas de trabalho me mandam pra casa dormir...
- O único lado ruim da profissão é ficar longe de quem a gente gosta. Queria colocar todo mundo numa caixinha e levar comigo aonde eu fosse.
- Só eu tenho preguiça de MSN?
- Da série coisas que me dão sono: conviver com pessoas que se julgam mais importantes ou insubstituíveis do que, de fato, são.
- Comprovado: eu espirro menos quando trabalho mais. Descobri a cura da rinite?
- Tenho uma amiga bombril (mil e uma utilidades)! Agora, além de desenhar minha sobrancelha com perfeição e eventualmente me maquiar, também faz lindos cortes de cabelo. Preciso dizer que é a Lice?
- Big Brother Moment. O problema de morar no térreo (e na frente do salão de festas) é que todo mundo fica olhando o que tu fazes, pela janela.
- Ontem minha cozinha ficou encharcada: vazamento gigante no cano da pia. Tudo que eu precisava num sábado à noite...
- Da série uma simples combinação que me faz feliz: chimas, música, computador, chocolate, estufa ligada e tempo nublado.
- Quarta-feira levei sermão de uma senhora (desconhecida) por usar short em pleno inverno. Ela apontava pras pessoas na rua e dizia: todo mundo está com frio. E eu, sorridente, respondia: todo mundo menos eu. A propósito, se eu ficar gripada o problema é de quem mesmo?
- Minha vida é uma junção de coleções. E olha que eu tenho o costume, quase mensal, de me desfazer do que não uso ou não gosto mais. Post explicativo, em breve, aqui no blog.
posted by Dornelles, L. |
7/12/2009 07:43:13 PM
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Julho 11, 2009
BRAND NEW
NEW PIERCING
NEW GLASSES
NEW HAIR
Tá bom, vai... a última foto é fictícia. Mas a peruca serviu pra perceber que eu envelheço uns dez anos de cabelo curto! Quanto ao piercing, fiz no início da tarde... aquela parte de cima da orelha se chama "rook" e desde o mês passado eu cogitava furar ali. Só que quando pensava na dor e na demora da cicatrização mudava de idéia. Sendo assim, hoje cheguei ao estúdio pra fazer apenas mais um furo no lóbulo, mas conversando com o Ita - o melhor body piercer que conheço, diga-se - a vontade ressurgiu. Além de me deixar tranquila e inclusive explicar que neste caso ele não poderia furar tão rápido como de costume (área delicada, dura e de "difícil acesso"), o cara parece que faz mágica! Não vou dizer que não senti dor, mas nem se compara ao profissional que me furou o tragus da primeira vez. Tão ruim que o corpo até rejeitou! Depois o Ita furou de novo, em cima da cicatriz, e ficou tudo bem. No mais, tudo é suportável quando se quer alguma coisa. Posto isso, falemos dos novos óculos: quem me acompanha no Twitter deve ter lido que minhas lentes de descanso agora são pra corrigir miopia e astigmatismo. Descobri semana passada que sou meio cegueta... e é incrível como eu tinha absoluta certeza de que enxergava bem. Só pra vocês terem uma ideia, neste momento, ao olhar pro lado, vejo na estante uma foto minha e da minha família com perfeição. Antes só o que eu via era o contorno dos corpos e os rostos borrados. Ainda achava isso normal...
Bom, também cabe ressaltar que estou de folga. Fato que aliás têm contribuído bastante pra que eu me sinta nova em folha! É bem verdade que minhas folgas nunca são fooolgas de ficar com as pernas pro ar, mas ao menos consegui dar uma trégua ao corpo e à mente... pra voltar com as energias renovadas na segunda-feira.
posted by Dornelles, L. |
7/11/2009 09:13:08 PM
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Julho 10, 2009
OS FILHOS ÚNICOS SÃO SERES INFELIZES
Palavras do Cazuza...
Infelizes, eu não diria. Mas incompletos, com certeza.
Confesso que já não tinha mais esperanças de mudar da condição de filha única pra irmã mais babona do planeta. E foi exatamente isso que aconteceu no dia 10 de julho de 2004. Num estado quente, bem longe dos pampas gaúchos e que eu não imaginava conhecer tão cedo (Cuiabá, no Mato Grosso), nascia uma pessoinha especial chamada João Victor.
Muito mais do que dar continuidade ao sangue Dornelles, JV veio ao mundo com muitos propósitos. Pra me deixar menos egoísta, pra reforçar a idéia de amor incondicional, pra dar ao meu pai a oportunidade de ser pai em tempo integral, pra unir nossa família e pra trazer o que as crianças, afinal de contas, têm de sobra: alegria!
Quando pequena, cada par do meu pai ou da minha mãe vinha acompanhado de uma forte ilusão: desta vez vou ganhar um irmão! Que nada. Tinha a prima inseparável, mas sonhava com aquilo que todos reclamam. Queria alguém pra dividir o quarto e as atenções, pra brincar de Barbie ou jogar vídeo game, pra emprestar roupas, pra acordar e dormir junto.
Quis na infância, quis mais ainda na adolescência. Observar a relação das minhas amigas com os respectivos irmãos não era exatamente doído, mas me enchia de certezas em relação ao futuro. Não quero ter só um filho, pensava.
Depois, aos 19 anos, fui pega de surpresa com a notícia. Achei até que fosse brincadeira...
Hoje sei que o que vou viver com o meu irmão é muito diferente do que viveríamos se ele tivesse nascido há dez ou quinze anos. Mas não vejo problema algum nisso. Não moramos na mesma casa - nem na mesma cidade, infelizmente - e nunca vamos brigar porque alguém pegou alguma coisa do outro sem pedir emprestado. De qualquer forma, mesmo com duas décadas de diferença, com ele espero jogar muito vídeo game, dar conselhos, buscar em festas, levar pra viajar, ser apresentada pras namoradas, dar presentes, etc, etc.
Que bom te ter na minha vida, meu amor! A mana não pode te ver com frequência, mas promete que não vai ser sempre assim. Te amo! Feliz aniversário!!!
posted by Dornelles, L. |
7/10/2009 09:10:36 PM
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Julho 9, 2009
SORTE OU DESTINO?
Cresci num universo de muita informação: rodeada de livros, cadernos, gibis e ferramentas que estimulavam a aprendizagem constante. Pouco depois de completar três anos de idade, tendo em mãos dois dos meus brinquedos preferidos - lápis e papel - escrevi, sozinha, minha primeira palavra. Era só o início de um hábito que me acompanharia pelo resto da vida.
Mais tarde, munida de uma antiga máquina de escrever, inventava poesias e compunha músicas. Na pré-adolescência, sem ter consciência de que aquilo era a antecipação da carreira que ia escolher, criei o "Diário Louco", um jornal impresso, com ilustrações desenhadas por mim, onde contava as notícias da família e até dos vizinhos. Bloco de papel, caneta e binóculo contribuíam com a minha fantasia de jornalismo investigativo.
Paralelo à tudo isso, adorava um vídeo e uma foto. E a filmadora lá de casa servia como uma luva na hora de brincar com a notícia!
Na minha imaginação sempre trabalhei na televisão. No programa "Biba Show" jogava as cartas dos telespectadores pra cima, respondia perguntas, dava dicas de música e entrevistava pessoas imaginárias. Nesse ponto, cabe ressaltar, nada eu seria sem a companhia da prima inseparável que, diga-se, cultivava uma imensa paciência ao ser minha cinegrafista particular.
Ao longo dos anos inventei previsões do tempo fictícias, apresentei em bancadas de jornal e simulei muitas e muitas entrevistas - inclusive, internacionais (fazendo uso do meu excelente portunhol).
Muito mais do que sempre ter tido certeza do que eu ia ser quando crescer, hoje vejo que o jornalismo fez parte da minha vida e rotina, desde que me conheço por gente. Numa época, aliás, em que eu jamais podia imaginar que o meu passatempo favorito também pudesse um dia pagar as minhas contas...
Sorte ou destino?
posted by Dornelles, L. |
7/9/2009 08:42:57 PM
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Julho 8, 2009
For woman's face: skin care and makeup!
Já que eu recebo muitos e-mails com perguntas sobre a minha maquiagem resolvi falar especificamente dos itens que não saem da minha vida de jeito nenhum. Cabe dizer que estou sempre experimentando produtos, mas, no post abaixo, destaquei apenas os que marcam presença no topo da minha lista de favoritos - e que estão sempre na minha necessaire.
BOCA
Pra começar, falemos da falta de cor da boca. Acho over boca colorida... principalmente porque o mais bonito de uma maquiagem é sempre os olhos. Sendo assim, como vocês devem ver em vídeos e fotos, eu sempre apago meus lábios. E essa mania é antiga, desde antes de virar moda, diga-se. Lembro que eu e a Laura, lá pelos 16 anos, quando nos arrumávamos pra uma festa, enchíamos a boca de pó facial.
Hoje, graças à MAC Cosmetics, meus problemas acabaram. Descobri um batom ultra nude que não vivo sem.
Batom MAC Satin Lipstick - cor Myth:
Bom, mas por causa do meu trabalho, às vezes também preciso usar uma cor. Não dá pra entrar sem boca no ar, né? Aí recorro a dois produtos... o primeiro consiste num rosa alaranjado...
Batom Natura Diversa - cor Tarim:
E o segundo, como é mais rosa, eu misturo com o Myth da MAC.
Batom Intense O Boticário - cor 24:
PELE
Como eu fico com a pele brilhosa com muita facilidade, antes de começar a maquiagem costumo limpá-la com um adstringente que combate a oleosidade e previne a acne.
Adstringente Clean&Clear:
Demorei até me render aos corretivos. Sempre comprava e sempre deixava de lado: achava gosmento, artificial, etc. É lógico que isso acontecia porque ainda não havia descoberto os produtos certos. Hoje uso dois diferentes, pra cada região do rosto. Primeiro, pra corrigir imperfeições (cicatriz que tenho na testa, manchinhas do sol, espinhas eventuais) uso um maravilhoso da MAC.
Corretivo MAC Studio Finish - cor NW25:
Já pra região dos olhos (disfarçar olheira ou diminuir inchaço, que é o meu caso) nenhum produto consegue ser melhor, em todos os sentidos, que o líquido da Mary Kay! Tem uma consistência diferente - semelhante a uma cola tenaz - mas que adere perfeitamente à pele.
Corretivo MK Signature - cor Beige:
Outro produto que demorei a ficar fiel é o pó. Pó é coisa complicada, né? Às vezes mancha, às vezes deixa a pele cheia de resíduos... mas aí descobri um que mudou minha vida (drama mode off). Só podia ser da MAC! Um dia ainda compro toda a loja.
Pó MAC Mineralize Skinfinish Natural - cor Medium Dark:
Falemos de base agora. Sempre fui apaixonada por uma da Mary Kay que o pessoal do camarim usava lá na TV. Achei que nunca gostaria de outras... e nem me dignava a experimentar outras, aliás. Ela é em creme e deixa a pele bem coberta e aveludada...
Base MK creme a pó - cor Beige 3 ou 4, dependendo se estou ou não bronzeada (só achei foto do refil):
Bom, mas este ano o pessoal aboliu a Mary Kay da firma e passou a usar bases da Maybelline. Não são tão boas, mas são mais naturais e maleáveis. Eu uso quando vou passar muito tempo do meu dia ao ar livre.
Base Dream Matte Mousse Maybelline - cor Medium 2.5:
De nada adianta caprichar na preparação da pele e depois não dar bola pra colocação do blush. Importantíssimo pra dar um ar saudável ao rosto! Antes vou falar do pincel porque, diferente do que muita gente pensa, ele é o item principal nesse quesito. A cor, a marca e a textura do blush até importam, mas se não vierem acompanhados de um bom pincel... nada feito! Eu descobri há dois anos um da Bourjois que simplesmente não dá pra não ter. Todo mundo que recomendo, se apaixona! Além de ser muito macio e com cerdas naturais, tem um tamanho perfeito pra carregar em qualquer necessaire... sem aqueles cabos compridos que ocupam espaço e ainda fazem com que tu não tenhas controle total na hora de espalhar o blush na maçã do rosto.
Pinceau Poudre Pincel Bourjois:
Blush, eu uso há séculos um bronzeador da Mary Kay que também não troco por nada. Ele proporciona um brilho e um bronze suaves e naturais.
Blush MK Mineral Bronzeador - cor Bronze Diva (também só achei foto do refil):
OLHOS
Nem preciso dizer que o que mais desperta curiosidade na minha make são os cílios gigantes, né? A ponto de as pessoas às vezes acharem que são postiços. A genética, no meu caso, ajudou, mas todo mundo pode ter cílios de boneca usando os produtos certos. O rímel que mais amo no mundo, todos sabem, é o Oscillation da Lancôme ... aquele que vibra milhares de vezes por minuto. Como já fiz um post inteiro sobre ele, hoje não vou falar nada. Mas se quiserem ler novamente é só clicar aqui e ir até o dia 11 de março.
Outro item que colabora muito com essa parte da make é o curvex. Não vivo sem, desde sempre. Antes usava aqueles normais de farmácia (que parecem um instrumento de tortura), mas agora não troco esse da Sephora por nada! Além de deixar os cílios bem arqueados, machuca menos - é de plástico - caso eu aperte a pálpebra sem querer.
Eyelash Curler Sephora:
Sombras... difícil falar sobre elas porque experimento muito! Só pra vocês terem uma idéia, cada olho que eu faço, no mínimo, uso três cores diferentes. E como não tenho alergia, uso de toda e qualquer marca! Mas... já que a proposta é falar daquelas que estão no topo das favoritas, não posso esquecer de duas do Duda Molinos, imprescindíveis.
A primeira é bem básica, quase sempre (durante o dia) uso esfumada no cantinho do olho. A outra eu só uso de noite. É muito preta, do jeito que gosto, com uns brilhinhos prateados.
Sombra Marrom Duda Molinos - cor 6:
Sombra Preta com brilho Duda Molinos - cor 9:
Agora preciso registrar um grande achado dos últimos tempos... um conjunto da L'Oréal que é lindo de morrer! São várias as combinações, mas a que eu mais gosto é pra olhos claros (embora os meus não sejam!).
Eyeshadow L'Oréal - cor For Light Eyes:
Pra terminar, o lápis mais preto e mais macio já inventado pelas marcas de cosméticos. Detalhe: não há uma pessoa que use e não adore! Tinha que ser da Bourjois, né? Um dia também compro a loja toda.
Eyeliner Pencil Bourjois Ultra Black:
Tomara que tenham gostado! Qualquer dúvida, respondo nos comments...
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7/8/2009 03:05:54 AM
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Julho 5, 2009
TENTATIVA FRUSTRADA...
DE TIRAR ESTA FOTO:
O vídeo acima mostra claramente minha situação na maioria das vezes que preciso aguardar em aeroportos. Mas, sinceramente, sentar no chão e encarar uma "realidade mendiga", como digo ali, não é problema nenhum - desde que acompanhada de um livro, um note ou muita música.
Só faltou um chapéu pra me jogarem moedinhas...
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posted by Dornelles, L. |
7/5/2009 09:05:17 PM
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Julho 4, 2009
SOBRE COISAS QUE VOAM
AVIÃO
Ontem a Gol brincou de marionete comigo - e com dezenas de pessoas. Fez-me acordar às 4h da manhã pra entrar na aeronave e ter que sair meia hora depois. A primeira desculpa foi a falta de visibilidade pra decolagem. Depois diagnosticaram problemas técnicos. Questionamento geral: se não tivesse nublado e com serração eles só teriam descoberto os problemas quando estivéssemos no ar?
Todo mundo pro chão do aeroporto de Maringá! Mentira, nem era todo mundo. Só quem chegou depois e não tinha cadeira pra sentar (eu, por exemplo). Após mais meia horinha brincando com a cara da gente, nos mandam de volta para a sala de embarque...
Constatação geral: não trocaram a aeronave! Ué, mas essa não estava com problemas técnicos? Ninguém se presta a esclarecer. Já no ar, o aeroporto de Curitiba fecha por intempéries climáticas. Ficamos alguns minutos sobrevoando, em círculos, o local. Decidem nos mandar pra Campinas, no interior de Sampa.
E lá se vão as marionetes...
HELICÓPTERO
- Opa, é melhor a gente sair daqui porque eles tão se preparando pra atirar!
Frase dita pelo piloto do helicóptero, enquanto sobrevoávamos um assentamento da reforma agrária nos campos amazônicos.
Ser jornalista também é viver perigosamente.
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7/4/2009 11:46:48 PM
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Julho 3, 2009
ESCREVENDO PRA ZERO HORA
Lembro que quando estava na faculdade a aula de jornal impresso não era das minhas preferidas. Pelo contrário. Embora eu sempre tenha gostado de escrever e inclusive tenha criado, na infância, um jornalzinho com as notícias da família, sentia dificuldade em amarrar tantas informações sem perder o foco. Diferente de como acontecia com o texto de TV ou rádio, eu ficava aflita em demorar tanto tempo pra finalizar, satisfeita, uma matéria.
Outra experiência do tipo aconteceu no meu segundo estágio em jornalismo. Além de ser cinegrafista, editora e, depois, repórter, também precisava eventualmente fazer o papel de assessora de imprensa (isto é, escrever releases pra distribuir à mídia). No final tudo dava certo, mas eu continuava sentindo que esse tipo de texto, nas minhas mãos, não fluía como os demais. Já havia condicionado na minha mente que aquilo não era pra mim. E o cérebro, burro, acreditava...
QUANTO MAIS VOCÊ FAZ
MAIS VOCÊ PODE FAZER
Desde que li essa frase tratei de difundí-la por aí. Tão simples, mas tão real. Trazê-la pro meu cotidiano foi quase uma obrigação. Eu sempre soube que a prática, quando bem realizada, traz, inevitavelmente, os melhores resultados... só não acreditava que comigo fosse acontecer. Não quando se tratava de jornal impresso.
Hoje tenho um contrato multimídia no Grupo RBS que me faz, além do trabalho na TV, gravar boletins pra Rádio Gaúcha e pra Rádio Rural e escrever matérias, artigos, cases ou contribuições para o jornal Zero Hora.
Quando surgiu a primeira demanda pra ZH, durante a Expointer 2007, fiquei muito apreensiva... queria escrever da melhor maneira possível, só que me sentia travada. Demorei mais do que o normal, como já era de se esperar, mas não fiz nenhum fiasco. Meu nome saiu pela primeira vez no maior jornal do Rio Grande do Sul e eu não cabia em mim de tanta felicidade! Ainda assim, sempre que solicitavam-me algo, quase torcia pra que aquela fosse a última vez.
Tolinha...
No ano seguinte, meu pequeno trauma jornalístico foi superado na marra, não naturalmente. Aqui entre nós, não é mesmo assim que a vida trata de nos ensinar?
SENTA QUE LÁ VEM HISTÓRIA
Eu precisava escrever três notinhas pra edição do dia seguinte. Estava tranquila, com o bloco cheio de anotações, o computador ligado e uma hora pra pensar e repensar os meus escritos. Eis que de repente um repórter da ZH me liga com a notícia: - hoje a impressão vai ser mais cedo, preciso do material pra daqui a 15 minutos!
Sufoco mode on.
Confesso que, no estado que me encontrava, pensei que não ia conseguir. Respirei fundo, olhei pro teclado, esqueci o mundo na minha volta e encarnei uma verdadeira repórter de jornal impresso. Em nada lembrava aquela menina de 17 anos, lenta e apavorada, na aula de Jornal I da faculdade.
NOTHING IS IMPOSSIBLE
Hoje, vejam só, cada vez que a editora do Caderno Campo & Lavoura me liga ou manda e-mail solicitando algum material, sinto-me extremamente entusiasmada.
Nessa manhã, finalizando um case, alguns dados e um griffo que serão publicados na semana que vem, lembrei-me com carinho dessa história toda. Fiquei satisfeita ao constatar, mais uma vez, que não existe milagre pra se conseguir algo...
Existe o querer de verdade. O esforço, a dedicação e a prática.
Tem fórmula mais eficaz?
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7/3/2009 11:46:52 PM
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Julho 2, 2009
PARANÓIAS
Cada um com as suas
Eu me sinto muito mais insegura na terra do que no céu, fato. E é por isso que nas estatísticas de trânsito incluo-me no 5% da população que usa cinto de segurança quando anda de ônibus. Sempre tenho a sensação que vai acontecer algum acidente e que preciso minimizar os impactos. Estranho, eu sei. Mas se não fosse, não seria paranóia.
Não tenho medo de avião. Nem de morrer. Mas nunca, nunca mesmo, trago minha agenda pessoal nas viagens. Quem lê esse blog há tempos sabe que tudo que me acontece e/ou passa pela minha mente fica registrado, desde 1996, em agendas (estilo meu querido diário). Embora tudo o que eu escreva seja, atualmente, inacessível para as pessoas, tenho receio de que a aeronave caia e destrua minhas preciosas anotações. Quase mais grave do que "destruir" minha própria vida. Não se choquem, é só uma paranóia.
Tudo na minha vida fica estranho quando não lavo o cabelo. Sério. E esse papo vai muito além da estética. Confesso que não abro mão de tê-lo cheiroso e brilhoso todos os dias, mas, aqui entre nós, toda vez que por alguma eventualidade não posso lavá-lo, as coisas dão errado e meu dia não é tão bom como de costume. Lembrem-se, é uma paranóia.
Não sei dizer o número de vezes que já estava no portão do meu condomínio e me obriguei a voltar até o meu apartamento com a absoluta certeza de que deixei o gás aberto. É importante ressaltar que todas essas vezes ele estava fechado. Mas eu não sigo a lógica e volto quantas vezes preciso. Caso contrário, não consigo passar o dia em paz. Mal comparando, isso também acontece quando estou deitada, quentinha em baixo do edredom, e cismo que não tranquei todas as fechaduras da porta da frente.
Também me tira a paz viajar e não tirar tudo da tomada, ainda que seja só por dois dias. Televisão, som, abajur, microondas, ventilador, o que for. Imagino que, se não fizer isso, vai acontecer algum curto circuito no meu apartamento. Paranóia ou TOC?
Lavar as mãos também é algo que já ultrapassou os limites da higiene básica, embora eu esteja tentando ser menos paranóica em relação a isso. Eu decoro os objetos de casa que já toquei sem lavar as mãos antes. E se, no dia seguinte, pegá-los com as mãos limpas, sinto que ficaram sujas. Desde que fui morar sozinha adquiri uma postura meio exagerada frente à limpeza, mas essa história das mãos piorou desde que comecei a conviver com a Alice, que também é assim. Nos banheiros públicos chego a usar um papel ou guardanapo pra abrir a maçaneta e não entrar em contato com as bactérias das pessoas que têm o hábito de não lavar as mãos.
Um psiquiatra perguntaria: isso tudo atrapalha a tua vida?
Não.
Ah, então tudo bem.
MAS MUDANDO DE ASSUNTO
- São Pedro também atende preces fúteis. Ontem passei o dia reclamando do calor que fazia aqui no Paraná. Hoje amanheceu nublado, frio e chuvoso. É que eu queria (e vou) usar um casacão vermelho que trouxe...
- Ontem fez exatamente três anos que moro em Porto Alegre!
- Hoje trabalho até a meia-noite, amanhã acordo às 3h30 da madrugada, vou de Gol para São Paulo e depois enfrento sete horas de estrada até Barretos.
- Volto pra casa domingo. E passo todo o mês de julho na capital rio-grandense! Muito cinema, caminhadas, chimas no Parcão, fondue com as amigas... nem acredito!
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7/2/2009 04:34:25 PM
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Junho 29, 2009
RESPIRANDO AMAZÔNIA
O vídeo acima mostra minha participação ao vivo no Rural Meio-Dia de hoje. Contei um pouco do que vi nos campos amazônicos do Pará e mostrei depoimentos polêmicos de pecuaristas e ambientalistas.
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6/29/2009 09:04:32 PM
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Junho 28, 2009
AMAZÔNIA
De Galvez a Dornelles (passando por Chico mendes)
Raciocina comigo. O ano é setenta e poucos. A vida no campo não é das mais fáceis. O Governo Federal lança um programa e incentiva, social e economicante falando, a população à migrar para o estado do Pará. É hora de produzir! Derrubem as matas nativas da Amazônia e criem gado. Cresçam, progridam! Quem não desmatar 50% da propriedade corre o risco de não ter os documentos que garantem o direito legal à posse das terras. Empolgação, emoção, riqueza. Gente do Brasil todo trocou a presença de suas famílias por um projeto que tinha tudo pra dar certo. Gente que, agora, precisa voltar atrás. São vistos como vilões pelos desavisados. Precisam pagar uma multa bilionária. E se vêem sem saída diante de uma Legislação que não corresponde às necessidades do criador e da região. A Procuradoria da República me disse, em entrevista, que vai amparar todo a pessoa que chegou na época do "Integrar para não entregar", mas mesmo que isso aconteça, a lista negra já foi divulgada. E até quem está dentro da legalidade sofre os prejuízos. Perde dinheiro, não paga as parcelas dos financiamentos, demite funcionários, paralisa a comercialização, diminui a fonte de renda, etc, etc. A situação é crítica e cheia de contrapontos. E eu tive o privilégio de participar com exclusividade desse dilema. Andei por áreas nunca mostradas na televisão. Conversei com pessoas que nunca concedem entrevista. Vivenciei realidades diferentes da minha, conheci dezenas de histórias e, principalmente, aprendi muito. De uma maneira que só o jornalismo é capaz de ensinar...
O DESAFIO DA REPORTAGEM
Os bastidores da notícia
P.S.: um dos aviões que andei era hiper pequeno e chacoalhava bem mais do que os normais. Medo? Deu é sono...
P.P.S.: na foto da careta... achei que tinha visto uma onça.
EM TEMPO
A partir deste domingo, às 20h30, no Rural Revista... começa a maratona Amazônia. Assistam!
E a série de cinco matérias vai ao ar no jornal, de segunda à sexta-feira, às 19h.
Sintonize em todo o Brasil: Sky 105, Net 35, NeoTV e Parabólica. Ou em todo o mundo: www.canalrural.com.br, ao vivo!
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6/28/2009 02:13:29 AM
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Junho 26, 2009
É QUE TU NUNCA AMOU DE VERDADE
Não saberia contabilizar quantas vezes na vida já ouvi esse diagnóstico. Quem convive comigo sabe que, apesar da racionalidade típica de uma geminiana, de coração de pedra eu não tenho (quase) nada. Mas confesso que já começava a acreditar na referida frase. Foi só carinho, foi só atração, foi a usual queda pelo que parece difícil ou impossível...
Eu tentava encontrar uma paixão arrebatadora nas histórias que tenho pra contar, mas acabava me perdendo no julgamento alheio. Como se nada tivesse sido, de verdade, amor. Precisaria eu de uma relação que me tirasse do sério, do início ao fim do dia? Que mudasse meus pensamentos e fizesse sentir-me desnorteada?
Dia desses modifiquei todos os meus (pré) conceitos. Li a mais perfeita definição de almas gêmeas. E descobri que esse par metade que ouvimos falar desde criança e que, supostamente, vive como num conto de fadas, é, na verdade, uma condição. Ninguém é alma gêmea de ninguém. Uma pessoa está alma gêmea para a outra. Entender que amores podem ser substituíveis e que a conquista é a única coisa que deve durar para sempre - partindo do princípio de que todo mundo muda com o passar dos anos - talvez seja o primeiro passo para tornar eficaz essa realidade.
Li a mais perfeita definição de almas gêmeas. E chorei. De leveza, de tranquilidade. Chorei sorrindo, um choro até gostoso. Chorei minutos a fio, como há muito não chorava. Foi um momento cheio de lembranças que despertou em mim uma certeza que, sabe lá porquê, andou tão adormecida. Senti-me completa: sem a fantasia, o misticismo e as fábulas que nada têm de reais.
Pude entender que já amei. De verdade, de alma, de coração. Sem loucuras arrebatadoras, sem batidas descompassadas no peito, sem perder o controle das minhas atitudes. Amei. Simples assim. Sem muitos obstáculos, sem final melodramático, sem o exagero de filmes e novelas. Amei com a razão e, agora percebo, de que outra característica poderia estar cercado o amor de dois geminianos?
Não há quem não saiba, mas não custa nada ressaltar: muito do que citei no parágrafo anterior resumiria melhor uma paixão. Daquelas que não se sustentam na intimidade, nas picuinhas do dia-a-dia, na dificuldade pra pagar uma conta. Cheguei a acreditar que precisava me entorpecer ou cegar pra deixar de fazer parte da estatística dos insensíveis. Tolinha.
Em 25 anos de existência, meu amor de verdade se estabeleceu na paz, no ombro amigo, na confiança, nas gargalhadas, nas brincadeiras. Concretizou-se em cada careta, em cada resmungo, em cada semblante amassado após acordar. Ficou mais forte em cada problema, em cada tristeza, em cada diálogo. Tive companheirismo, lealdade, ternura e (claro que também) paixão. Tive amor. Nas pequenas coisas. Na paciência ao ouvir meus desabafos e histórias, na parceria ao concordar com minhas idéias às vezes tão longícuas e, principalmente, na força e no apoio ao me ver indo embora.
Agitada, intensa, imediatista, objetiva e ansiosa que sou, quase quis menosprezar a história mais verdadeira da minha vida. Que terminou porque tinha que terminar. Que nunca mais vai se repetir porque o tal do amor ficou lá no passado e porque desde então nós dois abrimos espaço para novos amores. E mesmo sabendo que outra alma gêmea (provavelmente mais importante, mais duradoura...) fará parte da minha vida e da vida dele, não acredito que nossa relação tenha sido menos verdadeira do que a de casais que ficam juntos até que a morte os separe.
Pelo contrário.
posted by Dornelles, L. |
6/26/2009 10:44:26 PM
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TU AINDA NÃO ESTÁS NO TWITTER?
Já ouvi essa pergunta pelo menos umas 30 vezes.
- Mas tu não tens a impressão de que o Twitter é coisa de quem não tem o que fazer? - eu respondia.
Agora, como nerd assumida que sou, e sempre tendo muito o que fazer, diga-se, me rendi.
(Sei que não se usa esse "me" depois de vírgula, mas rendi-me fica tão feio, né? Só pra constar.)
O que mais dizer?
Sigam-me os bons!
www.twitter.com/lelidornelles
DA SÉRIE, DESCOBRIMENTO GASTRONÔMICO
Lembram que eu não fiz questão de provar os picolés diferentes que conheci na Região do Cerrado? E o único que provei (de cajá-manga com sal), achei terrível. Pra ser sincera, eu poderia ter experimentado, ao longo desta vida de viagens, uma gama de pratos exóticos. Mas confesso não fazer muita questão... acabo sempre comendo o que já conheço.
De qualquer forma, hoje não posso deixar de dizer que o sorvete de tapioca é uma das sete maravilhas gastronômicas até pra mim que não gosto muuuito de sorvete - nem de tapioca!
Façam um favor às papilas gustativas de vocês: provem!
P.S.: trouxe para os amigos e para a família bombons com sabores típicos da Amazônia! Se você se encaixa em um dos dois quesitos dê um jeito de me ver pessoalmente. Não sei até quando vai durar o estoque...
P.P.S.: depois de um dia inteiro em aeroportos e aeronaves, cá estou em Porto Alegre!
posted by Dornelles, L. |
6/26/2009 02:53:58 AM
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Junho 24, 2009
O PORQUÊ DO MEU SUMIÇO
Uma boa causa, não?
Essa foi a primeira de várias entradas ao vivo que fiz na última segunda-feira, direto de Belém do Pará. Agora estou em Redenção, no sul do estado. Dormi uma hora e meia na noite passada e vou dormir umas quatro hoje... mas também por uma boa causa! Estou percorrendo de helicóptero, avião e carro, junto às autoridades do setor, regiões legais de pastagens pra criação de gado, regiões desmatadas, assentamentos da reforma agrária, matas nativas e áreas de preservação permanente. E acompanhando histórias emocionantes, polêmicas e conflituosas! Ah, e destilando de calor, só pra não perder o costume!
Quando der conto mais... beijo!
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posted by Dornelles, L. |
6/24/2009 01:47:41 AM
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Junho 21, 2009
ILHADA
Minha intenção era mesmo passar o dia hibernando no quarto do hotel, aqui em Belém, já que - como havia dito no post anterior - tenho vários textos, matérias e artigos pra ler. Mas o fato é que daqui a pouco, às 16h, tenho uma entrevista marcada com um empresário e pecuarista do Pará e falta-me coragem para sair na rua. Sério. Ontem quando cheguei, às duas da manhã, mal pude acreditar no calor que fazia... imaginem só agora! A Estael, meteorologista da RBS, já tinha me alertado que a sensação de calor é muito maior por aqui... mas menosprezei um pouco a informação, confesso. O que acontece é que o clima úmido confere uma sensação de abafamento extremamente desagradável. Neste momento sinto-me ilhada no quarto: sem alternativas para superar um calor que não cessa nem com o ar condicionado ligado. Ellen e eu não descemos nem para tomar café da manhã. Também vamos almoçar aqui e, depois da entrevista (que, a propósito, será feita debaixo do sol, no principal ponto turístico da capital paraense) volto correndo pra cá. A ironia da história é que nessa madrugada começou oficialmente o inverno!!
EM TEMPO
Se soubesse que aqui a temperatura - ou a sensação térmica - estaria beirando os 40 graus, jamais teria reclamado do "ar fresco" de Goiás.
EM TEMPO II
Que bom ter nascido num lugar onde posso desfrutar de verdade as quatro estações do ano. E que saudade do ar gelado da minha terra!
posted by Dornelles, L. |
6/21/2009 01:52:33 PM
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Junho 19, 2009
SÓ PRA CONSTAR
Mais de 30 graus em Santa Helena de Goiás. A cidade que não consta nem no GPS. Hoje caminhamos muito por aqui, procurando o lugar para almoçar. Quase destilamos de tanto calor. Incrível como só tem homens pelas ruas. Uma das únicas mulheres que vimos era a frentista de um posto de gasolina. Agora estamos no ar condicionado do quarto. Daqui a pouco vou dar uma estudada. Trouxe milhares de matérias e artigos que preciso ler. Amanhã vamos para Belém, a capital paraense. Voo chatinho e comprido que só chega depois da meia-noite no destino final. Depois vou para Marabá. E Xinguara, Redenção, Santana do Araguaia, etc. Vou sobrevoar áreas desmatadas e visitar fazendas que trabalham com a pecuária de corte na Amazônia. Meus colegas retornam para Porto Alegre e eu sigo pelo norte do Brasil... fazendo, aliás, o que mais adoro nesta vida!!!
posted by Dornelles, L. |
6/19/2009 02:12:00 PM
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Junho 18, 2009
O DIA QUE EU COMI UMA ÁRVORE
Não, não é brincadeira.
Olhei empolgada para um creme bege que, de cima da mesa do jantar, só faltava chamar o meu nome. Parecia bem açucarado - do jeito que gosto - e a cor lembrava o doce de leite mineiro.
Na verdade, era um doce típico da região feito com tronco de uma árvore chamada Jaracatiá . Custamos a acreditar! Depois, descobrimos que a espécie, de tronco macio e miolo branco, está ameaçada de extinção.
Se é por isso confesso que não contribuí muito com o meio ambiente: comi bastante e repeti a dose no dia seguinte. A amiga E., por outro lado, achou com gosto de madeira (quando degustado puro)...
A foto não é muito atrativa, né? Mas o gosto sim, juro!
Aproveitando o embalo, tirei foto de um doce de queijo maravilhoso que sempre faz parte do meu cardápio particular nos hotéis de Minas Gerais:
É só pra deixar vocês com vontade.
Pra compensar, prometo escrever em breve outro post com meus macetes pra emagrecer...
A FAVORITA
Deve ser a milésima vez que faço propaganda da TAM neste blog. Não ganho nada pra isso, mas cada vez tenho mais motivos para exaltar a companhia líder no setor aéreo brasileiro...
Só as pessoas da minha família (e talvez uma ou duas amigas) sabem que um dos meus pratos prediletos, desde criança, é panqueca de espinafre com molho branco . Eis que esses dias, sentada na poltrona da aeronave, ouço a aeromoça anunciar:
- neste voo serviremos panqueca de espinafre com molho branco.
Ganhou mais dez pontinhos.
I WISH YOU WERE HERE
Aí eu nasci...
Deus organizou cada detalhe da minha personalidade. E até pouco tempo eu nem tinha nada de mais para reclamar... mas agora tenho: entre diversas características, qualidades e defeitos, Ele deu-me uma força extra para me dedicar e correr atrás do que eu quero e gosto, profissionalmente falando.
Em compensação, tirou-me toda a capacidade de lutar e/ou investir em quem eu quero e/ou gosto.
"Super legal".
O FENÔMENO
Esta matéria, que escrevi semana passada, foi capa do site do Canal Rural e contabilizou mais de quatro mil acessos em menos de 24 horas. O assunto principal? Ronaldo Nazário percebeu que a mina de ouro não está só no futebol e agora também é investidor da pecuária de elite.
Gostei da novidade... acredito que tudo que seja pra movimentar o setor e trazer visibilidade aos criadores brasileiros vai ser sempre válido.
Agora estou atrás de uma conversa com ele ou com o assessor: quero saber se o Fenômeno também vai comprar uma fazenda, se vai trabalhar apenas em sociedade, porquê escolheu a raça Nelore, etc, etc.
Coisas de jornalista...
A PROPÓSITO
Embora o dia não tenha sido de notícias muito interessantes pra nós, jornalistas diplomados, recebi uma tarefa profissional extremamente estimulante e desafiadora: estou indo pra Amazônia! Pauta na ponta da língua, vacinas em dia, coragem e vontade idem.
Feliz, simplesmente...
Quando der conto mais.
Beijo, beijo, beijo!!!!
posted by Dornelles, L. |
6/18/2009 04:16:04 AM
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Junho 17, 2009
VIZINHOS: AME-OS OU DEIXE-OS
E aí um dia a gente acorda, olha-se no espelho e não reconhece aquele rosto todo vermelho e inchado. Palavras nada auspiciosas não saem da nossa mente. Na hora de dormir até paramos pra pensar se somos mesmo a pessoa mais horrível do mundo. Se transgredimos alguma regra, se incomodamos a paz alheia, se não merecemos que nos defendam. Mas o sono repara tudo e o dia seguinte, tal como avisou Cazuza, nasce feliz. A injustiça traz uma força inimaginável, uma vontade de dizer tudo ao mesmo tempo, explicar, comover. De outro lado, a certeza vem de encontro à realidade. Não precisamos provar nada pra ninguém. Somos o que somos e não o que pensam de nós, não é assim que aprendemos? Então deixemos que os loucos falem sozinhos. Não nascemos pra barraco, afinal de contas.
...
Falar na primeira pessoa do plural foi só uma maneira de não parecer tão coitadinha. E o post abaixo apaguei porque o youtube trancou o vídeo - avaliando como conteúdo impróprio para menores (será a pizza de chocolate?).
posted by Dornelles, L. |
6/17/2009 12:53:24 AM
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Junho 14, 2009
SEM SININHO, SEM COLHER DE CHÁ
Quando eu era criança ficar doente chegava a ser poético. Passava os dias lendo gibi, olhando televisão e dormindo. Tinha até um sininho que a mãe deixava ao lado da cama, caso precisasse chamá-la. Mas aí a pessoa cresce, vai morar sozinha, passa a pagar as contas e a poesia pode se tornar um pesadelo. O vírus ou a bactéria não mandam aviso prévio, não sabem que preciso da minha voz pra trabalhar, não atinam que minha viagem não é a lazer e que não posso me dar o desfrute de passar a manhã toda deitada em uma cama.
Passei os últimos três dias um trapo, no sentido mais literal da palavra. O que normalmente se resolveria com uma bagatela de remédios, chás e pastilhas (leia-se: dor de garganta) pareceu infernal num lugar onde nem farmácias haviam. Estávamos praticamente isolados, no meio da BR 050, interior de Minas Gerais. Contentei-me com o mel do café da manhã e com alguns gargarejos de sal com água quente. O local era lindo e maravilhoso, mas, pra mim, não teve graça alguma.
Neste momento estou em São Paulo, esperando o voo que me levará a Porto Alegre, consciente de que lá também não terei colher de chá...
Na imaginação, visualizo a chegada triunfal ao meu apartamento: deixo as malas na sala (preocuparia-me com elas só amanhã), tomo um banho rápido e vou pra baixo do edredom praticar o tão esperado repouso. Mas a realidade me chama: tenho roupas pra lavar, matéria pra digitar pro site, matéria pra digitar pra TV, supermercado pra fazer, e-mails de trabalho pra enviar... e ninguém que atenda o tilintar do meu sininho.
posted by Dornelles, L. |
6/14/2009 02:27:50 PM
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Junho 12, 2009
UM CHÁ DE SUMIÇO, POR FAVOR
- Pra quando é o teu baby?
Foi exatamente isso que perguntei pra uma vendedora barriguda, lá em Belo Horizonte. O detalhe sórdido da história é que a barriga dela era de comida, não de filho.
O que se faz numa hora dessas, dio mio?
posted by Dornelles, L. |
6/12/2009 11:02:25 AM
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Junho 11, 2009
DESABAFO
Embora Pelotas tenha me acolhido por exatamente 22 anos e seja o lugar onde moram as pessoas mais importantes da minha vida, nunca fiz questão de exaltar as belezas ou riquezas (escassas, diga-se) do município.
Muito mais do que sempre querer ir embora de lá, eu sempre soube que ia. Não me arrependo, não sinto falta e não volto mais, obrigada. Tinha certeza que as coisas em Porto Alegre seriam melhores, em todos os sentidos, e não estava exatamente errada.
Mas hoje de manhã não pude deixar de lembrar com carinho de como era bom e menos estressante pegar um táxi na cidade do doce: afora a camaradagem usual do interior e a comodidade de geralmente entrar no carro e o motorista (conhecido) antecipar-se quanto ao local de destino, sinto falta da solidariedade e a simpatia que sempre sobra em uma cidade menor.
Os taxistas da capital realmente conseguem me tirar do sério – salvo pouquíssimas exceções. Pra começar, os queridos sempre arredondam (pra cima, lógico) o valor do taxímetro. Acabei acostumando, de tão normal. Eles nem avisam que vão arredondar, cabe explicar... simplesmente devolvem o troco e nos olham com uma cara impaciente até que saiamos do carro. Todos correm contra o tempo - e não os recrimino em relação a isso - mas não consigo crer que um minuto a mais, parado na rua (enquanto coloco o dinheiro na carteira, a carteira na bolsa e parará) possa fazer tanta diferença na quantidade da clientela. A falta de sorriso e educação do motorista é que sim.
E o modo como somos tratados quando não vamos até muito longe? Eles não atinam que é por ser tarde da noite ou por estarmos carregando malas, sacolas e afins. É quase como se não estivéssemos pagando, como se estivéssemos recebendo um favor...
Certa vez um motorista explicou pra um amigo meu (que saiu da rodoviária para o centro e fez uma corrida que não deu nem cinco reais – a única vantagem do setor aqui na capital, a propósito, é essa: preços baixos se comparados a outros lugares) que é extremamente frustrante esperar, às vezes quase uma hora, na fila interminável de carrinhos vermelhos da rodoviária de Porto Alegre para faturar pouco e ter de voltar pra trás da fila.
Ossos do ofício, queridos. Há coisas cansativas ou chatinhas em todas as profissões, mas não justifica serem estúpidos ou passarem horas de mal humor. E se é assim que vocês se sentem, estão no lugar errado.
De mais a mais, também acho muito frustrante entrar num carro e ter que lidar com uma cara de cachorro bravo. Pior, ouvir um pffff (leia-se: um som bufante) saído da boca do indivíduo (não encontrei a onomatopéia correta pra ilustrar). Pior ainda, ter que corrigir o caminho que o engraçadinho “sem querer” se desviou, achando que não conheço nada da cidade.
Logo quando me mudei, um motorista teve o desplante de negar-me uma corrida pois teria que fazer uma volta na quadra (do ponto de táxi) até chegar ao meu apartamento. A Laura estava me visitando nesse dia e testemunhou: eu quase entrei em prantos! Primeiro implorando pra que ele nos buscasse – e explicando que era nova na cidade, não sabia outro número de táxi e ainda não tinha guia telefônico – e depois, de muita raiva. Não denunciei pra EPTC de boba que sou... quando a irritação passa eu fico com pena, penso que o cara pode ter filhos e mulher pra sustentar e deixo assim mesmo. Tolinha.
Hoje tudo isso veio à tona porque ao chegar na frente do meu prédio, com uma grande e pesada mala, surpreendi-me, pela milésima vez, com a inércia do motorista. Simplesmente apertou o botão do porta malas e não se prestou pra levantar de imediato. A menção em ajudar só veio depois de eu pedir - com muito custo e aguentando a cara de insatisfação do profissional. Não gosto de rótulos, não sou fresca e odeio ser encaixada no quesito sexo frágil, mas... será que já ouviram falar em senso de cavalheirismo?
Pra terminar, não posso deixar de pedir desculpa à parte gentil da classe. É minoria, mas existe. Porque, infelizmente, neste cesto de laranja são várias as frutas podres que acabam difamando o resto.
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6/11/2009 11:32:04 PM
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Junho 10, 2009
AMIGA COM A MAIÚSCULO
E fotos do túnel do tempo...
A primeira lembrança que ela tem de mim é de uma entrada triunfal na sala do colégio, em 1996. É que no primeiro dia de aula eu usava um par de meias verde limão nada convencional. Lembro das meias (eu as adorava, diga-se), mas minha primeira lembrança forte - da nossa amizade - é de uma pesquisa de inglês que fiz na casa dela, também em 1996.
A Laura foi a primeira das minhas amigas a ter um computador, com impressora, internet e tudo! E eu achava aquilo o máximo. Ela tinha mil idéias, era a número um da aula e ainda deixava nossos trabalhos extremamente lindos, com letras e cores diferentes do Word.
Mas isso foi só o pontapé inicial de uma relação que tenho o maior orgulho... daquelas que a gente enche a boca pra dizer que é de infância e tem certeza que é pra sempre, independente das distâncias eventuais.
Nós vivíamos grudadas, até o segundo grau. Juntas, passamos por coisas boas, coisas ruins, amores, separações, cenas hilárias, muitos filmes no cinema, muito videokê, muita risada, muito conselho, jantas, almoços, jogos na madrugada, festas, praias, viagens, conversas intermináveis regadas a um bom chimarrão e pensando bem... até mencionei coisas ruins no início do parágrafo, mas a verdade é que quando penso na Laura só lembro de coisa boa!
E agora mais uma que ela me proporciona: ter de volta sua companhia! Minha amiga querida está vindo morar em Porto Alegre e eu estou realmente muito, muito feliz.
Seja sempre bem-vinda (à capital e à minha vida), Lauzinha!
Te amo.
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6/10/2009 08:21:39 PM
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PODE CAPRICHAR NA COBERTURA
- Tá bom assim?
- Mais um pouquinho, por favor.
- E agora senhora?
- Pode ser mais um pouquinho?
- Assim?
- Só mais um pouquinho.
RESULTADO
A cobertura de chocolate caía pra todos os lados e eu parecia uma maluca degustando meu sundae de ovomaltine.
Não façam isso em casa, crianças!
Pra ver a prova dos nove (leia-se: a foto da lambança) é só entrar no www.fotolog.com.br/lelidornelles .
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6/10/2009 01:59:11 AM
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Junho 9, 2009
Tem certas coisas que eu não sei dizer
Já teve a impressão de estar perdendo alguém ou alguma coisa importante por pura incapacidade de se expressar? Difícil pra uma pessoa que trabalha com comunicação confessar, mas me sinto exatamente assim.
Embora saiba que muitas vezes os fatos não ocorrem do jeito que eu gostaria, não ter o controle da situação me assusta de verdade.
O contraditório é que digo sempre pra mim mesma que não gosto deste tipo de jogo. Mas olho no espelho e vejo uma jogadora. Converso com a amiga de fé e percebo que todo mundo joga. Porque é mais prudente, mais sensato, mais correto...
E quem estabeleceu, a propósito?
Partindo do princípio que o certo e o errado são relativos, andei pensando que talvez seja melhor fazer diferente. Falar. Agir. Tentar uma vez na vida ser mais emoção, menos razão. Mais decisão, menos orgulho.
Ainda que sair perdedora seja o preço de arriscar. Ainda que eu adquira uma postura totalmente contrária do que de costume. Ainda que seja má interpretada. Só pra não dizer que não tentei. Só pra esquecer que muitas oportunidades devo ter deixado pra trás por não saber como me adequar ao jogo.
Procuro ser natural porque é como gosto que sejam comigo. Policio-me contra a insistência porque não gosto de lidar com quem não sabe a hora de desistir. Tento não criar expectativas porque não me agrada quando esperam demais de mim. Mesmo assim, sinto falta de uma estratégia eficiente (se é que ela existe). A minha, normalmente, é desistir de procurar caminhos e sair de campo. Aqui entre nós: não há absolutamente nada de eficiência ou vitória nisso, mas é mais rápido, simples e objetivo, como tudo na vida deveria ser.
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6/9/2009 11:53:41 PM
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Junho 8, 2009
MANHÃ DE FOLGA
Na cidade maravilhosa!
Quando chegamos a temperatura beirava os 19 graus: inverno quase rigoroso pra quem mora aqui. É engraçado ver as pessoas agasalhadas enquanto nós - acostumadas com o frio "de verdade" do sul do país - passamos o maior calor. Falando nisso, que falta me faz o vento gelado de Porto...
Estou voltando!!
Beijo.
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6/8/2009 06:14:15 PM
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SUSTO AÉREO
Já passei por quase tudo nesta vida de aeroportos e aeronaves. Caos, filas e esperas intermináveis, discussões, falta de respeito, turbulências, atrasos, falta de infraestrutura, tempestades, etc, etc.
Mas no vôo Belo Horizonte - Rio de Janeiro, pela primeira vez, fiquei realmente preocupada. No início era apenas um calor infernal. Pouco tempo depois, um cheiro forte de queimado. Eu dava gargalhadas de nervosa. A Ellen dizia que o coração ia sair pela boca. Ela começou a tremer horrores. Minha cabeça e meus ouvidos pareciam a um passo de explodir.
Segundo a tripulação, só um "probleminha" no ar condicionado. Mas desde o início eu não acreditei. E estava certa: voamos pouco menos de 20 minutos e, nas palavras do próprio comandante, para nossa segurança, retornamos a Minas Gerais. Não deu tempo de caírem máscaras de oxigênio do teto, mas aconteceram duas despressurizações que, pra quem não sabe, são extremamente perigosas e podem ser fatais. Não nos aconteceu nada porque ainda estávamos voando em altitude baixa...
Agora está tudo bem - estamos sãs e salvas na Cidade Maravilhosa - e minha paixão por voar, só pra constar, não diminuiu.
P.S.: a Ellen fez um vídeo dentro da aeronave bem no momento em que o comandante nos explicava o que estava acontecendo... assim que der publico lá no youtube.
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6/8/2009 12:10:41 AM
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Junho 5, 2009
O que se faz dentro de um carro por quase nove horas?
Além de dormir bastante, a gente conta mil histórias, dá muita risada, fala do próprio umbigo e/ou da vida alheia, lê revista, lê livro, estuda, ouve música, canta, espera (engarrafamento de caminhões nas estradas mineiras), escreve e, só pra variar um pouquinho, tira fotos! Estas foram na webcam do meu note que, aliás, já está com os acentos devidamente configurados.
Como eu ia dizendo, o trajeto é longo e cansativo, mas, parafraseando a amiga Ellen (que não aparece nas fotos porque estava deitada no banco de trás), tudo compensa quando a companhia é agradável e divertida. E é isso que me conforma ao pensar que amanhã temos mais uma longa jornada onde o destino final parece chegar nunca! Sairemos do interior de Minas às 7h e, se tudo der certo, antes das 16h estaremos na capital Belo Horizonte. Adoro tanto aquela cidade! Mas adoro ainda mais o Rio de Janeiro... que é pra onde vamos depois.
Pseudo plagiando a Blitz
Tá tudo muito bom (bom), tá tudo muito bem (bem), mas realmente... mas realmente... não vejo a hora de voltar!
Beijo!!!
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6/5/2009 02:35:23 AM
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Junho 2, 2009
There are so many special people in the world
É lógico que meu maior presente é ter estas duas na minha vida, mas não consegui me conter ao ver o que elas compraram pra mim. Uma coisa que eu queria tanto, há tanto tempo (vou deixar vocês curiosos)!
Afora isso, a Lice fez uma embalagem que vou guardar pra sempre: uma montagem de fotos de nós três... e a Ellen teve uma atitude que vou lembrar pra sempre: recém chegando de viagem, em pleno dia de folga, não hesitou em ir pra TV por causa minha. Obrigada amores!!!
Não conseguiu assistir pelo blog? Clica aqui .
E hoje tem mais!
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6/2/2009 12:23:52 PM
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Junho 1, 2009
VINTE E CINCO
Neste dia perfeito, em que tudo amadurece e não só a videira doura, caiu-me na vida um raio de sol: olhei pra trás, olhei para a frente, jamais vi tantas e tão boas coisas de uma só vez. Não foi em vão que enterrei hoje o meu vigésimo quinto ano. Era-me lícito sepultá-lo - e o que nele era vida está salvo, é imortal.
Como não deveria ser grata à minha vida inteira?
Nietzsche.
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6/1/2009 09:44:50 AM
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Maio 31, 2009
LOUCURA POR AMOR
Em 25 e 26 de setembro do ano passado contei aqui no blog que havia feito, pela primeira vez, uma loucura por amor. E depois que acontece a primeira, confesso, esse tipo de insanidade meio que vicia. Ainda mais quando se trata das pessoas mais importantes da minha vida! Passei meus últimos dois aniversários longe deles: em Porto Alegre, em São Paulo... mas este ano consegui um tempo - ainda que curto - pra dar uma passadinha em Pelotas.
Se posso, enfrento estrada, acordo cedo, durmo tarde, finjo que não tenho nada pra fazer ou me preocupar e venho mesmo. Cansativo? Desgastante? Até pode ser, mas nada se compara ao carinho da minha família, à comida da minha avó amada e aos beijos e abraços do meu afilhado lindo. Passei horas extremamente felizes. Na rua, frio, vento, chuva: um dia feito pra mim! Dentro de casa, amor, doces, risadas, fotos: tudo em volta da lareira...
Gosto tanto!
Ontem quando cheguei do trabalho já passava da uma hora da manhã. Hoje acordei às 5h30 e amanhã pego a estrada de volta... chego na capital, largo as coisas no apê e corro pra TV porque o trabalho me espera. Vou perder mais de três horas do meu aniversário sentada em um banco de ônibus, mas ganhei tantas horas hoje que nem me preocupo. E faria tudo, tudo, tudo de novo.
1º de junho de 1985: aniversário de um ano!
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5/31/2009 11:49:40 PM
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Maio 29, 2009
BLOGOSFERA
Eu tinha 15 anos quando comecei a escrever em um blog. O finado lelidornelles.kit.net (dos ursos polares, alguém lembra?) fez-me ter ainda mais gosto pela escrita e, melhor ainda, empolgar-me com a idéia de conhecer gente querida em todo o território nacional. É uma pena não ter os arquivos desse tempo - já que o servidor faliu e levou meus posts junto - mas enfim. Hoje em dia, deixar de ter um blog é impensável... embora nem sempre tenha tempo pra mostrar todas as fotos e publicar todas as idéias que tenho. A maioria, aliás, surge antes de dormir ou na hora do banho... mas quem disse que eu lembro depois?
Tudo isso pra contar que, diferente de muitas pessoas que me dizem adiar a criação de um blog por preguiça de postar ou receio de desistir no meio do caminho, eu não vejo nenhum problema em agregar mais e mais endereços à minha blogosfera particular. Sou da teoria que com criatividade (e as palavras certas) tudo pode virar post!
E desde o início do mês, além de escrever no Leiloblog , também escrevo no blog do Freio de Ouro . Visitem! Abaixo, uma palhinha do que vão encontrar por lá.
EQUOTERAPIA
Que o Freio de Ouro reúne pessoas de diversos cantos do país e do exterior, não é novidade. Mas durante as provas finais da classificatória da região 1, em Pelotas, domingo passado, a presença de uma, em especial, chamou a nossa atenção. O nome dele é Amauri Solon Ribeiro, psicólogo e diretor do Centro de Equoterapia e Equitação Terapêutica - Equoarte - da Sociedade Hípica Brasileira, no Rio de Janeiro (RJ).
"Todos meus ancestrais são do Rio Grande do Sul, só não nasci aqui por acaso".
Foi assim que começou a nossa conversa. A paixão de Amauri Ribeiro pela cultura gaúcha é evidente: sempre que pode ele faz questão de acompanhar de perto o mercado da raça crioula no estado. Além do prazer em rever amigos e assistir as provas, vem comprar animais, firmar parcerias e buscar contribuições ou patrocínios para o trabalho que realiza, principalmente, com crianças e adultos deficientes.
"No Centro trabalhamos apenas com cavalos crioulos em razão do temperamento dócil, a andadura, o porte e a forma como se relaciona com o ser humano. A raça é essencial para as nossas atividades" , explicou o psicólogo.
Querido entre muitos crioulistas, Amauri Ribeiro já recebeu, inclusive, doações de cavalos para o Equoarte. E são esses animais que atuam como mediadores para as patologias físicas ou emocionais de pessoas de todas as idades, com problemas que variam desde Acidente Vascular Cerebral e Síndrome de Down, até timidez, autoestima e coordenação motora.
EM TEMPO
O Freio de Ouro, famoso no Brasil e no exterior, é considerada uma das competições equestres mais completas do mundo. São diversas etapas onde homem e cavalo são testados ao máximo! As provas morfológicas avaliam a caracterização racial e a uniformidade da raça crioula (predominante em terras rio-grandenses) e as funcionais testam todo o potencial e a habilidade do animal por meio de provas, como a paleteada, que simulam o dia-a-dia no campo. Pra saber mais, assistam o Canal Rural no próximo domingo às 9h da manhã. Ao vivo pra todo país, direto do município de Bagé, na campanha gaúcha, as minhas amigas Ellen Bonow e Estela Facchin - ao lado de um grande grupo de colegas - vão mostrar os detalhes de uma classificatória que promete ser emocionante.
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5/29/2009 11:07:46 AM
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Maio 28, 2009
PRÓLOGO
Muita gente estufa o peito pra falar que os amigos de verdade não preenchem os dedos das mãos, mas eu faço questão de ultrapassar esse montante - ainda que vez ou outra precise pagar o preço dessa decisão. Explico: é claro que por confiar demais em todo mundo e/ou falar sem papas na língua sobre minhas opiniões, já me decepcionei e cheguei a repensar a maneira como me relaciono com pessoas.
Depois voltei atrás. Sinto-me, de verdade, leve e feliz por tentar ver apenas o lado bom de cada um. E quando percebo que não é bem assim, bom, aí nem queira saber. O fato é que não vou tornar-me uma pessoa quieta, fechada e, pior, desconfiada por causa da amargura ou do cinismo alheio. Porque quem convive comigo sabe... esta "exposição" no blog nada mais é do que uma extensão da maneira como levo a vida. Passar um dia comigo é, no mínimo, saber 50% de mim.
Adoro conversar, contar e ouvir histórias, dividir e compartilhar situações felizes ou difíceis, comuns ou nem tanto. Aliás, na contramão do que muitas vezes recomendam por aí, também adoro dar e receber um conselho.
AMIGO É COISA PRA SE GUARDAR
Ontem de manhã recebi, vinda de São Paulo, uma visita muito especial. Meu amigo Anderson é gaúcho (quem frequenta meu fotolog deve conhecê-lo), mas mora e trabalha na capital paulista. Nem precisaria contar que nos conhecemos graças às viagens país afora, né?
Hoje em dia quase não vejo ele, mas, a cada transmissão, eu e Ellen comentamos: - que saudade do Kilka! Não bastasse o profissional exemplar (que nos proporcionava segurança antes de entrar horas a fio ao vivo) o famoso Anderson Kilka da PGM, agora Casablanca, conseguia sempre deixar descontraído o ambiente de trabalho... contando histórias cômicas que parecem só acontecer com ele e preparando um chimarrão que já havia se tornado indispensável depois da labuta.
Nossas desavenças só aparecem quando o assunto é futebol. Discussão entre colorados e gremistas parecem nunca ter fim... mas, no nosso caso, tem. Fanático de carteirinha, ele parece ter sempre mais argumentos do que eu! Mas mesmo assim, deixando a rivalidade dentro do campo, ano passado ele me presenteou com uma cuia linda do Grêmio (pra quem não sabe, é dentro da cuia que vai o mate amargo e a água quente pra tomar chimarrão).
No aniversário deste ano qual não foi minha surpresa quando ontem, ao abrir o pacote, vejo uma camiseta oficial e personalizada do imortal tricolor - com meu nome escrito atrás em letras douradas!!
Não encontrei outra forma de demonstrar o quanto gostei, amigo querido... não só do presente, mas, principalmente, de termos colocado a conversa em dia. Saiba que desejo na tua vida só coisas maravilhosas! Te adoro e torço muito por ti. OBRIGADA, de coração.
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5/28/2009 01:01:45 PM
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Maio 26, 2009
São Pedro quer me agradar
Depois do chato famoso veranico de maio, os meteorologistas são unânimes ao afirmar: a partir de sexta-feira o frio retorna com força aqui em Porto. Muita audácia da minha parte acreditar que é porque meu aniversário está chegando?
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5/26/2009 07:27:27 PM
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Maio 25, 2009
O VERDADEIRO ADVERSÁRIO
Competição - no sentido tradicional da palavra - não me entusiasma nem um pouco. Talvez porque desde cedo eu tenha aprendido a ser uma boa perdedora. Quando nada cai do céu, inevitavelmente, torna-se mais fácil confiar no que se faz e ter certeza de que os resultados podem sim ser só uma questão de tempo e persistência. Andei conversando com uma amiga sobre o assunto e resolvi expor meu ponto de vista aqui (olha só que novidade!).
Acho um pouco inútil querer chegar a um objetivo tendo a conquista ou a derrota alheia como base. Eis uma analogia bem barata: uma prova de natação. Como o nadador vai chegar em primeiro lugar ao fim da piscina se entre uma braçada e outra perder tempo olhando para os lados ou para trás, preocupado com a posição do oponente?
Competição que me estimula de verdade é aquela que estipulo entre as duas que vivem por aqui, a pessoa e a profissional de ontem e a de hoje. Nada consegue me dar mais vontade de progredir, aprender e fazer bem feito do que tentar me superar. Sei direitinho meus defeitos e não vejo problema algum em nunca estar completamente satisfeita.
É também por isso que sempre deixo a mudança tão evidente nas minhas atitudes. E não falo em displicência ou falta de vontade de criar raízes, mas na necessidade de não me deixar guiar pelo comodismo e a passividade. Certo dia li que para se embelezarem, as árvores trocam as folhas, e as pessoas, as idéias. Genial, embora simples.
Já no quesito heart and relationship , confesso que, pra mim, chega a perder a graça quando a procura é maior do que a demanda, se é que vocês me entendem. Por mais que a concorrência exacerbada ajude a "valorizar o passe", não vejo muito fundamento em me munir de mil artimanhas só para ficar com alguém.
Até porque, acredito piamente que perder é também conquistar.
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5/25/2009 08:56:49 PM
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Maio 20, 2009
VIRADA DE ANO
Se tem uma coisa que não admito é deixar passar em branco datas especiais. Adoro comemorações! E se você lê este blog há algum tempo também está cansado de saber que simplesmente amo fazer aniversário.
Tenho uma certeza muito consistente de que sempre vai ser assim: não há nada mais animador do que celebrar a vida! Custo a entender pessoas que mentem a idade ou ficam melancólicas com o passar dos anos. É como menosprezar a simples e maravilhosa realidade de estar vivo.
Acredito que gente bem resolvida está satisfeita sempre, aos 30, 40, 50, 60... e acho, inclusive, que os anos nos favorecem muito. Já falei isso aqui, não? O inevitável fato de se conhecer mais a cada dia transparece não só nas atitudes e na maneira de enxergar as coisas, como na aparência e no jeito de se vestir e de se portar.
Para ganhar um ano novo, que mereça esse nome, você, meu caro, tem de merecê-lo. Tem de fazê-lo novo! Eu sei que não é fácil, mas tente, experimente. É dentro de você que o ano novo cochila e espera desde sempre.
O texto, de Carlos Drummond de Andrade, resume bem o que significa o dia do meu nascimento. A cada 1º de junho sinto-me renovada, motivada, disposta, pronta para o que der e vier. Não é a toa que, assim como os anos ímpares me favorecem, os segundos semestres do ano são sempre mais agradáveis. Sinto-me diferente, quase inabalável, e ainda mais grata por tudo o que me acontece. Não pulo ondas, não como lentilhas ou uvas e não vejo fogos de artifício no céu. Mas é o meu novo ano, o meu momento, o meu merecido presente.
Pausa para explicar que, como geminiana típica, adoro um pronome possessivo.
Posto isso, quero contar pra vocês que ontem, finalmente, decidi como e onde será meu aniversário versão 2.5. E adianto agora a parte mais interessante: festa anos 80! Se você mora em Porto Alegre e me conhece já vai separando um tempinho na agenda. O convite deve chegar na caixa de entrada do seu e-mail - ou por depo, no orkut - semana que vem!
P.S.: a foto acima é só uma palhinha da comemoração do ano passado, ao lado de pessoas muito queridas.
posted by Dornelles, L. |
5/20/2009 07:28:12 PM
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Maio 18, 2009
A VIDA COMO ELA É
Algumas lembranças da minha infância são tão reais que parecem ter acontecido na semana passada. A decepção que sentia nos meus aniversários quando ganhava roupas, ao invés de brinquedos, é um bom exemplo. Depois, na adolescência, nada me dava mais prazer do que ganhar roupas, muitas roupas. E hoje de tarde, ao voltar empolgada do shopping com uma pesada sacola que trazia meu presente de 25 anos (que eu mesma comprei, diga-se) surpreendi-me com o porquê de tanta felicidade.
Roupas, livros, bolsas, DVD's, sapatos, chocolates, maquiagens? Nada disso. Presenteei-me com um chuveiro: um lindo, branco e caro potente chuveiro pressurizado.
E pensar que daqui a alguns anos ficarei feliz comprando fraldas...
posted by Dornelles, L. |
5/18/2009 11:54:35 PM
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Maio 14, 2009
A LUTA CONTINUA
Sabe-se que a abolição da escravatura foi apenas uma possibilidade de melhorar a consciência e a imagem que o escravo tinha dele mesmo e redefinir as representações que os brancos tinham dos negros. Porque, na prática, isso não aconteceu de imediato: o negro continuou a fazer parte de uma escala inferior da sociedade e os brancos continuaram a proscrever e reprimir as manifestações autênticas de autonomia social das, como eram chamadas - infelizmente, na melhor das hipóteses - pessoas de cor .
Ainda assim, não posso deixar de registrar que ontem, 13 de maio, foi comemorado o dia da libertação dos escravos no Brasil . Hoje, 121 anos depois, é triste perceber que a busca incessante pela igualdade social e racial ainda é uma realidade. Próxima de ser alcançada, acredito. E por mais clichê que possa soar, a mudança tem que partir primeiro de cada um de nós. Estar sempre alerta, contribuir nas pequenas atitudes, ensinar nossas crianças desde cedo e evitar a companhia de quem adora uma gracinha pejorativa.
Pois é, se em pleno século XXI ainda deparamo-nos com os mais incabíveis tipos de preconceito, que dirá em 1888. Pra vocês terem uma idéia, os senhores não tinham a mínima obrigação ou responsabilidade de dar segurança e apoio aos ex-escravos. Sendo assim, a transição para o sistema de trabalho livre foi, antes de tudo, uma decepção para os negros - despreparados para a nova realidade.
A liberdade era o sonho maior? Era. Qualquer lugar parecia melhor que os cativeiros? Parecia. Mas eles permaneceram presos às raízes, tendo em comum uma trajetória desmoralizante, de exclusão e obscuridade.
À margem da sociedade, grande parte dos negros foi viver na cidade, onde não participaram do progresso, não se integraram à sociedade e, de certa forma, não tiveram mais nenhuma posição nos sistemas de trabalho e produção. Nenhuma instituição - nem mesmo a Igreja e o Estado - assumiu o futuro dos libertos. Os negros se viram donos de seu próprio destino sem ao menos possuir meios materiais ou condições sociais de transformar sua realidade e lutar lado a lado com os homens brancos.
E essa luta, minha gente, por mais incrível e repulsante que possa parecer, continua!!!
Abaixo, cenas da pesquisa que fiz no final da faculdade (em 2005) e resultou em uma dissertação de 170 páginas, sobre públicos excluídos, representações sociais, comunicação rural e escravidão. Absolutamente todas as pessoas retratadas são filhas, netas ou bisnetas de escravos. E embora agora recebam assistência e vivam em melhores habitações, ainda se encontram nos locais de refúgio dos ancestrais (quilombos), em situações deploráveis.
A propósito, o texto (de minha autoria, claro) e as fotos (de Flávio Badia) são parte do livro que vou publicar um dia.
posted by Dornelles, L. |
5/14/2009 01:06:10 PM
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Maio 13, 2009
COMO EMAGRECI, EM 13 LIÇÕES
Antes de tudo quero contar uma historinha pra vocês: eu cresci num universo de muitas comilanças, em especial, de muito açúcar. Sempre gostei de comer bastante e como não engordava, abusava do meu organismo. Mas o tempo passou e a saúde (ou a falta dela) bateu na porta. Eu tomava remédios além da conta, estava sempre com a imunidade baixa, ficava ofegante ao subir uma simples escada e o número do meu manequim não parava de subir.
Quando decidir mudar minha vida alimentar desmitifiquei muita coisa que li ou ouvi ao longo dos anos. Sempre me disseram, por exemplo, que comer sem culpa não engorda. Oi? Não existe explicação. Comer errado, em demasia, engorda e ponto.
Hoje sei que não existe segredo, não existe milagre, não existe emagrecimento the flash e, sendo assim, não adianta fazer dietas mirabolantes. As palavras-chave são reeducação, compensação e disciplina alimentar. Pra vida toda! E não me venha com essa de "não consigo emagrecer". Se você realmente QUER, consegue sim.
BUT... NOBODY SAID IT WOULD BE EASY
1. DIVERSIFIQUE. Mudar nossos hábitos, tão nossos, tão legais, tão gostosos, por si só já é bem chato. Então pra quê aliar essa mudança à mesmice? Não, não, não. Faça da cozinha um lugar para inventar e experimentar: cores, sabores, texturas. Abuse dos temperos, varie os alimentos, compre revistas de receitas lights. É comprovado que a monotonia gastronômica é uma das principais variantes na hora de alguém desistir e voltar a comer errado. Ah, muito importante: faça misturas e receitas que encham seus olhos!
O pimentão recheado light tem 170kcal. A receita está em 22 de novembro de 2008.
2. COMA DE TRÊS EM TRÊS HORAS. Taí uma prática que vou levar pra vida toda. Tenho certeza que criar esse costume foi o primeiro passo para o meu emagrecimento. Mas tem que comer religiosamente de três em três horas, mesmo se não estiveres com aquela fome. Aliás, assim, teu organismo se acostuma a comer com periodicidade, em pouca quantidade. E nesse momento também é importante, além de diversificar, estar sempre com a bolsa bem abastecida: barra de cereal, uva, maçã, banana, bolacha de água e sal, etc. Às vezes também carrego um picadinho de verduras ou iogurte, dependendo de onde eu estiver.
3. ABUSE DOS TRUQUES. Escovar os dentes assim que comer, seja o que for, é um dos truques mais eficazes. Mas tem que ser de imediato! O gostinho da pasta tira aquela sensação de que você precisa comer um docinho ou repetir a comida antes de encerrar a refeição. A vontade de ingerir algo vai aparecer umas duas horas depois da escovação. Aí é só você aguentar mais uma hora e já está mesmo na hora de comer. Em breve citarei outros vários truques...
Cada panqueca light de rúcula (com massa de cenoura) tem 59kcal. A receita está em 1º de dezembro de 2008.
4. PRESTE ATENÇÃO NO QUE VOCÊ BEBE. O fato de eu não gostar de refrigerante e não beber álcool quase nunca contribui bastante com minha vida saudável. Porque, aqui entre nós, não adianta se entupir de bebida na noitada e depois querer compensar na comida, né? Não tem corpo que aguente! Bom, no primeiro mês (quando emagreci 6kg) eu só tomava líquidos depois das 18h. Iogurte ou sopa! Depois, quando aprendi a controlar as calorias, comecei a fazer aquelas "papas" que já publiquei aqui. Ah, muito importante: chá e chimarrão são bons aliados na hora de enganar o estômago! Sim, porque muitas vezes sentimos uma coisinha ruim que parece fome, mas na verdade é só o nosso estômago que se acostumou a comer demais e envia para o cérebro a errônea idéia de que estamos famintos. De noite, quando isso acontece comigo, aqueço a água e faço um chá quentinho de frutas vermelhas. A sensação desaparece na hora. Sem contar que o chá branco e o verde aceleram o metabolismo, diminuem o colesterol e ajudam a queimar gordura! Pra terminar, o óbvio: água, água, água, tome muito... o tempo todo.
A receita da minha papa de atum (de 80kcal) está em 30 de setembro de 2008.
5. MEXA-SE. Se te consola, confesso que sou mega hiper super inclinada ao sedentarismo. Mas nada que uma musiquinha agitada nos ouvidos não resolva! Vou confessar uma coisa: sempre que estou colocando a roupa de ginástica ouço vozes! rs. Elas tentam me convencer a não ir. "Não vai, só hoje, amanhã tu compensa". Mas aí tento pensar em outras coisas, ligo o som e saio meio no automático, sabe? Quando vê já estou na pista de corrida me sentindo muito bem! Outra dica legal é pular corda. Fiz bastante isso nos primeiros meses... e não tem desculpa, mesmo com chuva é só arrastar os móveis e pular na sala de casa. Tiro e queda.
Meu doce de banana light tem 139kcal. A receita está em 8 de dezembro de 2008.
6. TENHA FORÇA DE VONTADE. Meta é tudo na vida de uma pessoa! A tentação vai surgir a todo momento, em todos os lugares... mas nada pode ser mais forte que o teu objetivo. Como comilona assumida, sofro demais, não sou de ferro! Mas tenho várias histórias de sucesso: já fui em churrascos onde todo mundo se empanturrava de carne e pão enquanto eu comia uma singela barrinha de cereal... ou em pubs onde todos tomavam cerveja com fritas e eu comia petiscos de palmito, pepino, cenoura com drink de fruta sem álcool. Seja criativo, obstinado e não dê bola pra chatice (leia-se: insistência) alheia.
7. SAIA DA LINHA. Totalmente paradoxo, mas fundamental. Comer sem culpa, pelo menos uma vez por semana, é recomendadíssimo. Geralmente eu saía da linha aos domingos. E é impressionante como as coisas que antes eram tão banais se tornaram ainda mais gostosas! No Natal, no Ano Novo, em aniversários... não dá pra ser radical! Saiba administrar e intercalar dias de comilança com dias (a maioria) de vida saudável... assim não tem como surtar.
Lanche de iogurte, aveia e frutas. Está em 15 de novembro de 2008.
8. COMPRE CERTO. A hora das compras é essencial! Uma coisa muito comum de acontecer é ouvir uma pessoa dizer que está de regime, mas ter o armário repleto de pães, bolachas, massas e chocolate. Oi? Não compre, né! Faça a ida ao supermercado se tornar divertida, de outra maneira! Preste atenção aos alimentos, leia as embalagens... é incrível como tem coisa boa nesse universo light. Enfim, é importante saber que ter uma geladeira e um armário recheado de coisas certas é o primeiro passo pra mudar de verdade.
9. FIQUE DE OLHO NAS CALORIAS. Tem gente que chama de neurose, mas eu achei importante saber exatamente o que estava comendo. Mais do que isso, passei a ter uma agenda diária onde eu anotava tudo o que comia e as calorias de cada coisa. No início eu recorria a uma tabela, mas com o tempo acabei decorando as porções e calorias dos alimentos básicos. Ler os rótulos e prestar atenção nas gorduras e nutrientes de cada alimento também virou fundamental. Isso me trazia uma tranquilidade gostosa! Embora no início eu tenha cortado todo e qualquer tipo de doce, vou dar um exemplo pra vocês: uma colher de sopa de doce de leite tem cerca de 60 calorias. Se eu fizesse um cardápio balanceado ao longo do dia, podia comer essa colher diariamente sem sofrimento.
10. CONHEÇA O PAPEL DE CADA ALIMENTO. Pesquisar sobre alimentação foi de grande valia pra mim. Exemplo: certos alimentos, ingeridos logo pela manhã, dão uma sensação de saciedade que te acompanha pelo resto do dia. No início eu tinha o ovo cozido como trunfo principal... comia sempre ao acordar, acompanhado de mais alguma coisa, como uma fatia de pão árabe (aquele que é só uma casca) com queijo minas. Fibras também são excelentes companheiras neste processo. E é o que como hoje em dia, aveia com leite desnatado e banana.
O tomate light com brócolis não cheguei a publicar aqui, por ser muito parecido com a receita do pimentão.
11. FAÇA TROCAS INTELIGENTES. Leite integral, por leite desnatado... requeijão, queijo, miojo, bolachas, cereal, tudo... troque pela versão light. É mais caro? É! Mas tudo é uma questão de custo benefício. Outra troca muito importante que fiz foi parar de usar sal, que retém muito líquido. Não uso, simplesmente. As coisas que cozinho são todas temperadas com salsa, azeite, cheiro verde, alecrim, alho, pimenta, limão, orégano, vinagre de maçã, etc, etc. Os temperos também são fortes aliados nesta mudança! Ah, outra coisa... pra quê comer cacetinho/pão francês se podes comer um pão de forma de iogurte com menos da metade das calorias e tão gostoso quanto? "Ah, mas o outro é bem melhor!". Ok, então tire o miolo... isso reduz cerca de 50 calorias.
12. ABUSE DAS COMIDAS COLORIDAS. Lembre-se que estamos falando de emagrecer com saúde. Não adianta passar os dias comendo bolacha de água e sal pra diminuir o peso e, dias depois, ver as consequências disso nos cabelos, na pele, na imunidade. Cada um tem suas preferências, mas, além das frutas, cito aqui os meus alimentos preferidos: espinafre, rúcula (folhas verde escuro ajudam a emagrecer) palmito, tomate, beterraba, alface americana, cebola, pimentão verde, brócolis, champignon e azeitona verde. Importante ressaltar que também sei e controlo a caloria de cada um desses alimentos.
13. RELAXE E TENHA PACIÊNCIA. Aprenda a comportar-se de um modo saudável, naturalmente. Quando você começar a perceber as consequências dessa mudança, a motivação e o ânimo surgem com força! Não deixe que o descontrole de alguns dias faça você perder a vontade de continuar. E relaxe... os resultados vão aparecer, de forma gradual, mas com muita eficiência. Boa sorte!!!
P.S.: no próximo post sobre esse assunto, vou indicar alguns livros que me incentivaram e instruíram bastante.
P.P.S.: confesso que tenho um pouco de vergonha, mas pra estimulá-los devo colocar aqui algumas fotos do meu antes e depois. Cabe ressaltar que só familiares e amigas próximas já viram essas montagens que fiz.
P.P.P.S.: em seis meses eliminei 12kg, passei de 68kg para 56kg e de manequim 42 para 38 (às vezes uso 36).
P.P.P.P.S.: desculpem ter demorado tanto tempo pra escrever sobre isso. Em breve mais receitinhas e truques!
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5/13/2009 02:41:47 PM
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Maio 10, 2009
BLACK HUMOR MODE ON
Como voces devem estar acompanhando nos noticiarios, um dos casos confimados de gripe suina no Brasil e' em Minas Gerais. Semana que vem estou indo passar tres em dias, tcharam, em Minas Gerais. Ja' mandei fazer a mascara personalizada para circular nos aeroportos e aeronaves:
A foto foi tirada daqui .
Black humor mode off.
Hoje estou de folga, em Santa Maria, na regiao central do Rio Grande do Sul. Meu note continua sem acento, nao paro de comer doce de leite e a vida parece cada dia melhor.
MUDANDO DE ASSUNTO
Abaixo, nota da colunista Ana Marta, do Jornal de Londrina, da RPC - afiliada da Rede Globo no Parana.
"Quem também anda arrancando suspiros é a repórter do Canal Rural Lucieli Dornelles, sempre presente nos leilões de elite da Expo 2009."
Confesso que prefiro dar a noticia, mas não deixa de ser engracado quando "viro a noticia". Obrigada, mais uma vez, aos paranenses que sempre me recebem com muito carinho!
Volto em breve. Beijo!
ATUALIZANDO
Hoje foi confirmado o primeiro caso de gripe suina no Rio Grande do Sul, ou seja, hipocondrismo mode on: amanha comeco a usar minha mascara.
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5/10/2009 03:07:21 PM
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Maio 7, 2009
A LÓGICA DO SONO
Você percebe que precisa melhorar a qualidade do seu sono quando, literalmente, capota na cama às oito e meia da noite.
Você percebe que precisa urgente melhorar a qualidade do seu sono quando acorda onze horas depois com a sensação de ter dormido no máximo três.
Eis o resultado, depois de vários dias dormindo pouco...
Sabe, eu andava bem empolgada com a idéia de dormir bastante, todos os dias. Estou lendo um livro ótimo que quase me convenceu da importância de desligar-se durantes umas dez horas pra ter uma vida melhor. Quase. Resolvi fazer um cálculo básico e desisti: se eu dormir dez horas por dia e trabalhar de oito a dez, considerando coisas que tenho pra fazer em casa, sobrariam-me somente quatro horas para me dedicar aos exercícios, estudar inglês, tomar banho e comer. E olha que desconsiderei os afazeres domésticos, as obrigações femininas (unhas, depilação e afins) e as horas de lazer, como leitura, DVD's, chimarrão, cinema, jantas, festas, conversas com amigos, etc.
Continuo achando que dormir é perda de tempo.
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5/7/2009 03:56:57 PM
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Maio 5, 2009
CÁ COM MEUS BOTÕES
Sempre quis ser independente. Talvez tenha sido esse o primeiro grande sonho da minha vida. Bastava surgir uma intempérie pra falar com orgulho e certeza: - um dia vou ser independente! Como se esse simples fato, tão inevitável, mesmo pra quem não contou os dias pra conquistá-lo, pudesse fazer tudo mudar. E pode. Não exatamente porque pago minhas contas, moro sozinha e, teoricamente, não devo nada pra ninguém. Hoje sei que a palavra independência tem uma dimensão muito maior do que dinheiro, profissão e quatro paredes. Administrar vida, corpo e mente traz resultados que muita gente prefere adiar. Mas a ansiedade geminiana quis tudo pra ontem, o pacote completo. Faz-me rir lembrar o quanto sentia-me adulta, no baixo dos meus 17 anos. Querendo ter o controle do relógio e as rédeas da minha existência. Tolinha. Só o que ganhei foi uma doença quase grave. Agora, no médio dos 25, tenho, ao menos, a consciência de que saber, sei quase nada. Continuo cheia de sonhos, como a necessidade absurda e inalcançável de fazer tudo certo, o tempo todo. Não desisto, mas também não me torturo. Se é lógico que o crescimento e o aprendizado vêm como consequência, é inútil querer ter sempre o controle...
YOU KNOW, I'M NO GOOD
A primeira vez que fiz um blog tratei de esclarecer: não sou nem metade da pessoa que quero me tornar. Hoje reformulo: não sou nem um terço. Porque, já diria o filósofo, excelência não é um lugar onde se chega. Excelência é o horizonte.
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5/5/2009 08:49:43 PM
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Maio 4, 2009
- Lixeira ecológica, com divisórias pra reciclagem.
- Porta temperos/condimentos, branco, preto ou transparente.
- Guarda-roupas grande que não se desmanche (sim, o meu está, literalmente, desmanchando-se!).
- Porco de pelúcia - de soft, na verdade, porque tenho alergia a pelúcia.
- Pingente porta-retrato de prata (aqueles de antigamente, pra colocar na parte de dentro fotos pequenas de pessoas especiais).
- Livros: O Caso de Bridey Murphy, Você e a Eternidade, O Castelo de Vidro, A Arte de Fazer Acontecer, O Morro dos Ventos Uivantes, Pequeno Tratado das Grandes Virtudes, Ensaios de Amor, Os Sofrimentos do Jovem Werther, O Cemitério dos Vivos, Precisamos Falar Sobre o Kevin, Ecce Homo, ou qualquer outro que você achar interessante.
- DVD's: Mandela, a Luta Pela Liberdade; Fábio Jr e Elas (é sério!), Correndo com Tesouras, Soldados de Hitler, ou qualquer outro que você achar interessante.
- Ducha Mega Banho Pressurizada Corona (sim, meu chuveiro - no frio - continua me dando vontade de chorar de tão ruim).
- Relógio dourado.
- Tapete pra banheiro, preto.
- Memória/HD (pra que meu computador de mesa fique menos lerdo e problemático).
- Lápis Bourjois Ultra Black.
- Cabideiro de chão pra bolsas (o meu também está se desmanchando, de tanto peso!).
- Necessaire pra maquiagens e/ou acessórios.
- Crealine H20 Makeup Remover.
- Brincos, de todo tipo.
- Óculos de sol.
- Garrafas em miniatura (coleção).
- iPod ou Mpalguma coisa (meu Mptudo/tudodebom não liga mais).
- Luminária de chão, branca (aquelas compridas).
- Cartões, cartões, cartões. Com muito escrito ou quase nada.
- Piegas, mas extremamente verdadeiro: qualquer coisa, o que mais vale é a intenção e o carinho.
Porque falta menos de um mês pra iniciar meu ano novo!
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5/4/2009 10:51:00 PM
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Maio 3, 2009
LIBERTATE, FELICITATE, TRANSFORMATIONE
O homem realmente livre é aquele que prontamente troca de lado quando alguém lhe mostra que ele estava no caminho errado.
A constatação, de Silvio Ribeiro de Castro, fez-me lembrar as pessoas que não faço muita questão de ter por perto. É incrível como conseguem ser desagradáveis, os inflexíveis.
E não percebem que são os grandes prejudicados da história. Não sou eu que digo, é fato, quem nunca admite erros e fraquezas inevitavelmente acaba excluído do convívio daqueles que o amam.
Se é que conseguirei me fazer entender, confesso acreditar que todo mundo está destinado a ter uma música na vida difícil de se virar o disco: uma intolerância, um vício, uma relação, um sentimento, uma atitude. Mas persistência e disposição não são só palavras de dicionário. Toda mudança é questão de tempo e vontade.
Como otimista que sou, acredito que nascemos, acima de tudo, para a felicidade. E para sermos lapidados ao longo da vida. Pela natureza, pelo dia-a-dia, pelas dificuldades, o diálogo, a convivência... a transformação parece ser sempre o caminho mais seguro, uma ação comprometida e verdadeira com aquilo que existe de mais importante.
Assim como li dia desses - num livro que em breve indicarei aqui no blog - descobrir-se tem de visar, primeiro, enxergar as coisas com novos olhos. E não necessariamente encontrar novos lugares.
Quantas pessoas você conhece que passam a vida fazendo tudo igual e esperando que os resultados sejam diferentes? Reconhecer nosso melhor e nosso pior e não se deixar levar pelo vitimismo devia, desde cedo, ser lição de casa.
Não se trata de riscos, reviravoltas infudadas ou falta de personalidade, mas de gastar energia com o que realmente valha a pena. E mudar, quando sinônimo de crescimento, sempre vale. Mudar, pra ser feliz, ainda mais.
Porque não há nada mais gratificante do que conseguir transmitir aos outros apenas o melhor que está em você.
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5/3/2009 08:06:28 PM
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Maio 1, 2009
CASULO
Quando era adolescente a necessidade de querer estar sempre fora de casa, às voltas com os amigos, não me deixava entender algo que hoje é tão óbvio.
Profissionais com a vida movimentada, como artistas e empresários, apareciam nas revistas enaltecendo os momentos de reclusão. Ao serem perguntados o que gostavam de fazer nas horas vagas, a resposta era uma só: ficar em casa.
No auge da minha mente inquieta, onde tudo parecia ser motivo para estar na rua, lembro de achar tal consideração totalmente incabível e distante da minha realidade. Ser obrigada a não sair, quando não me deixavam ir a algum lugar onde todo mundo estaria, era sofrido demais. E pensava com meus botões: - como essa gente, cheia de dinheiro, repleta de amigos e com potencial para levar uma vida sociável ao extremo, prefere ficar em casa? Fazendo o quê, a propósito?
Agora me lembro disso e acho graça. Concluo que, embora clichê, aquela velha frase é sempre verdadeira: o mundo dá mesmo voltas.
Hoje levo uma vida que se traduz em mudanças, correria e falta de horários ou rotina. Acordar num estado e dormir em outro, viajar para cinco cidades numa mesma semana, trabalhar 26 dias por mês e nunca saber como exatamente vai ser meu dia seguinte, faz com que eu, quando estou em Porto Alegre, coloque a quietude em primeiro plano.
Não faltam pessoas que me recriminem e, assim como acontecia comigo antigamente, custem a entender o que me faz passar um sábado de sol jogada no sofá da sala, assistindo filmes e tomando um bom chimarrão. Sexta-feira à noite, ficar deitada na rede lendo um bom livro, ainda mais difícil de compreender.
O lado reconfortante é saber que a maturidade vem cercada de muitas certezas. As principais? Que não preciso provar nada pra ninguém e, muito menos, estar onde todo mundo está.
Continuo achando que levar a vida em ritmos diferentes é inexplicavelmente prazeroso, porém, aqui entre nós, cansativo.
Amo viajar, amo minha profissão, amo toda essa loucura, mas justamente por tudo ser tão intenso que hoje digo com convicção: uma das coisas que mais gosto de fazer nas horas vagas é, vejam só, ficar em casa. Sozinha ou acompanhada, no silêncio ou com música a todo volume, não importa... estando aqui me sinto feliz.
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5/1/2009 12:36:09 AM
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Abril 29, 2009
A PROPÓSITO
Quando eu sumo daqui, vocês me acham:
NO FOTOLOG
www.fotolog.com.br/lelidornelles
NO LEILOBLOG
www.canalrural.com.br/leiloblog
Só pra constar.
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4/29/2009 01:42:51 AM
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Abril 27, 2009
MISTUREBA
Nova versão de Mil Coisas e Asteriscos Aleatórios
CADEADOS
Esses são os cadeados que uso para trancar minhas malas nas viagens. Não há quem não veja (mulheres) e não se encante.
Vai a dica: quase todas as Laselva Bookstore - livrarias dos aeroportos - vendem diversos modelos e estampas. Os preços variam de 18 a 30 reais.
ÁGUA ESCURA
- Quem resiste a um cafezinho passado na hora?
Por que todas as matérias sobre café começam assim? Eu resisto, com orgulho! Sei que vou na contramão da esmagadora maioria, mas, pra mim, café nada mais é que uma água escura com gosto ruim.
Em Toronto era muito comum as pessoas associarem o Brasil ao café (graças ao ciclo e expansão da cultura que, por volta do século XIX, trouxe desenvolvimento econômico para o país), mas não conseguiam admitir o fato de eu não apreciar.
Mr. Paul era uma dessas pessoas...
MR. PAUL
O melhor professor que já tive. Atencioso, inteligente e com um senso de humor fora do comum, no alto de seus 76 anos.
Certo dia, na aula de writing and reading, trouxe-nos um texto sobre o Brasil e o café: todos os colegas olharam pra mim. Logo desmitifiquei a idéia de que todo brasileiro gosta de café e, lógico, tratei de apresentar-lhes o famoso chimarrão dos gaúchos.
No último dia do curso dei um porta canetas em forma de chimarrão para o Paul.
FILOSOFIA
De botequim entre amigas.
Ela: - a pessoa não tem vergonha de ser ridícula, né?
Eu: - é que a pessoa que é ridícula não sabe que é ridícula.
Vai dizer?
FERIADO
Plagiando a Dessa :
Comemore o dia do trabalho, trabalhando!
Eu vou, e você?
INUTILIDADE
Respeito quem é adepto, mas preciso registrar: existe algo mais primeira série (leia-se: monga) do que esse tal de BuddyPoke do Orkut?
Roberto está tramando algo malvado.
João fez carinho em Maria.
Pedro está se sentindo com esperança.
Ana deu um abraço de urso em Carla.
Laura bateu quadris com Márcia.
Dispensa mais comentários.
HUMOR NEGRO
Em razão da gripe suína a recomendação, entre outras, é que as pessoas se afastem de quem apresenta sintomas como espirro.
Partindo do princípio que eu espirro 39 vezes ao dia graças a minha querida rinite (e olha que isso é a metade do que espirrava quando morava em Pelotas), se o surto chegar aqui, tornarei-me uma pobre eremita.
Black humor mode off.
SALDO DE PÁSCOA
Quatro ovos, um coração de chocolate, algumas trufas, alguns bombons... e, na semana que devorei tudo isso, um quilo e meio a menos. Lembram quando disse que a vida saudável só voltava depois da Páscoa? Pois é.
Como emagreci com tanto açúcar? Descartei temporariamente a alimentação salgada, pra compensar. Mau exemplo, eu sei. Não façam isso em casa, crianças!
NATUREZA
Dizer que temos muito o que aprender com a natureza e com os animais não é papo piegas não. Na foto - tirada na estrada, voltando de viagem - mãe gata preta cuida da filha gata branca.
E ainda os chamamos de irracionais.
BOAS NOVAS
Casa nova pra este blog...
Só tenho a agradecer o amigo Carlos Eduardo Gastal que está cuidado com muito capricho de todos os detalhes deste projeto.
Em breve entra no ar o meu site: www.lucielidornelles.com.br!!
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4/27/2009 09:42:04 PM
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Abril 26, 2009
CÁ ENTRE NÓS
Ninguém aguenta mais meus vídeos de Toronto, né?
Mas eu juro que este é o último (e o melhor, na minha opinião). Editá-lo foi extremamente gostoso, oras rindo muito, oras me emocionando... sempre lembrando os bons momentos que vivi e as pessoas maravilhosas que conheci.
Mais de 90% das cenas são inéditas e resumem com perfeição o quanto fui feliz no Canadá. Espero que gostem!!!
Every step I take
Every move I make
Every single day
Everytime I pray
I'll be missing you
Não conseguiu assistir pelo blog? Então clica aqui !
posted by Dornelles, L. |
4/26/2009 03:04:02 AM
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PRÓLOGO
Declarar meu imposto de renda, referente ao ano passado, foi uma das maiores novelas da minha vida. Perdi quase toda a tarde de ontem fazendo cálculos, analisando extratos e comprovantes e ligando para o Unibanco e o 146 - telefone da Receita Federal.
Até 2005 eu era isenta, uma maravilha, nada de complicações! No ano seguinte, simplesmente esqueci de declarar o IR de 2006 (e, pior, descobri isso pouco antes de ir pra Toronto, ou seja, além de ter de regularizar minha situação às pressas, a função resultou em uma multa de quase 200 reais). Já nas contas de 2007, contei com a ajuda de um amigo que trabalhava com finanças.
ESCOLHI JORNALISMO
Porque amo letras, não números!
Tudo isso pra explicar que, até então, declaração de imposto de renda nunca tinha me dado dor de cabeça.
Foi assim que, abastecida de muita autoconfiança, deixei pra declarar cinco dias antes de encerrar o prazo. Sempre com o pensamento: - não pode ser tão complicado assim! Mas o que não me dei conta é que, com quase um quarto de século de vida, declarar apenas o rendimento tributável anual, o décimo terceiro salário e o imposto retido na fonte se tornou uma utopia.
Despesas médicas, contribuição previdenciária, bens e direitos, crédito educativo, ônus e dívidas, fundos de capitalização, pagamentos efetuados, poupanças e letras hipotecárias: era assunto pra preencher que não acabava mais. Haja paciência!
Ainda bem que no fim deu tudo certo...
Quer dizer, espero.
P.S.: a última vez que solicitei de brincadeira um direito aqui no blog, ele se tornou realidade (quando escrevi que todo cidadão devia ter uma renda destinada à cultura). Vamos ver se também funciona desta vez: toda pessoa deve ter direito a um contador particular gratuito - leia-se: pago pelo Governo. E tenho dito.
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4/26/2009 12:18:44 AM
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Abril 25, 2009
E quando você se torna alguém que sempre repudiou?
Meu ano começou com a bonança antes da tempestade, fato. Voltar de Toronto com muitas experiências, infinitas cobranças e pouco dinheiro no bolso foi bastante confuso pra mim. A geminiana decidida se transformou sem nem perceber. Poderia citar diversos defeitos que acredito terem se aflorarado por aqui, mas tem um que traduz tudo o que quero dizer: chata.
Tornei-me a pior companhia. Pra mim. Pros outros.
(ninguém me disse isso, mas devem ter pensado)
Eis que, dia desses, uma conversa com uma amiga especial (leia-se: minha avó) fez a ficha cair. No telefone, eu estava exultante e, assim como de costume, minha voz transparecia uma alegria sem motivo.
- Como estão as coisas?
- Maravilhosas!!!!!
- Que bom ouvir isso depois de tanto tempo...
Depois de tanto tempo? Como assim? Quer dizer que ando reclamando demais?
A consideração dela foi simples, mas, pra mim, teve um significado enorme. A chacoalhada na alma me fez perceber o quanto eu estava diferente.
Pode ter sido o calor (verão me deixa menos animada), a tristeza de não ter podido ficar mais no Canadá, a falta de viagens frequentes no trabalho (a rotina me desgasta mais que a inconstância), a saudade da família, a realidade de ter que pagar inúmeras contas e compras (em dólar, em real, em cascalho)... na verdade, não sei exatamente.
Só sei que não admito ser assim.
E aí, como num passe de mágica, voltei a enxergar meus dias com os olhos do coração. Porque às vezes só o que a gente precisa é da sinceridade alheia pra se dar conta de certas coisas.
Parafraseando Jeanette Waller, tudo na vida é uma benção e uma maldição: cabe a nós decidir onde manter o foco. E eu, repito, recuso-me a ser como as pessoas que sinto pena. Que vivem encontrando desculpas pra uma grosseria, uma carência, um vitimismo, uma dor, um cansaço.
Já parou pra pensar? As pessoas fortes são bem humoradas também na adversidade. Enquanto as fracas, mesmo na abundância, de tudo reclamam.
Após o tropeço, continuo acreditando que inclusive os períodos incertos ou tediosos têm sua importância. Desta vez, muitas lições. A principal delas é também a mais óbvia: sou humana, afinal de contas. Cheia de fraquezas, é verdade, mas com muito mais força pra decidir de que forma quero viver. Olhar pra trás um dia e constatar que consegui receber com equilíbrio e serenidade cada tempo ruim. Tempo bom sempre, como nos comerciais de margarina, nem quero e nem preciso. Qual a graça, a propósito? Quero mais é que venham dúvidas e problemas para que eu nunca pare de progredir.
Porque ser feliz é uma questão de decisão e vontade.
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4/25/2009 01:33:28 AM
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Abril 22, 2009
SÓ PRA CONSTAR
Almoçar entre amigas é sempre muito bom. Atrapalha-me um pouco, confesso - já que não paro de falar um minuto - mas tudo bem. No almoço de hoje, dois assuntos nos renderam boas risadas:
- Ontem voltei a correr (eu estava apenas caminhando). Hoje, mal consigo cruzar as pernas. E subir escadas se tornou uma árdua - e quase impossível - tarefa. Embora eu tente ir na contramão desta realidade, meu corpo tem tendência ao sedentarismo. Fato.
- A primeira vez que andei de ônibus em Porto Alegre. Em Pelotas eu não tinha esse costume e, graças à isso, paguei um considerável mico aqui na capital. Estava na parada e quando vi um ônibus se aproximar (que não era o que eu ia subir) comecei a fazer sinal de negativo para o motorista. Quanto mais ele freava, mais nervosa eu ficava e mais movimentava os braços fazendo sinal de negativo. Simplesmente não cogitei a possibilidade de haverem pessoas dentro do transporte querendo descer naquela parada. Só queria que o motorista entendesse que EU não precisava daquele ônibus e ele podia seguir em frente. Ridículo, eu sei.
posted by Dornelles, L. |
4/22/2009 03:28:19 PM
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Abril 16, 2009
INSOMNIA
Hoje, como diz a gurizada, fui pro aeroporto "de virada". Festa, farra, bebida, nada disso. Nem tenho mais idade pra essas coisas, aliás (quem vê pensa: falou a velhinha de pantufa fazendo tricô na frente da televisão!). Simplesmente essa minha mania de fazer tudo ao mesmo tempo e de, diga-se de passagem, sentir-me extremamente produtiva depois que sai o sol. É incrível como as melhores idéias e os melhores textos sempre ocorrem na hora mais escura - e mais criativa - do dia. Editei vídeos, escrevi coisas, arrumei a mala, tomei várias xícaras de chá, assisti um filmaço e, como num passe de mágica, já eram 6h da manhã. Nem preciso dizer que depois parecia uma bêbada de tanto sono, né? Quase caí duas vezes, meio tonta, mas sobrevivi. Trouxe minha máscara de olhos e aproveitei pra dormir sempre que podia (leia-se, na aeronave e no carro).
Bom, o trabalho começa só amanhã de manhã, então hoje passei o dia na cama do hotel.
E é aí que entra a segunda parte do que vou contar...
AS ANGÉLICAS
Pensem em crianças brincando numa pracinha. Correndo, dando gargalhadas e fazendo os mais diversos barulhos. Pois é, assim são as "Angélicas" da vez: um monte de camareira enlouquecida! Não consigo explicar de outra forma. Além de nos acordar com risos e conversas altas no corredor, simplesmente abriram nossa porta, enquanto dormíamos! Levamos um baita susto. E, como se não bastasse, nos trancaram no quarto.
Ok, foi só abrir, vocês devem ter pensado. Que nada! Um "Angélico" meio sem noção levou a chave do nosso quarto pra - pasmem! - a casa dele. Não é grave? Poderia ter sido: morreríamos carbonizadas se acontecesse algum incêdio, já que as janelas são todas gradeadas.
Agora estamos com a chave reserva e tudo está nos trinques. Pelo menos até amanhã...
posted by Dornelles, L. |
4/16/2009 10:32:34 PM
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Abril 15, 2009
SURPRESINHA
"Acostumada a viajar o País inteiro cobrindo os principais leilões de alta genética para o Canal Rural, a jornalista Lucieli Dornelles dificilmente passa incógnita. Loura, articulada e extremamente simpática, a gaúcha demonstrou a habitual desenvoltura à frente das câmeras na 49ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina. Os domínios pés-vermelhos, aliás, foram, em 2008, um divisor de águas na carreira de Lucieli, que pela primeira vez participou de uma transmissão completa de uma feira agropecuária. "
Saiu na coluna social do principal jornal de Londrina. Pra mim, uma imensa - e muito bem vinda - surpresa! Obrigada a todos os paranaenses que sempre me acolhem tão bem e obrigada, claro, a colega que escreveu a nota!
Daqui a pouco sigo pra mais uma jornada, desta vez, no meu estado do coração: São Paulo!
Beijo, beijo!
P.S.: na foto, entrevista com o Deputado Federal Abelardo Lupion e o Ministro da Agricultura Reinhold Stephanes - sobre o projeto que libera a importação de genética da Índia.
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4/15/2009 11:05:50 PM
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Abril 14, 2009
AMBIGUIDADE
Conversa ouvida durante julgamento de bovinos da raça Nelore:
- O fulano perguntou "é macho?", mas ele entendeu "é mocho?"
- Como assim? Ele tem um baita chifre...
- O cara ou o boi?
- O boi. E o cara também.
P.S.: são chamados de mocho os animais sem guampas.
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4/14/2009 01:55:03 PM
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Abril 13, 2009
Nada como começar este post parafraseando o Papas da Língua:
NÚMEROS, NÚMEROS, NÚMEROS
O que é, o que são, o que dizem sobre você?
10 transmissões ao vivo
50 entrevistas (aproximadamente)
2 matérias
5 stand-up's
Esses são meus número em Londrina, profissionalmente falando.
2 botas
2 chinelos
3 sandálias
4 scarpins
5 calças jean's
5 bolsas
2 malas
Esses são meus números em Londrina, pessoalmente falando.
Consumista? Exagerada?
Também.
Mas, neste caso, os números dizem algo que, pra mim, está bem claro: ainda não aprendi a fazer malas! Mesmo depois de dois anos viajando quase todo mês. O que acontece é que vou jogando tudo pra dentro e quando percebo (leia-se, quando chego no destino) já levei coisas demais.
A prova:
Ainda comentei com a minha colega de quarto (vulgo Ellen):
- Putz... acho que trouxe uns 7 sapatos...
Mas, quando fui contar, eram 11!!!
A propósito, usei todos.
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4/13/2009 10:50:41 PM
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Abril 12, 2009
Por trás de um grande homem...
Sempre tem uma grande - e experiente - mulher!
Esta é a Dona Mildred Santos Galvão Bueno : a mulher por detrás de uma das personalidades mais conhecidas do país.
No alto de seus 80 anos, a senhora vaidosa, inteligente, bonita e extremamente lúcida, organiza cada detalhe dos eventos promovidos pelo filho.
Na última sexta-feira, Galvão Bueno organizou uma noite de remates que reuniu os mais importantes e premiados criadores de Angus do Brasil. E, mais uma vez, contou com a ajuda daquela que, desde sempre, é seu braço direito e esquerdo.
A mulher de nome inspirado em uma famosa atriz inglesa (do início do século passado), nao deixou a desejar: caprichou na decoração da festa - assinada por Sérgio Figueiredo.
"Trouxe minha casa pra este leilão: os móveis, anjos, candelabros, jarros, tapetes persas, cadeiras... tudo! ", contou.
Além da beleza das peças, o que mais chamou a atenção dos presentes é que cada canto do hall de entrada do Recinto José Garcia Molina, em Londrina (PR) foi organizado com inspiração na Sexta-feira Santa.
Idéia, claro, da dona Mildred!
Dona Mildred contou que o filho é muito exigente!
"Tudo que o Galvão me pede eu faço. Já conheço o gosto dele, sei como quer e como gosta das coisas, assim fica mais fácil. "
Fácil, mas nem tanto. A matriarca reconhece que ser a base da família requer muita disposição.
"É uma grande responsabilidade, mas tudo o que faço é com prazer! "
Inclusive, em plena Sexta-feira Santa, aguardar a equipe que iria desmanchar a decoração do remate (às duas e meia da manhã).
"Hoje não durmo antes das quatro, cinco da madrugada. ", confessou.
É... haja disposição!!!
Dona Mildred, parabéns por esbanjar tanta alegria, saúde, força e simpatia! Espero, de coração, reencontrá-la muitas outras vezes por este país afora.. .
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4/12/2009 03:59:40 PM
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Abril 11, 2009
VIDA DE JORNALISTA
Prólogo
Durante a Expolondrina, além das transmissões ao vivo, eu gravava entrevistas curtinhas (stand-up's) para ir ao ar na programação diária do Canal Rural. Eis que quarta-feira passada um erro de, digamos... grafia, causou um pequeno mal entendido na equipe: é que a grande maioria das pautas eram produzidas pela Ellen e, sendo assim, tudo o que ela marcava com os entrevistados escrevia num bloco de anotações. Sem confirmar os dados com ela, copiei as informações no meu bloco - nome e telefone de quem eu ia entrevistar - e segui rumo ao trabalho.
O MAL ENTENDIDO
As primeiras palavras que troquei com o entrevistado
- Antônio, te importas se eu te anunciar apenas como Antônio Neto? É que teu nome do meio é meio difícil de pronunciar, né?
- Francisco Chaves, difícil? - perguntou.
???
- Ih, a produtora entendeu errado - justifiquei-me.
O PORQUÊ DO MAL ENTENDIDO
O que aconteceu foi que a Ellen abreviou a palavra Francisco e escreveu FSCO CHAVES.
Mas eu, simplesmente, li ESCOCHAUS .
...
Cá entre nós, não parece Escochaus?
É claro que achei estranho, mas, sabe lá... podia ser um sobrenome turco, russo, ou algo diferente do tipo. Sendo assim, antes da entrevista, copiei tal qual entendi:
O fato é que esse Escochaus rendeu muito assunto e boas risadas durante a viagem!
Vida de jornalista...
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4/11/2009 08:58:03 PM
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Abril 10, 2009
OLHA O QUE A ANGÉLICA FEZ!
Ela guarda nossas coisas na gaveta, guarda nossos sapatos em baixo da cama, nos acorda cedo demais, acende a luz do quarto quando estamos recém acordando e toma diversas atitudes sem nem nos perguntar.
Leva nossos talheres, decide que a pia e a saboneteira não precisam ser lavadas, troca nossa toalha mesmo quando dependuramos para contribuir com o meio ambiente e troca nossa roupa de lugar sem aviso prévio.
A Angélica é assim, super decidida!
“Meu nome é Angélica, sou a responsável pela arrumação do seu apartamento. Por favor, ligue para Service *1 para quaisquer solicitações" .
A frase, estampada num cartão ao lado da cama, chamou nossa atenção logo que chegamos. Quem será a mulher que todos os dias vai invadir nossa privacidade, ver nossas calcinhas secando no banheiro e saber o quão bangunceiras ou organizadas podemos ser?
Lavanderia! (três batidas na porta).
Lavanderia! (três batidas na porta).
Lavanderia! (três batidas na porta).
Quem é essa mulher que, dia após dia, nos acorda assim sem nem se preocupar com o sono alheio?
Quem é essa mulher que, ao ser perguntada para onde tinha levado os copos do nosso quarto, respondeu (sem mover sequer um músculo):
- Eu não entendo.
?????
Ela não entende português?
Essa foi a primeira vez que ouvimos sua voz. Ao longo dos dias, nos retribuiu com uma cara estranha. Hoje, nos dá até bom dia. Mas continua trocando nossas coisas de lugar, nos acordando cedo, escondendo nossos sapatos, trocando nossas toalhas e blá blá blá.
O título deste post?
É o que sempre falamos ao voltar pro hotel!
Essa Angélica...
P.S.: consegui tirar esta foto da famosa Angelica ontem de tarde, minutos depois de ela - erroneamente (leia-se, sem perguntar se podia, como sempre!) - colocar no lixo umas sacolas da Ellen. Precisei esconder o rosto no travesseiro pra que ela não percebesse meu acesso de riso! Angélica nos divertiu muito nesses dez dias em Londrina.
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4/10/2009 12:39:22 PM
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Abril 8, 2009
RIO GRANDE DO SUL X PARANÁ
Eu na confeitaria:
- Esse doce é de branquinho e negrinho?
- Não, é de brigadeiro branco e brigadeiro preto.
Ellen na loja de roupas:
- Isso aqui é tipo uma manta?
- Nao, é tipo um cachecol.
Ah, tá. E qual a diferença mesmo?
O fato de estarmos tão perto - aliás, na mesma região! - às vezes nos faz esquecer que as diferenças entre gaúchos e paranaenses também são enormes. Costumes, vestimentas, culinária, temperatura (aqui o calor terrível perdura nesta época) e, principalmente, expressões e sotaque.
Diversidades à parte, adoramos tudo por aqui!
P.S.: como diz o pessoal do campo, tenho trabalhado praticamente "de sol a sol", por isso nao tenho como ficar na internet muito tempo... mas sabado ja' estou de volta! Beijos!
P.P.S.: depois que escrevi o post aconteceu mais uma...
Agora há pouco, no restaurante:
- Me consegue um pedaço de salsichão?
- Nao é salsichão, é linguica.
Eles chamam de linguica o que os gaúchos chamam de salsichão. E vice-versa.
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4/8/2009 12:58:41 PM
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Março 31, 2009
DUAS SEMANAS NO PARANÁ
Amanhã de manhã eu e Ellen estaremos dentro de uma aeronave rumo à cidade paranaense de Londrina, há 369 quilômetros da capital Curitiba. No final da semana também estarão por lá outras dezenas de colegas do Canal Rural e do Grupo RBS. É que vai ter início a 49ª Exposição Agropecuária e Industrial do Paraná.
Falar da Expolondrina faz-me lembrar importantes momentos, profissionalmente falando. No ano passado eu também participei da cobertura da feira: nunca tinha feito uma transmissão completa de exposição, logo, nunca tinha ficado tantas horas seguidas no ar. E adorei o desafio! Arrisco-me a dizer que minha profissão de repórter teve, como divisor de águas, o trabalho que desenvolvi naqueles dias. Uma tarefa longa e cansativa, confesso, mas extremamente gratificante. Até porque, nada consegue ser mais agradável do que a sensação de missão cumprida.
A correria diária não permitiu que eu conhecesse, de fato, a nossa Londres brasileira – só pelos vidros do carro, diga-se, durante o trajeto hotel - Parque Governador Nei Braga - mas foi o suficiente para admirar os esforços dessa gente que com empenho e dedicação transformou a Expolondrina em um dos mais importantes “termômetros” da nossa pecuária. Não só por anteceder a impecável Expozebu e mostrar a resposta do mercado à genética produzida no país, mas por destacar a eficiência e qualidade do que acontece na região Sul.
Um ano depois, começo a pesquisar o que mudou, o que melhorou, enfim, o que nos espera de novidades na feira que, ressalto, hoje é uma das principais (em tamanho e volume de negócios) vitrines populares do agronegócio nacional.
Descubro que o rebanho paranaense aumentou e leio estimativas do presidente da Sociedade Rural do Paraná, Alexandre Kireff, sobre o aumento de emprego e renda - graças ao valor mais alto das commodities. Fico contente! Até orgulhosa por, mesmo que de forma indireta, fazer parte dessa festa! Muito bom concluir que apesar da crise mundial (que inevitavelmente vem acompanhada de economia e precaução), as perspectivas ainda são as melhores.
Só pra vocês terem uma idéia, em 2009, os remates têm início um dia antes da abertura da feira, tamanha a procura de espaço para pregões. Sem contar que a meta geral é crescer 4%! Ficarei na torcida: assistindo bem de perto as condecorações de uma vitória construída com organização, capricho e vontade de vencer...
P.S.: volto na Páscoa!!!
P.P.S.: tentarei das notícias de lá.
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3/31/2009 07:01:45 PM
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Março 30, 2009
TRÊS LETRINHAS
Não acredito que esteja falando de TPM neste blog. Justo eu que durante toda a vida orgulhei-me ao contar pra Deus e o mundo que não tinha TPM. Sério. Eu nunca soube o que é, mensalmente, ser acometida por estresse, mau humor, choramingos, emoções à flor da pele e todas as intempéries do tipo.
Aliás, quando alguém justificava algo colocando a culpa na maldita, eu pensava baixinho:
- Que TPM o que, isso é pura manha!
Eis que hoje, depois de muita chatice, indagações, mal estar e até uma briga com um amigo - por uma injustificável falta de tolerância da minha parte, diga-se - alguém me dá o veredicto:
- Bah, mas que TPM, hein?
Penso. Reflito. E percebo que faz sentido, cronologicamente falando. Recolho-me a minha insignificância.
(mas não garanto que, no final das contas, não seja só manha mesmo...)
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3/30/2009 10:52:06 PM
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Março 28, 2009
AH, OS CAVALOS...
Quem estava sintonizado no Canal Rural ontem à tarde pôde conferir a transmissão de um remate que é a nova aposta da APPS (Agência Paulista de Puro Sangue). O Top Classic de Reprodução colocou em pista mais de cem exemplares nacionais e importados de primeira qualidade.
O pregão, promovido pelos Haras Anderson, Mondesir e Old Friends, reuniu importantes criadores do país em Bagé (RS) e faturou 1, 353 milhão. Foram cinco horas ao vivo e um show de beleza e genética da raça considerada uma das mais velozes do planeta. Atualmente o PSI constitui uma base sólida de criações e corridas nos quatro cantos do mundo, mas também é um excelente cavalo de sela para passeio e uma raça melhoradora: aperfeiçoando animais fisicamente inferiores ao agregar velocidade, músculos e agilidade, o PSI tem um papel fundamental na formação das principais raças modernas de cavalos para esporte.
Bom, eu poderia escrever aqui muitas e muitas linhas que pudessem resumir as qualidades do Puro Sangue Inglês e o que representa hoje para o mercado equestre brasileiro, mas meu objetivo neste post é escrever de uma forma generalizada... contar sobre a minha relação com eles que, pra mim, são os melhores amigos do homem: os cavalos.
Por ter nascido no Rio Grande do Sul sempre tive mais contato (e uma paixão que dispensa comentários) com os Crioulos, mas a verdade é que não há nenhuma raça que não me traga encantamento ou não me faça lembrar de onde vim.
SENTA QUE LÁ VEM HISTÓRIA
Meu amor por cavalos começou muito cedo. Aos três anos, ganhei de aniversário nada menos que um pônei tubiano. O bichano, lindo, e - até então! - calmo e manso trouxe-me felicidade por pouco tempo: foi com ele que levei o primeiro tombo da minha vida (aos quatro anos). Assustada, depois de segurar nos arreios durante vários minutos enquanto o pônei, furioso e agitado, empinava e relinchava, decidi nunca mais chegar perto de um equino. Em vão. A infância no campo só me fez amá-los ainda mais. Confesso que passei algum tempo medrosa, andando a cavalo somente com meu avô, mas aos nove anos o sangue falou mais alto, tomei coragem e voltei a montar sozinha.
Mais de quinze anos se passaram e a certeza é a mesma: não há sensação que se compare ao vento no rosto na hora de um galope. Ou trotear pelo campo, lado a lado com pessoas que a gente gosta, com o sol torrando no rosto.
A vida corrida da capital, as obrigações do dia-a-dia e a distância "lá de fora" (é esse o termo que os gaúchos usam para se referir à estância, sítio...) parecem me afastar, a cada ano, de uma das coisas que mais me trazem prazer. Mas aí vem o Canal Rural e, como sempre, aproxima-me dessas que, sem dúvida, são algumas das minhas melhores lembranças. Não tem preço...
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3/28/2009 10:53:51 PM
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Março 26, 2009
ASTERISCOS ALEATÓRIOS
* Daqui a pouco viajo para o sudoeste do Rio Grande do Sul. A cidade, Bagé, nunca foi das minhas preferidas, mas tornou-se especial desde que a Luci passou a morar lá. Porque não há nada melhor do que unir o útil ao agradável: passarei três dias trabalhando na campanha gaúcha e hospedada na casa dela.
* Duas semanas atrás Toronto fez 175 anos! E hoje Porto Alegre comemora 237 anos.
* Esse calorão da capital rio-grandense já deu o que tinha que dar, né? Quero outono com cara de outono!
* Quarta-feira que vem estou indo passar duas semanas em Londrina, no Paraná. Partindo do princípio que algumas das minhas melhores lembranças/experiências - profissionalmente falando - aconteceram lá (ano passado), estou bem contente com esse destino.
* Já contei que passei meu primeiro dia em Toronto com o dedo indicador da mão direita sangrando quase sem parar? É que os dois gatos e a cadela do Larry me adoraram à primeira vista, mas, em compensação, o cachorrinho irritado de uma vizinha... me odiou. Fiquei uns três dias com o dedo inchado e latejando. Super agradável!
* 2009 começou maravilhosamente bem e agora dá sinais de chatice extrema. Tenho a nítida impressão de que anos ímpares, além de marcarem muitas mudanças na minha vida, sempre servem como balizadores da minha força e paciência. Confesso que nem uma, nem outra, têm me acompanhado tanto quanto eu gostaria, mas hei de virar o jogo.
* Preciso arrancar os quatro cisos, urgente. Já consultei, já recebi a lista com uma bagatela de remédios e agora falta-me tempo. Se tudo der certo as cirurgias acontecerão na segunda quinzena de abril. Vou tirar dois por vez, o que me irrita profundamente. Queria ser internada, tomar uma anestesia geral, ter os quatro dentes arrancados de uma vez, acordar no dia seguinte e ir trabalhar. Por que não dá pra ser "simples" assim?
* Meu aniversário de 25 anos é daqui a dois meses e só pra não perder o costume começo a lembrá-los, desde já, que livros sempre são um bom (ótimo) presente! Roupas, bolsas, sapatos, óculos, brincos, garrafinhas de whisky em miniatura, filmes, ingressos pra cinema e maquiagens também.
[clique na imagem para ampliá-la]
That's all folks!
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3/26/2009 12:56:00 AM
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Março 23, 2009
DO OIAPOQUE AO CHUÍ
ou de Brasil a Toronto...
O voo Porto Alegre/São Paulo atrasou horrores. Mas se tem uma coisa que não me abala nesta vida é problema de aeroporto. Depois de todos os perrengues que passei na época do acidente da TAM e do caos aéreo, tudo é lucro. Sentei-me no chão, fiz algumas ligações de "tchau", ouvi música e, pacienciosa, aguardei o embarque.
Em Guarulhos, mal tive tempo de experimentar todos os óculos da Chilli Beans: é que o atraso anterior me fez ficar numa fila imensa da Air Canadá. Ok, nada me abalaria.
Quer dizer, confesso que, embora super acostumada com burocracias aéreas, fiquei toda perdida com as chatices do vôo internacional. E olha que, nesta hora, não tinha nem desembarcado no Canadá. Tive que registrar a minha máquina fotográfica (só acima de 7.2 mega pixels) na receita federal e me confundi toda para preencher um simples formulário. Mas tudo bem, fiz uma cara séria, adotei meu mais seguro e decidido semblante e quem me olhava pelos balcões devia imaginar que eu sabia tudo o que estava fazendo.
SORTE DE PRINCIPIANTE
Torci, desde sempre, pra não sentar ao lado de nenhum brasileiro no voo São Paulo/Toronto. Nada contra (pelo contrário, tudo a favor), mas é que já queria ir treinando o inglês.
Bom, o fato é que, a não ser com um ou outro comissário de bordo, não pude exercitar nem meu inglês, nem meu português, nem qualquer outro idioma... exercitei minha capacidade de fazer mímicas!!!
Mais uma da série, coisas que só acontecem comigo: é que sentou-se ao meu lado um casal de senhores japoneses que não entendia absolutamente nada do que acontecia a sua volta. Mas, da nossa maneira, nos entendemos.
Acho que gostaram de mim porque fiz vários vídeos que me pediram (do céu, do avião, dos dois...) e porque eu era a única que tinha paciência com elesl. Solicitaram minha ajuda em várias situações, nem sempre entendia com clareza, mas sorria, fazia mímicas e tudo dava certo. No final das contas virei uma espécie de tradutora oficial... na hora de preencher formulários, pedir comida, bebida e essas coisas todas que acontecem em quase 12 horas de voo.
E POR FALAR EM COMIDA
Algumas das coisas que ouvi falar a respeito da culinária canadense já começaram a se confirmar dentro da aeronave. Sabe o que me serviram de café da manhã? Batata frita!
Além de ter o aspecto diferente (cortada em pequenos cubinhos), é menos apetitosa que a que estamos acostumados no Brasil. Veio acompanhada de singelos pedaços de tomate, talvez pra balancear a fritura logo de manhã.
Ah, e como vocês devem ter notado, o super mega omelete também não era das coisas mais saudáveis do mundo.
Esse potinho de leite semi-desnatado veio junto e é bem comum no Canadá, pra colocar no café e tal. Mas como adoro leite puro - e odeio café - tomei direto... e fiquei na vontade. Queria mais uns quinze potinhos desses!
CALOROSA RECEPÇÃO
Faltando poucas horas pra chegar em Toronto o comandante avisou: a temperatura da manhã será 24 graus negativos. Isso que eu chamo de calorosa recepção.
* ninguém deve me aguentar mais falando de Toronto, mas tenho uma má notícia: esse post continua...
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3/23/2009 09:56:08 PM
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Março 22, 2009
SÓ RISOS
Estrelando: Ellen, eu.
Não conseguiu assistir pelo blog? Clica aqui .
Embora a felicidade exista também para outros animais, apenas nós, seres humanos, usamos o riso para expressá-la. E, a cada risada, movimentamos quinze músculos faciais.
Convenhamos que esse parágrafo ficou meio piegas, mas acabei de ouvir isso na televisão e achei que casaria bem com o vídeo de hoje: porque rir é uma das coisas que mais faço na vida.
P.S.: só pra variar esse vídeo não foi gravado em Toronto - mas já vou avisando que ainda tenho vários de lá pra postar.
P.P.S.: acho que formiga não morde, né? Formiga pica. Acho. Procurei rapidamente no Google (Google é meu pastor e nada me faltará), mas não encontrei nada muito esclarecedor.
P.P.P.S.: a última cena do vídeo foi gravada no aeroporto de Curitiba. Nós ficamos presa na sala de desembarque depois de poucos minutos (sério, pouquíssimos) retocando a maquiagem no banheiro. Quando saímos a esteira já estava parada, restando apenas nossas duas malas sob ela. Como vocês puderam assistir, a Ellen estava parada na porta automática tentando - em vão - fazer com que o sensor a abrisse.
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3/22/2009 10:48:29 PM
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Março 21, 2009
YOU'LL DIE
Ou coisas que só acontecem comigo...
Toronto. Janeiro de 2009. Já era noite quando resolvi dar uma volta sozinha. Caminhando por um shopping percebo que uma senhora olha pra mim com o semblante alterado. Dou um sorriso tímido, esperando a gentileza corriqueira dos nativos... mas qual não é minha surpresa quando ela começa a gritar desesperadamente pra mim:
- YOU'LL DIE! YOU'LL DIE!
Você vai morrer! Você vai morrer!
Espantada, meio sem reação, respondo de pronto:
- What? I don't know, I don't understand you!
O quê? Eu não sei, eu não entendo você!
A resposta, aos berros, foi intimidadora:
- YOU KNOW, YOU KNOW!
Você sabe, você sabe!
Nem preciso dizer que virei o centro das atenções no shopping, né? Intrigada com o fato, acabei voltando ao local e - mais calma, sem me reconhecer - lá estava a velha louca lendo um jornal. Foi quando consegui tirar a foto que abre este post.
Bom, que eu vou morrer não é nenhuma novidade. Só me arrependo de não ter perguntado pra ela quando...
P.S.: é lógico que não contei essa história quando estava em Toronto para não deixar minha família inutilmente preocupada.
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3/21/2009 10:39:31 PM
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Março 20, 2009
SIMPLESMENTE, ENILDA
Eu sentava no encosto da poltrona e lá esquecia do tempo. Pegava a escova, penteava aquele cabelo de diversas maneiras e fazia os penteados mais estranhos do planeta: repletos de chuquinhas e arrepiados com presilhas coloridas. Quando terminava o que apenas eu julgava ser uma obra de arte, sorria feliz com o resultado.
Minha avó era a única que não se importava de ser cobaia nas minhas experiências como cabelereira. E aquilo era o máximo pra mim.
Hoje, ela é o máximo pra mim!
Meu exemplo de mulher, mãe, esposa e cidadã. Não há quem me conheça e nunca tenha ouvido eu contar alguma história da minha vozinha - como a chamo carinhosamente.
A casa que ela morou durante muitos anos serve de cenário para algumas das minhas mais perfeitas lembranças. Lá eu passei quase todos os meus finais de semana na infância. Ganhei muito amor, provei as melhores comidas, dei muitas risadas e fui extremamente feliz.
As cortinas antigas na esquina da famosa Barroso eram ideais pra fazer barracas e cabanas. As grades das janelas, um ótimo lugar pra escalar. O pátio, grande e cheio de plantas, apropriadíssimo pra jogar bola, pular elástico, montar a piscina de plástico e viver num mundo imaginário e completo.
Os anos se passaram, eu cresci, e aquela mulher que sempre esteve ao meu lado, esbanjando amor e carinho, quem diria, tornou-se uma das minhas melhores amigas . Sei que isso pode parecer inusitado ou incomum, mas é a mais pura verdade: eu conto tudo pra minha avó! De trabalho à amores.
Temos nossas (poucas) diferenças, mas em geral, somos muito parecidas. Adoro quando conversamos e constatamos mais e mais afinidades...
Construiu, ao lado do meu avô, uma verdadeira família. Ficou décadas ao lado dele, apoiando-o e cuidando dos filhos tal qual uma leoa. Lembro que, quando criança, eu dizia aos quatro ventos que meu objetivo era levar uma vida como a dela: cultivar um casamento desses que duram pra sempre, ter três filhos, almoços de domingo com a mesa cheia, festas animadas de fim de ano e todas essas coisas típicas de grandes famílias.
É minha eterna heroína! A pessoa que tenho como espelho, a generosidade em carne e osso.
Cresci vendo-a organizar ranchos e doações: no natal, dia das mães, dia das crianças, páscoa, enfim. Ela já foi pobre e não se envergonha disso, pelo contrário. Sabe que as dificuldades existem e nunca hesitou em ajudar quem precisa. Ao longo da vida, teve diversos filhos e filhas de criação. Sabe que há problemas muito maiores e não perde tempo reclamando por coisa pouca. É forte como uma rocha! Independente! E extremamente lúcida no alto de seus 78 anos.
Tem como não sentir o maior orgulho ?
Hoje em dia costumo brincar chamando-a de Santa Paciência. Numa idade em que, normalmente, as pessoas não querem mais incomodação, ela se levanta de onde estiver e ainda faz questão de resolver os problemas alheios. Se vocês soubessem tudo o que ela tem de aguentar e ouvir... coisas que não merece, claro! Mas nunca a vi se fazendo de coitadinha e isso, pra mim, é uma das características mais admiráveis.
Paciente, forte, sensata, leal, direta, incisiva, honesta. Me dá grandes conselhos! Em quase oito décadas plantou à sua volta apenas coisas boas. Considero-a uma sortuda por ter tantos amigos e familiares que a estimam, mas, aqui entre nós, sou muito mais sortuda: tenho-a na minha vida.
Vejo por aí tantas vovós fraquinhas, sem ouvir ou enxergar direito, sem entender os assuntos, com o cabelo branco, esperando que os outros lhe façam favores, quase que entregues, apenas vendo a vida passar, que não tenho como não sentir ainda mais orgulho da minha avó! Ela precisa de óculos quase nunca, ouve tudo sempre, entende tudo sempre e, como se não bastasse a inteligência, força e lucidez... continua tão bonita!!!
Minha querida, eu poderia escrever outras dezenas de linhas e, mesmo assim, não conseguiria explicar o quão importante és na minha vida. O quão sou grata por tudo, em todo os sentidos, que já fizeste por mim. O quanto eu, Luci e Adrick somos privilegiados por termos nascido seus netos. O quanto é essencial, todos os dias , ouvir a sua voz. O quanto fico tranquila e serena quando a senhora diz aquela sua frase de lei: - calma, isso não é o fim do mundo!
Encho a boca pra dizer que a conheço como ninguém, afinal, sei quando não estás bem só pelo timbre de voz ao telefone. E finjo que acredito se a senhora me diz que está tudo ótimo!!! Mais um ponto que temos em comum. Mais um de tantos! Porque dentre outras qualidades que lhe sobram e me faltam, ainda espero alcançar a tal da paciência.
Um dia eu chego lá: se Deus quiser, aos 78 anos de idade, com muita história pra contar e cheia de netinhos que também se orgulhem de mim.
TE AMO, TE ADORO.
FELIZ ANIVERSÁRIO!!!
posted by Dornelles, L. |
3/20/2009 12:02:58 AM
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Março 18, 2009
PRA NÃO PERDER O COSTUME
Sonho de Valsa? Ou de consumo?
Desde que a versão ovo foi lançada, Páscoa pra mim é sinônimo de Sonho de Valsa (se você me conhece ou é leitor(a) assíduo deste blog, já está cansado de saber disso).
E olha que nem sou fã número um do bombom: é o ovo que me deixa com água na boca. Todo ano - quando chega esta época - prometo pra mim mesma que farei um estoque pro ano inteiro, mas fortes razões (tipo gordura ou grana), acabam fazendo com que eu mude de ideia. Provavelmente não vai ser em 2009 que essa história vai vingar, mas já decidi que vou comer sem peso na consciência, sim.
A maioria esmagadora das pessoas que conheço (até quem não é muito de doce) acaba se rendendo a esse. Se vocês ainda não experimentaram, vão entender porquê assim que provarem a casca interna do chocolate. É dos Deuses, sério. E a Lacta não está me pagando absolutamente nada pela propaganda...
Mas e aí, já compraram o meu ovo Sonho de Valsa?
P.S.: a versão trufa dele não me interessa, mas os ovos tradicionais - branco ou preto - sim.
P.P.S.: não pensem que menosprezarei os demais chocolates que vocês quiserem me dar, pelo contrário!
P.P.P.S.: açúcar é, sempre foi e sempre será minha maior perdição, portanto nem tentem falar comigo de vida saudável durante a Páscoa.
P.P.P.P.S.: voltaremos com a programação normal depois do segundo domingo de abril.
posted by Dornelles, L. |
3/18/2009 04:54:19 PM
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Março 16, 2009
COISAS QUE ME FAZEM LEMBRAR TORONTO
Porque hoje faz um mês que voltei para o Brasil...
JAZZ. O Larry adora! É o toque do celular dele, o que ele ouvia volta e meia quando estava cozinhando e o que eles deixavam tocando no som quando saíam de casa - pra Kaelli, Sushi e Schimutzki (os animais).
A MÚSICA SHE, DE ELVIS COSTELLO. Cantávamos todas as manhãs antes das aulas de listening. James, o professor, dizia que para conquistar um "bom ouvido" (para entender inglês) é preciso também adquirir uma boa pronúncia.
GENTILEZA. Faço questão de sempre desejar "um bom trabalho" para as pessoas com as quais me deparo ao longo do dia: taxistas, motoristas de ônibus, porteiros, atendentes de loja, enfim. Mas convenhamos que, infelizmente, aqui no Brasil não é muito comum ouvirmos coisas como obrigada, com licença e desculpa de pessoas desconhecidas. Pois lá no Canadá, thank you, sorry e have a nice day (tenha um bom dia) são expressões corriqueiras.
BRÓCOLIS. A Gray ama brócolis! Quando descobrimos esse gosto em comum o Larry passou a fazer uma massa deliciosa com brócolis, frango e molho branco.
CHEIRO DE HIDRATANTE DE MORANGO. Como o frio extremo resseca demais a pele, depois do banho eu - literalmente - emplastava meu corpo e rosto com um hidratante de sundae super cheiroso (O Boticário). Agora, sempre que uso esse creme me vêm à memória o ritual pós-banho canadense.
CACHORRO-QUENTE (ainda com hífen, grrr). Minha teoria sobre esse lanche era a seguinte: pão, salsicha e molho além de extremamente sem graça, não combinam! Eu nunca comia, mas em Toronto mudei de ideia. E fiquei fã do cachorro-quente de um imigrante afegão que trabalhava perto do meu curso.
ATRAVESSAR A RUA. Lá em Toronto é só colocar o pé fora da calçada que os carros diminuem a velocidade e/ou param pra gente passar. Sabe aquilo que aprendemos nas aulas teóricas de autoescola? Que o pedestre tem sempre prioridade? É, eles levam isso muito a sério! Espero não esquecer que aqui é diferente e uma hora dessas ser atropelada...
AMERICAN IDOL. A Gray é viciada nesse programa! Sabia tudo, torcia, morria de dar risada. Até comecei a gostar também (lá os concorrentes são menos bregas que os do Ídolos do SBT, mas tem cada figura bizarra!!!). Quando chegava perto das 20h eu sabia que não podia dar um pio na sala: o programa já ia começar.
ESPANHOL. O Larry arranha um pouco de espanhol e sempre que eu pisava em ovos (perguntando se podia comer determinada coisa, abrir tal armário, pegar não sei o quê, chegar mais tarde em casa, etc.), ele dizia: - Mi casa, tu casa, Luciela!!!
Definitivo, como tudo o que é simples.
(Drummond)
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3/16/2009 11:38:27 PM
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Março 14, 2009
O QUE TEM NA TUA BOLSA?
Na verdade, a frase que ouço com frequência é: - mas tu carregas chumbo na tua bolsa? Quase. E acho que carrego pouco perto de tudo o que queria ou às vezes preciso.
Vi um post assim no blog da Fernanda (conheci a Fê em Toronto, ela também é gaúcha e chegou na casa do Larry dois dias antes de eu voltar para o Brasil) e adorei a ideia! Porque, aliás, muita gente tem curiosidade de saber o que nós, mulheres, carregamos pra todos os lados. Ah, só não coloquei foto da bolsa porque tenho várias e troco praticamente todo dia, conforme meu humor, o lugar onde vou e a roupa que estou vestindo.
Tudo. Esses são os itens básicos em um dia de trabalho ou viagem, mas claro que eu tiro muita coisa dependendo da minha programação, se vou andar bastante a pé ou não, se vou sair de noite, enfim...
Agenda Imaginarium. É redundante se eu disser que não vivo sem agenda. Tenho duas, mas esta é a que carrego comigo o tempo todo. Anoto todas as obrigações do trabalho, os horários pra fazer unhas, cabelo, ir ao médico e afins, coisas que preciso comprar, lista de supermercado, contas à pagar, carnês, livros ou filmes que me indicam, dias de folga, informações de vôos e dinheiro que gasto. Simplesmente indispensável.
Canetas. Várias, de diversas cores e tipos. Porque jornalista sem canetas na bolsa não pode.
Esmalte Risqué. Pra retocar as unhas, quando preciso. Semana passada descobri o esmalte da foto (Vitral) e me apaixonei. Na foto que postei hoje no meu Fotolog dá pra ter uma noção de como fica a cor - segundo a Alice, parece gelatina de cereja.
Notebook Acer Aspire One. Notebook dentro da bolsa? Como assim Bial? Pois é, meu note é tão pequeno que cabe na maioria das minhas bolsas! A tela tem 8,9 polegadas e, diferente de muito pc portátil desse tamanho, é extremamente útil (com webcam e microfone acoplados, 1GB de memória, 120GB de HD), melhor e mais rápido que meu computador de mesa, inclusive.
Barra de cereal. Esta é de côco com chocolate, da Hershey's, mas meu armário da cozinha é praticamente uma prateleira light de supermercado. E têm barras de cereal de diferentes sabores e marcas, pra eu nunca enjoar. Desde o ano passado tenho sempre uma na bolsa!
Óculos de sol. Todo mundo que vem aqui em casa comenta sobre a quantidade de óculos que tenho (ficam guardados no armário da sala, ao lado da televisão). E olha que já me desfiz de vários! Dei de presente e tal. Sou viciada, uso até em dia nublado e coloco na bolsa mesmo em dia de chuva - vai que para de chover e estou sem? Meus preferidos são da Bee e da Chilli Beans (foto), mas ultimamente tenho usado bastante um da Fendi que trouxe de Toronto. Também troco-os conforme a roupa que estou usando.
Crachá da firma. Às vezes deixo na bolsa inclusive em dias de folga, porque já aconteceu de esquecê-lo em casa e aí é uma função: é que além de usá-lo pra "bater o ponto", preciso pra almoçar ou jantar lá na TV (passo o cartão e no mês seguinte é descontado no meu contracheque).
Celular Motorola E8. Além de ser preto e discreto, bem como gosto, faz mil e uma coisas. Não bastasse o teclado ser touchscreen, é "camaleônico", ou seja, muda de acordo com o que estou fazendo: aparecem números, letras, comandos de jogos, fotos, músicas, vídeos. Normalmente quando ele toca e está na bolsa, eu não ouço, mas quase sempre ligo de volta!
Escova e espelho. Nem pensar sair de casa sem eles! São da Pentefino (loja de coisas de beleza em Porto Alegre).
Mptudo. Trouxe de Toronto! É tipo um iTouch, sabe? Só não é da Apple, mas até o software é similar. Embora tenha preguiça de fuçar muito, o aparelho é multifuncional... e posso, inclusive, assistir pequenos filmes com ele.
Smooth Operator göt2b Schwarkzkopf. O produto anti-frizz, conhecido em Toronto como gotas de cetim, deixa qualquer cabelo macio, suave e cheiroso! Viciei. E não sei o que fazer quando terminar, já que também trouxe de Toronto. A marca alemã tem no Brasil, mas esta linha especificamente, não. Detalhe: paguei 8 dólares canadenses (o que equivale a pouco mais de 16 reais). Tem noção? Aqui a Schwarzkopf é infinitamente mais cara...
Santa Clara. Minha protetora, sempre comigo!
Carteira de couro Guess. Me apaixonei por essa carteira, grandinha do jeito que gosto. Comprei na Guess Store do Toronto International Airport.
Trident. Estou quase sempre com um chiclete na boca. 95% das vezes, Trident (é o único que minha dentista libera) e 90% das vezes, o Herbal Fresh. Tem um colega meu da redação que brinca dizendo que sou a fornecedora oficial de chicletes dele, já que carrego sempre vários na bolsa.
Lanche da tarde. "Lá vem a Lu com o seu tomate", ouvi isso da Kizzy, minha colega, na semana passada. É que desde que trouxe esse pote de Toronto, não vivo sem! Nele eu coloco uvas, banana ou qualquer mistureba de vegetais (tipo pimentão, palmito e tomate picados) pra comer de tarde lá na TV quando sinto fome.
Pen drive. Um tem 4GB e o outro 8GB. Carrego sempre.
Niqueleira Monokoro Boo. Tinha que ter alguma coisa de porcos, né? Essa niqueleira eu comprei no Bairro da Liberdade, em São Paulo/SP.
Copo térmico Starbucks. Pensem num item realmente útil! Neste copo eu posso colocar água, chá, café (caso eu gostasse), refrigerante (caso eu gostasse), cerveja (caso eu gostasse), suco ou chocolate quente. Cultura canadense básica: lá as pessoas andam sempre com copos térmicos na mão, seja onde for.
Lenço de papel, perfume e creme para as mãos. Depois que melhorei da rinite, os lenços são usados mais pra limpar minhas mãos depois de retocar a make ou colocar meu chiclete quando não tem lixo por perto. O objeto dourado comprei em O Boticário e posso colocar qualquer perfume que quiser ali dentro. O creme pras mãos é da Natura Ekos, é de castanha e, embora prefira o de pêssego, adoro esse cheiro!
Máquina fotográfica Sony Cyber-shot DSC-W130 8.1 mega pixels. Vocês devem ter ficados surpresos com essa revelação, né? Ninguém devia imaginar que carrego máquina fotográfica na bolsa!!! E, muito importante, uma bateria extra: sempre.
Necessaire. Além da lixa de unhas (essa é da Marco Boni) carrego alguns itens importantes pra retocar a make. Na foto aparecem o pó mineral e o corretivo da M.A.C., o pó bronzeador da Mary Kay (uso como blush), as sombras da L'Oréal e o Pinceau De Poudre Libre da Bourjouis - pra aplicar o blush - recomendadíssimo!
Prendedores de cabelo. O pauzinho, tipo oriental, é pra fazer coque quando estou odiando meu cabelo. A cor dos acessórios também muda, conforme minha roupa (sei que a "moda" não é combinar tudo o que se usa, mas eu combino e ponto final).
Fio dental Johnson & Johnson. Esse de tutti frutti é o que mais gosto. Também carrego a escova e pasta dental, mas esqueci de incluir na foto.
Se você chegou até o fim deste post, parabéns pela paciência !
P.S.: ainda faltou uma coisa, dá pra acreditar? Meu molho de chaves! Ele confere um peso extra à minha bolsa. Vocês vão entender porquê assim que eu fotografá-lo...
P.P.S.: agradecimento especial a colcha da minha cama que aparece em todas as fotos.
posted by Dornelles, L. |
3/14/2009 11:56:19 PM
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Março 12, 2009
SETE COISAS ALEATÓRIAS SOBRE MIM
Vi em blogs alheios e resolvi fazer a minha versão...
1. Telefone. Atendo o telefone dizendo "sim" ao invés de "alô".
2. Visitas. Não gosto de receber visitas inesperadas e vai soar um pouco antissocial (sem hífen e com dois esses, éca! ), mas é verdade: às vezes me finjo de morta quando alguém aparece aqui em casa sem avisar antes.
3. Dieta. Coloquei fotos antigas na minha geladeira e fiz uma série de "antes e depois" dos 12kg perdidos pra não voltar àquela vida de comilona compulsiva desregrada (não garanto que esteja dando certo, explicarei em breve o porquê).
4. Faxina. Tenho fissura por cera de chão. Adoro o cheiro e o aspecto brilhoso e limpo que confere ao piso. E passo cera toda hora! Mesmo tendo sido avisada que não é bom nem pro piso, nem pros objetos sob ele (minha faxineira já alertou que estou começando a estragar meus móveis por causa disso).
5. Números. Sou obcecada por números ímpares. Nunca coloco o despertador para tocar às 6h00 da manhã, por exemplo. Tem que ser 6h01, 6h03, 6h15. Quando compro coisas no supermercado, mesma coisa. Nunca levo dois iogurtes. Tem que ser um, três, cinco... (tanto é que nesse meme, originalmente, consta apenas seis tópicos. Pra não perder o costume, adicionei mais um).
6. Breakfast. Meus cafés da manhã, há uns quatro meses, são sempre iguais: uma banana, 40g de aveia e 200ml de leite desnatado puro. Gosto tanto que na hora de dormir já começo a sentir o gostinho da minha combinação e torço pra que o dia seguinte chegue de uma vez.
7. Infância. Quando pequena alguns dos meus passatempos preferidos eram: escrever poesias, desenhar histórias em quadrinhos e criar revistas e jornais (eu desenhava as ilustrações). Também compus duas músicas e, com 12 anos, escrevi um livro de terror.
Pra ficar menos chato diferente tentei escrever somente tópicos abordando coisas que nem todo mundo - que lê esse blog - sabe. Cheguei a escrever que não gosto de receber flores, odeio café, leio vários livros ao mesmo tempo, escrevo numa agenda todos os dias, prefiro a noite do que o dia, durmo poucas horas, quando era pequena brincava de repórter e moça do tempo, entre outros... mas ia cair no lugar comum, né?
posted by Dornelles, L. |
3/12/2009 10:55:42 PM
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Março 11, 2009
MAKE-UP
Rapazes, hora de sair do blog. Sorry!
Convenhamos que por direito (e dom!) eu deveria deixar esse tipo de post pra ela . Mas, modéstia a parte, sinto-me um pouquinho entendida do assunto: observação, prática de quem se maquia todos os dias há vários anos e muito experimento são os meus segredinhos.
Em 2007, se não me engano, escrevi aqui no blog um post repleto de dicas de maquiagem, só que ele deve estar bem desatualizado (tive preguiça de procurá-lo pra confirmar essa suspeita). É que, desde então, mudei muito a minha maneira de preparar a pele, de destacar o olho, de escolher as marcas que compro e, principalmente, deixei de lado grande parte dos produtos que usava.
Hoje, no camarim, as gurias elogiaram minha make e brincaram pedindo que eu as maquiasse. Desastre total! Até consigo fazer cílios grandões em pessoas alheias, mas a função toda é mérito da minha irmã Alice. Aliás, já pararam pra pensar que tenho uma professora particular - rígida e sincera - quase todos os dias a meu dispor? E ela não tem papas na língua, não! Quando é preciso critica minha make, minha pele (ela faz faculdade de estética), meus cabelos, sobrancelha... ah, e, pra minha sorte, neste semestre está fazendo cadeira de drenagem linfática.
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É por isso que preciso preservar essa amizade!
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Brincadeira, óbvio.
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Bom, mas hoje quero falar do que, na minha humilde opinião, é o grande trunfo de uma boa make: os cílios grandes e volumosos. Nesse quesito a genética foi bem legal comigo, mas, independente disso, todo mundo pode conseguir o famoso efeito boneca.
É só ter o produto certo na mão, não querer economizar o rímel (nem vale a pena deixar que ele dure muito porque depois de alguns meses o líquido fica seco, o efeito diminui e, pra piorar, deixa nosso rosto todo esfarelado!) e dispor de alguns minutinhos no início do dia - pra passar várias e generosas camadas.
Que eu descobri o Oscillation, da Lâncome, lá em Toronto, vocês já sabem. Mas não sabem um detalhe muito perfeito: o pincel aplicador vibra! Sim, são 7.000 microoscilações por minuto. Tecnologia inspirada em máquinas desenvolvidas pela NASA!
O motorzinho interno funciona com bateria, mas ainda não descobri como se troca e nem quanto tempo dura (confesso que tenho medo de fuçar demais e estragar meu rímel!). Dizem os sites especializados que as máscaras elétricas são a nova tendência, mas infelizmente ainda não chegaram ao Brasil. E quando chegarem vão ser o olho da cara! A previsão é que o Oscillation custe 150 reais, tem noção? Quase o dobro do que paguei (34 dólares canadenses). Estou pensando seriamente em pedir pra uma amiga - que está no Canadá e volta pro Brasil em maio - trazer alguns pra mim.
Outra informação importante: ele é super hiper preto. Eu amo isso! Não é à toa que em baixo dos olhos uso apenas o Lápis Ultra Black da Bourjois.
Esse tem no Brasil! No shopping mais perto de você! Aqui em Porto Alegre os preços variam de 28 a 35 reais. O lápis dura horrores, não quebra quando cai no chão (é o que promete a Bourjois, mas nunca tive coragem de testar), é muito macio, extremamente preto e a prova d'água.
Ok, voltando ao Oscillation: como a escova faz movimentos de ziguezague, os cílios ficam organizados, separados, uniformes e compridos. Na contramão de algumas opiniões, também amei a curvatura e o volume que ele deixa... importante pra quando a gente esquece o curvex em casa - coisa que raramente deixo acontecer, mas enfim.
O fato é que desde que passei a usá-lo tenho ouvido com mais frequência: - teus cílios são postiços? Inclusive de amigas, pessoas que convivem quase que diariamente comigo. Adoro!
Falemos agora das opções acessíveis, enquanto esperamos o lançamento desse da Lâncome. Já escutei excelentes comentários daquela máscara recém lançada pela Avon, mas como ainda não testei, digo apenas que a Lice adora. O que já é uma grandissíssima coisa! E não, não estou ganhando absolutamente nada ao divulgar o trabalho que ela realiza. Mas vou começar a cobrar, viu porco?
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Então, eu também não vivo sem:
Máscara Volum' Express Waterproof Maybelline Black
Máscara para Cílios Duda Molinos
São eficientes e baratinhas (em Porto variam de 16 a 28 reais, mas em Sampa compro praticamente pela metade do preço). Um macete que funciona muito é alternar os dois produtos. Seguido faço isso e adoro o resultado!
Agora a parte mais complicada: explicar a maneira certa de passar o rímel! Passo tão no automático que não devo ser a melhor professora na teoria - mas pessoalmente vocês podem me pedir que mostro como se faz na prática.
O melhor jeito de começar a passar, pra ficar bem volumoso, é olhar pra baixo e se dedicar à parte superior dos cílios superiores. Deu pra entender o lugar, né? Não se preocupem se borrar (mas tenham sempre cotonetes a mão pra limpar), eu mesma demorei a ter coordenação pra passar ali, mas quando se pega o jeito é tri bom. Aí tu vais passando, passando, infinitas vezes... deslizando até as pontas e sempre puxando o cantinho do olho pra cima como se estivesse levantando a raíz e intercalando com a parte superior e inferior - do cílio superior! Olhando pra cima, olhando pra baixo. Quantas vezes a tua paciência permitir...
Depois, gaste mais um tempinho apenas com os fios inferiores. Neste momento, deixe o aplicador na vertical e passe rápidas e generosas camadas num movimento que se parece com um abano de mão (não consegui achar jeito melhor de exemplificá-lo).
Pronto!
Só não esqueçam de esperar secar o rímel e aplicar o curvex pra finalizar o olhar. Não tem erro!
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Desconfio que sou mesmo um zero à esquerda em explicações teóricas, mas espero que tenha ajudado. Qualquer dúvida escrevam nos comentários, tá?
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P.S.: post sugerido pela querida Roberta Fernandes.
P.P.S.: terminei de escrever e li no site do Terra que o lançamento oficial do Oscillation em terras brasileiras já é no próximo dia 16 de março!!! Vai custar a bagatela de 162 reais...
posted by Dornelles, L. |
3/11/2009 12:30:23 AM
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Março 10, 2009
DIA INTERNACIONAL DA MULHER INDEPENDÊNCIA
O Dia Internacional da Mulher, pra mim, é como todos os outros. Não costumo dar muita importância pra esse tipo de data, mas, no último domingo, não pude deixar de pensar no fato que me faz - além de receber parabéns durante todo o dia - estar inserida no gênero mulher : ser adulta.
E ser, antes de tudo, independente.
Foi preciso que eu saísse de casa, mudasse de cidade e passasse a pagar as minhas contas para que pudesse (de uma vez por todas!) tornar-me o que sempre quis.
SIMPLES ASSIM
Qual o melhor aspecto da infância?
É que ela termina logo!
A Martha Medeiros respondeu isso durante matéria pra uma revista: dei risada e identifiquei-me completamente.
A escritora gaúcha conta que mesmo com a infância tranquila e feliz contava os minutos para crescer. "Não via a menor graça em ser dependente de tudo e todos. Ter que obedecer. Seguir regras que não eram as minhas. Fui bem comportada, um anjo de menina, mas, por dentro, era uma subversiva em potencial. Eu tinha certeza de que o mundo adulto era infinitamente mais divertido e estimulante do que o infantil. E não me enganei".
Nem eu!
Também concordo que, embora tivesse uma prateleira com dezenas de Barbies, armários cheios de jogos e caixas e caixas de gibis, o melhor brinquedo que ganhei (conquistei) na minha vida foi essa tal de independência...
ISSO NÃO É CONVERSA DE CRIANÇA
Pensem numa frase que me irritava profundamente! Ora, mas que coisa bem chata ser criança, eu dizia pra mim mesma.
...
Esses dias vi uma menina implorando que a mãe lhe comprasse chicletes. Outra chorando porque não podia comer sorvete antes do almoço. São exemplos ínfimos perto das diferenças significantes entre um adulto e uma criança, mas vamos concordar que é extremamente interessante fazer o que se quer na hora que se quer, comer doces o dia inteiro se tiver vontade, sair do banho e ir pra frente do ventilador, andar de pés descalços, comprar tudo o que quiser, ir pra rua com pouco agasalho no frio, etc, etc.
Bom, quando me tornei adolescente a coisa não mudou de figura, pelo contrário, só tinha mais certeza: preciso ser dona do meu próprio nariz! Nunca quis parar no tempo e nunca morri de saudade da época que não tinha responsabilidades. Confesso que não lembro exatamente, mas acredito que também tenha sido por isso que, com 15 anos, encasquetei que precisava começar a trabalhar.
Deixei de fazer muita coisa naquelas tardes dentro da prefeitura. Tinha recém começado meu primeiro namoro e muitas vezes chorava por não poder ficar com ele ou não poder acompanhar minhas amigas no cinema ou na sorveteria. Mas não me arrependo de nada! Voltaria aos 15 anos e faria aquela mesma inscrição e aquele mesmo concurso que me proporcionaram conseguir o estágio. Nada paga o aprendizado, o amadurecimento e o orgulho que eu tinha de trabalhar!
Naquela época eu achava que meu ápice da felicidade seria aos 30 anos. Com um excelente trabalho, me sustentando, indo e vindo sem dar satisfações, viajando bastante, adquirindo minhas coisas, morando sozinha, enfim, tudo que faço agora.
Ainda acredito que meus 30 anos serão perfeitos, mas consegui realizar meus desejos e chegar nesse ápice da felicidade bem antes. Que bom!
CONTRAPONTO
Digamos que eu passei toda a minha infância tendo consciência de que ser adulto não era fácil, mas, mesmo assim, sempre quis ser um.
Já escrevi outras vezes aqui no blog que isso talvez tenha acontecido porque os problemas chegaram cedo na minha casa. E nunca me esconderam absolutamente nada do que acontecia ao meu redor!
Isso tudo até pode não ter sido fácil, tampouco foi difícil. Não foi difícil e muito menos traumatizante. É que eu via certas situações e queria ter voz. Ajudar, ser ouvida, participar ativamente, sabe?
Bom, mas ao contrário do que muita gente (em especial quem não me conhece pessoalmente) possa ter pensado, eu tive uma infância maravilhosa! Graças a Deus as coisas boas sempre sobrepujaram as ruins. Não tenho do que reclamar, mesmo. Tive muito amor, nada de timidez pra fazer vários amigos e muita criatividade e energia pra inventar as mais loucas brincadeiras.
Tenho lembranças incríveis! E nenhuma cicatriz dos tempos nublados.
Só uma força que parece inesgotável, uma gana pela tal da independência, uma obsessão por liberdade, uma fé, esperança e otimismo inabaláveis e uma certeza de que tudo sempre dá certo.
E DESDE SEMPRE FOI ASSIM...
Hoje em dia, conversando com os familiares que acompanharam o meu crescimento, é engraçado constatar que os resquícios dessa minha independência começaram muito antes de eu sequer saber o significado da palavra independente. Muito antes de eu completar um ano de idade, aliás.
Pra começo de conversa, eu não engatinhei. Já saí do colo pra caminhar. Segundo os registros (leia-se: Livro do Bebê), dei meus primeiros passos com apenas 6 meses e 5 dias. Pelo jeito eu não queria perder tempo mesmo!
Nessa mesma época eu já falava algumas palavras claramente. E, alguns meses depois, dei um susto em todo mundo quando resolvi que era hora de sair do berço. Ao invés de chorar pra chamar a atenção, como a maioria dos bebês faz, eu simplesmente "escalei" as grades do berço (até hoje ninguém sabe como). E me joguei!
Ah, e olha o desaforo: com 11 meses eu chamava a mãe de Luciéty - não de mamãe! E aos 4 anos já lia e escrevia quase tudo...
Comparo meus feitos precoces com essa pressa que me faz dormir pouco, falar o tempo todo, relaxar quase nunca. Essa ansiedade de fazer tudo ao mesmo tempo, não me estressar com bobagens, conhecer todos os lugares, conversar com todas as pessoas. Essa necessidade de fazer tudo por mim, de tentar não precisar de ninguém, de jamais perder tempo com pessoas ou ocasiões que não valem a pena, de fazer questão de ser sempre a corajosa, a decidida, a sensata, a disciplinada.
PRA FECHAR COM CHAVE DE OURO
"Eu cumpri todo o protocolo infantil e virei a página: não voltaria nem meia-hora para a infância. Bicicleta, ando até hoje. Amigos, tenho cada vez mais. De imaginação e fantasia, sigo bem abastecida. Saudade de quê, então? De ir dormir na hora que me mandavam, mesmo estando sem sono? De ter que estudar matérias que eu já previa que não me serviriam pra nada? De ter que sair da sala bem na hora em que o papo estava ficando bom? De acreditar em Papai Noel?"
Ainda preciso dizer que assino em baixo?
posted by Dornelles, L. |
3/10/2009 02:26:35 AM
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Março 6, 2009
MEME MUSICAL
Regras:
- Escolher um cantor, dupla, grupo, etc.
- A cada pergunta feita escolher um título de uma música do(s) escolhido(s).
- Nomear outros blogs para repassar o desafio.
CAZUZA
És homem ou mulher? Gatinha de Rua
Descreve-te: Alta Ansiedade
O que as pessoas acham de ti? Mais feliz
Como descreves o teu último relacionamento: O Nosso Amor a Gente Inventa
Descreve o estado atual da tua relação: Saudade
Onde querias estar agora? Rio de Janeiro Love Blues
O que pensas a respeito do amor? Tantas Coisas
Como é a tua vida? Boa Vida
O que pedirias se pudesses ter só um desejo? Champagne e Gentileza
Escreve uma frase sábia: O Tempo Não Para
BEATLES
És homem ou mulher? Another Girl
Descreve-te: Free as a Bird
O que as pessoas acham de ti? Lucy In The Sky With Diamonds
Como descreves o teu último relacionamento: She's Leaving Home
Descreve o estado atual da tua relação: Falling In Love Again
Onde querias estar agora? Strawberry Fields Forever
O que pensas a respeito do amor? Magical Mystery Tour
Como é a tua vida? Let It Be
O que pedirias se pudesses ter só um desejo? I'll Follow The Sun
Escreve uma frase sábia: To Know Her Is To Love Her
P.S.: repasso pra Dessa, Laura, Lu K., Déia, Lice, Ellen, Egídio, Venâncio, Fê Varella, Samantha, Yaskara.
P.P.S.: não precisa fazer versão nacional/internacional, eu que gostei da brincadeira.
posted by Dornelles, L. |
3/6/2009 01:17:12 AM
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Março 4, 2009
MUDE
Faz parte da nossa natureza migrar para uma vida melhor...
Muitos de vocês devem lembrar dessa frase (que passava toda hora na televisão). Não lembro de qual empresa era a propaganda, mas a frase me marcou. Aliás, tudo o que tem a ver com riscos e transformações costumam mexer comigo de uma forma muito particular. Coisas de geminiana impaciente, penso eu.
Há alguns meses comprei mais um livro do Roberto Shinyashiki - psquiatra e escritor citado esporadicamente neste blog. Gosto da maneira clara que ele escreve. São textos curtos, simples até, mas repletos de exemplificações, pitadas de motivação e histórias reais. Como quis dizer no post anterior, a realidade não é triste, é bonita inclusive.
Na verdade, mal comecei a ler o tal livro (não tentem entender, mas faço isso com frequência, compro-os e espero até que, lá da prateleira, eles me chamem... até que seja o momento de encarar de frente um determinado assunto). Hoje senti a necessidade de começar. Talvez porque meu 2009 esteja iniciando diferente demais. Sinto que é a saga dos anos ímpares: perseguem-me cheios de caminhos, instabilidade e frios na barriga. Adoro!
"Faço parte do universo
Não estou imune aos movimentos
E voltas que o mundo dá
Como folhas secas jogada aos vento
Sem nunca saber onde vou parar..."
Confesso que muito do que me tornei seria improvável pra mim mesma, anos atrás. E, partindo do princípio que sempre é tempo de evoluir, mudar de ideia (ainda não me conformo em escrever ideia sem acento!) e blá, blá, blá whiskas sachê, hoje quero contar que decidi parar de comer carne. De todos os tipos, diga-se. Sei que tenho um grande desafio pela frente, mas força de vontade nunca foi um problema na minha vida. Assim como quando transformei minha alimentação e deixei de ser sedentária - no meio do ano passado - peço só que, por ora, desejem-me sorte!
P.S.: assim que eu passar pelas fases de desintoxicação e renegação (infelizmente estou certa que vai acontecer) prometo escrever um post com os porquês da minha decisão. Decisão essa que, há cerca de seis ou sete meses, vinha sendo cogitada e trabalhada na minha mente.
P.P.S.: estou doando latinhas de atum e peitos de peru que ainda têm aqui em casa.
posted by Dornelles, L. |
3/4/2009 11:17:06 PM
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Março 3, 2009
DEIXA SER, COMO SERÁ...
Uma das minhas principais características é ter mania de planejamento. Planejo minha semana seguinte e até o dia de amanhã, que dirá o futuro. Faço listas de “things to do” o tempo todo e não vivo sem minhas agendas e anotações. Pra ser bem franca, sinto-me aliviada e tranquila com a ideia de focar em objetivos, organizá-los por prioridade e definir metas pra realizar cada um. Todavia, não me fascina nem um pouco a ideia de me estressar com o que ainda nem aconteceu.
Nesse ponto, gosto de, numa linguagem bem coloquial, deixar rolar.
Não tenho tempo e nem energia pra gastar teorizando ou me preocupando com possibilidades que nem existem – e podem nem vir a existir. Acredito, com todas as minhas forças, que no final das contas tudo acaba acontecendo do jeito que tem de acontecer (mesmo que não exatamente do jeito que eu gostaria ou desejei). E aí está o desafio mais gostoso da vida: saber aceitá-la.
Não há nada mais satisfatório que escolher aquilo que convém num determinado instante e abraçar com sabedoria as consequências de todo e qualquer caminho. Sem esquecer, claro, de olhar sempre o lado bom da situação. Sempre.
Certa vez escrevi aqui no blog que aprendi com uma grande amiga a nunca valorizar ou menosprezar demais as coisas que nos acontecem, sejam elas boas ou ruins. Com quase cinco décadas de vida – repleta de realizações, diga-se – a M. me fez perceber que não é um bom negócio se entusiasmar em demasia com as vitórias e conquistas da mesma forma que não é nada saudável se entristecer ou sofrer por aquilo que não dá certo. Tudo é passageiro, afinal de contas. E o equilíbrio sempre vai ser a melhor opção.
Não adianta chamar-nos de frias ou racionais: isso é só a realidade. E é, pra mim, a forma mais genuína de entender minha existência. Agir com naturalidade, não deixar os conflitos me dominarem e aprender com o que me rodeia. Assim como na natureza tudo acontece com um propósito, nenhuma experiência é em vão.
Convenhamos, ser pessimista simplesmente não faz parte de mim. E ocupar minha mente com “se” e “será”, definitivamente, também não. Aliás, até me incomoda conviver com pessoas que teorizam, questionam e preocupam-se o tempo todo. Oras, se algo der errado – ou diferente do imaginado – é tão simples pegar o caminho de volta...
“Ah, mas na prática não é bem assim”, dizem-me. É assim, sim. E talvez seja essa certeza uma das melhores vantagens de ter os pés bem fincados na terra. A certeza de que dúvidas e poréns, inevitavelmente, seguem o mesmo caminho das nossas decisões. Mas que isso não pode e nem deve ser motivo para não tomá-las. Não pode e nem deve ocupar espaço no que chamamos de problemas. Até porque, ninguém precisa fazer o que não gosta ou estar onde não quer. Somos livres, apesar das convenções que conhecemos. E, no fundo, seja como for, todo mundo quer a mesma coisa: ser – e permanecer – feliz.
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3/3/2009 01:32:53 PM
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Março 2, 2009
NIAGARA FALLS
Última e mais bonita parte!
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Só pra não perder o costume: um vídeozinho básico com a terceira e última parte da minha visita às Cataratas do Niagara. Fiz uma edição bem simples só pra reunir a vista do Niagara Lake, da queda d'água vista bem de perto e de um arco-íris lindo que tinha começado a aparecer.
Um dia vou voltar lá no verão, promessa. As partes congeladas também eram lindas, mas houveram portas no túnel subterrâneo que nem conseguimos passar (interditadas de tanto gelo) e, além disso, aproveitei pouco o visual da rua... precisei sair correndo pras lojinhas de souvenirs antes que perdesse as mãos. Sei que soa exagerado falar isso, mas 40 graus negativos não é brinquedo não.
SALTO ALTO NA NEVE
Nem pensar, né? Resultado: quatro semanas sem nem sentir o gostinho de usar salto alto. Meu recorde! Na terceira semana já não me sentia mais uma pata choca, mas continuava com a sensação de estar andando em uma rampa. Nos primeiros dias senti muita dor nas costas e no pescoço, demorei pra atinar que era essa a razão.
Ando de salto alto todos os dias desde que tenho, sei lá, uns 17 anos... de repente - e bruscamente - paro de usar! Meu corpo estranhou. Fácil de entender.
E POR FALAR NISSO
Em Toronto eles têm o costume de deixar os sapatos na beira da porta quando chegam. Pra não sujar - na verdade, pra não ficar uma molhaceira - o assoalho com a neve derretida. Só que, diferente de outras culturas, eles não deixam pantufas ou chinelos pra trocar. Eles simplesmente andam de meias pela casa! Até nas festas de aniversário: todo mundo de pés descalços e os sapatos amontoados no corredor da frente. Fiz isso uma vez, na tentativa de me sentir uma nativa, mas desisti quando vi o estado crítico das minhas meias (sujas e encardidas). Como não considero esse artigo descartável, a solução foi deixar minhas inseparáveis alpargatas - sapatos (feitos de pano) típicos da cultura gaúcha que levei pro Canadá - na beira da porta.
P.S.: respondi absolutamente todos os comentários, desde o dia 17 de janeiro! Desculpem a demora!
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3/2/2009 11:22:00 AM
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Fevereiro 28, 2009
LAST DAYS
Meus dois últimos dias em Toronto foram mais do que especiais. Na primeira aula de sexta-feira (Conversation Class) o Sean elaborou uma atividade diferente de conversação: como era o último dia meu e da Yoshimi – from Japan - todos os outros colegas tinham que nos entrevistar.
Ah, e valia todos os tipos de perguntas! Pra minha surpresa, a mais cabeluda não veio de um brasileiro e sim de um italiano. Foi uma hora muito engraçada, adorei! Até brinquei com esse meu colega (Marco - de azul) dizendo que ele daria um excelente repórter!
Afora isso, fotos, fotos, fotos pra todos os lados...
E as pessoas me dizendo:
- Please don't go!
- I can't believe you're leaving already...
- I’ll miss you, I'll remember you.
- We will never forget you.
- I hope I'll see you again!
Carinho e afinidade definitivamente não tem preço. Sentimentos maravilhosos vindos de pessoas queridas e especiais que conheci. Pessoas de todas as partes do mundo, pessoas que jamais vou esquecer e que eu não queria ter de dizer adeus. Aliás, fica aquela perguntinha básica: por que pessoas legais moram longe?
Ah, ganhei presentes (chocolates e doces, porque conviver um mês comigo significa, no mínimo, descobrir que sou pior que as formigas) e cartões que me emocionaram muito, muito! Até porque, longe de tudo e de todos, impossível não ficar à flor da pele.
Agora, olhar minha bandeira repleta de recados faz-me lembrar o dia que comprei-a. Olhei as medidas na embalagem e pensei: - Ihhh, será que eu conheci tanta gente assim? Será que nao vai sobrar muito espaço nessa bandeira enorme?
Que nada! No ultimo dia quase não tinha mais lugar! Cada recado mais querido, emocionante... em inglês, turco, russo, espanhol, português, japonês, coreano, etc, etc.
Falando em coreano, fiquei muito amiga da Meemee, uma coreana faceira e linda que todos os dias vinha elogiar os brincos que eu usava. Ela se dizia impressionada com o tamanho e a variedade das minhas bijus. Daí, antes de ir embora, fiz questão de presenteá-la com uma uma das minhas mais bonitas argolas. Ela ficou tão feliz que mal sabia como agradecer. Colocou os brincos na hora e falou que ia usar sempre pra lembrar de mim!
Tem preço?
Bom, no meu último dia em Toronto também aconteceu a festa do Valentine's Day. Aproveitamos pra fazer a minha despedida e do Leandro.
Foi bom demais! Até Salsa o David - from México - me ensinou (ou tentou) a dançar...
I'LL NEVER FORGET
- Eu no banheiro lavando as mãos e duas mulheres falando (bem, ainda bem!) em português de mim e da minha maquiagem. O detalhe engraçado é que elas pensaram que eu não era brasileira. Esperei terminarem as observações e falei: - Gurias, entendi tudo, obrigada! Rendeu boas risadas!
- A tentativa frustrada de comer, pela segunda vez, comida brasileira. Só que num dia de muita chuva. Passamos o dia inteiro caminhando ou dentro do ônibus (levemente perdidos, empapados e famintos):
Só pra constar: acabei almoçando às 17h no Mc Donald's do Dufferin Mall.
- O dia que encontramos uma bola de futebol (o nosso, não o americano!) na frente da prefeitura deToronto.
Vídeo em breve com a minha tentativa frustrada de fazer embaixadinhas - frustrada porque a bola estava murcha e não porque sou uma bola murcha - vide quadro do Fantástico.
- Quando a Kaelli (cachorrinha do Larry) empacou, literalmente, no meu quarto enquanto eu fazia as malas pra ir embora. Ela me olhava com os olhinhos tristes como se implorasse pra eu não partir. Inesquecível!
Aliás, ontem o Larry me mandou uma mensagem dizendo que todos os dias ela desce as escadas e vai até o meu quarto me procurar...
- A janta de despedida que o Larry fez pra mim. Uma noite confusa onde a linha que separava felicidade e melancolia era tênue demais.
O Larry tinha uma maneira muito particular de dizer "I love you" pros filhos e pra neta dele. Na hora da minha partida, pela primeira vez, ele fez esse gesto pra mim. Nossa, chorei muito! Estava sozinha, distante dos meus, e ele não hesitou em me acolher e ressaltar que eu era parte da família.
Serei sempre grata ao Larry, Gray, Francis (namorada do Larry), Mark e Lawrence (vizinhos), Carly (filha mais velha do Larry), Taylor (netinha linda!) e a absolutamente todos os Zaidlin.
No caminho de volta, já na aeronave da Air Canadá, conheci uma moça (super viajada, diga-se) com uma teoria que adorei: tal como quando somos crianças, o tempo parece maior quando estamos aprendendo. E, assim como meus finais de semana, durante a infância, pareciam não ter fim, meu mês em Toronto parece ter se prolongado por, no minimo, três meses. São muitas experiências novas e muito aprendizado em pouco tempo. Tanta história pra contar, tanto conhecimento, tanta coisa pra lembrar, tanta intensidade... nem parece que só estive lá por 30 dias... 30 dias incrivelmente perfeitos!
Obrigada Deus, obrigada vida!
P.S.: aguardem mais posts da série: "I'll never forget"!
P.P.S.: estou respondendo os comentários.
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2/28/2009 08:57:43 PM
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Fevereiro 20, 2009
SÓ PRA CONSTAR
Estou viva!
Minha primeira semana pós Toronto foi confusa e corrida. Obrigada a vocês que continuam vindo aqui e desculpem a minha ausência, prometo compensar! Ainda tenho muuita coisa pra contar (e muitas fotos diferentes pra mostrar) do meu mês no Canadá.
Agora estou indo passar o feriadão de carnaval no Rio, mas, sem falta: quarta ou quinta-feira voltamos com a programação normal...
Cuidem-se!!!
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2/20/2009 07:42:11 PM
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Fevereiro 16, 2009
DREAMS
You´ve got to have a dream if you want to make a dream come true...
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2/16/2009 01:51:51 PM
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Fevereiro 12, 2009
ATCHIM!
Espirro artificial no Ontario Science Centre!
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E por falar em "atchim", ja' contei que um monte de gente ficou gripada nesse tempo que estive em Toronto? Colegas, professores, familiares canadenses... e eu nao! Quando escrevi no blog muita gente riu do meu exagero e preocupacao, mas valeu a pena ter tomado aquelas duas vacinas.
Alias, se depois de hoje eu nao ficar doente e' porque realmente minha imunidade esta' la' no alto: passei o dia e a noite - literalmente - ensopada de tanta chuva que tomei. O Larry disse que dias como o de hoje, desabando agua do ceu, nao sao nada comuns nesta epoca do ano. Bom, mas nem que eu descrevesse cada detalhe do que aconteceu hoje voces conseguiriam ter nocao das indiadas (leia-se: programas de indio) que fiz. So' falta receber a carteirinha da Funai! Mas, tudo bem, sao meus ultimos dias aqui e, como eu faco questao de dizer pra todo mundo (numa mistureba horrivel e proposital de english and portuguese): vamos enjoy!!! Nada me irrita, nada me estressa, nada me tira realmente do serio. Estou feliz, sou feliz... e 2009 esta' so' comecando! Beijo, beijo, beijo! Cuidem-se!!!
P.S.: comprei uma bandeira do Canada' e desde ontem todo mundo que conheci aqui esta' assinando (tem ate' recado escrito em Turco, da minha colega Tugba). Quando o Larry e a Gray assinaram foi realmente triste. Nos abracamos muito... vou sentir falta daqui.
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2/12/2009 03:26:46 AM
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Fevereiro 10, 2009
HIGH PARK
Tentativa frustrada de fazer boneco de neve, no meu segundo fim de semana aqui. A temperatura de -21 graus nao colaborou muito conosco. O frio era tanto que, poucos minutos apos esse video, nossa boca - literalmente - amoleceu e nao conseguiamos falar direito. Foi bem engracado! Aproveitamos pra tirar umas fotos e saimos correndo pra tomar chocolate quente na calefacao do Eaton Centre.
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2/10/2009 02:01:55 AM
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Fevereiro 9, 2009
COLABORANDO COM O COMERCIO LOCAL
Serio, nao sei nem como comecar este post, de tanta coisa que tenho pra falar. Vai soar meio (completamente) futil e exagerado, mas nao encontrei outra forma de demonstrar o quao perfeito e' esta cidade pra consumistas de carteirinha como esta que vos escreve: eu seria uma das pessoas mais felizes do mundo se pudesse vir aqui pelo menos tres vezes por ano, so' pra comprar! Roupas, eletronicos, artigos de cama, mesa e banho, maquiagens, oculos de sol, acessorios... quero tudo, absolutamente tudo!
Ontem sai' sozinha pela cidade e descobri um shopping maravilhoso e gigantesco (na verdade nao tenho certeza se era gigantesco ou era eu quem estava andando em circulos). Ate' a me perdi la' dentro, talvez de euforia e pressa, querendo olhar tudo que e' loja, nao perder nenhum minuto, nenhuma vitrine. Ando de Subway e Eletric Bus por todo canto aqui em Toronto sem nunca ter me perdido, mas eis que ontem consegui a proeza de me perder dentro de um shopping. Perguntei pra cinco pessoas: - please, is there a subway station near here? Todas diziam que sim e me mostravam o caminho pra chegar la', mas quem disse que eu encontrava?
PARAISO NA TERRA
Antes desse acontecimento, preciso falar da Sephora... uma loja de maquiagens e perfumes simplesmente maravilhosa. Alem de muitos produtos da marca, la' estao reunidos alguns dos cosmeticos mais famosos do planeta. Me senti uma crianca num parque de diversoes. Olhei tudo, fucei tudo, experimentei tudo (eles tem espelhos com algodao, esponjas, pinceis e lencos umidos em todos os corredores pras pessoas experimentarem tudo o que quiserem) e nem sei dizer quanto tempo fiquei la' dentro. Infelizmente nao pude me empolgar demais - no quesito gasto - mas fiquei extremamente satisfeita com as minhas compras:
- Um po' mineral skinfinish natural da M.A.C.
- Oscillation, o rimel recem lancado pela Lancome.
- Curvex quadrado da Sephora.
Estou fascinada pelos tres, mas preciso falar - pra voces mulheres amantes da maquiagem - que o Oscillation e' o melhor rimel que existe. E olha que ja' experimentei rimel nessa minha vida! Se voces gostam do visual boneca, com cilios grandes, volumosos e curvados, nao hesitem: comprem!
Pausa pra dizer que nao estou ganhando nada da Lancome por essa propaganda.
TUDO POR UM DOLAR
Assim e' a Dolarama, outro lugar muito interessante que conheci semana passada. O melhor de tudo e' que tu nao ves so' porcaria nas prateleiras como no brasileiro "tudo por 1,99". Comprei tanta coisa que hoje, quando me perguntaram, nem soube dizer o que. So' ia jogando tudo pra dentro do carrinho. Eram artigos de tanta qualidade que, so' por precaucao, na hora de pagar resolvi confirmar o preco com a mulher do caixa. Ela deu uma risadinha e respondeu com cara de deboche: - um dolar!!! Me senti meio idiota, confesso, mas era dificil de acreditar.
COLECAO
Outra coisa que esta' sendo beneficiada com essa viagem e' a minha colecao de bebidas em miniatura. Estou acostumada a pagar em aeroportos um valor muuito acima dos CAD$2,50 que paguei ontem por uma garrafinha de Jack Daniels. Ao todo, ja' comprei cinco whiskies diferentes... um deles no formato da folha de maple (simbolo da bandeira do Canada'). Pergunta se estou feliz?
Aguardem outros posts abordando o mesmo assunto!
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2/9/2009 12:52:57 AM
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Fevereiro 8, 2009
SOTAQUES
Uma das coisas mais interessantes de Toronto e' estar em contato com pessoas de todos os lugares do mundo. Ficar apenas cinco minutos dentro do Subway, por exemplo, pode significar ouvir uns tres ou quatro idiomas diferentes. E quando o assunto e' o sotaque brasileiro, Toronto tambem nao deixa a desejar: aqui conheci pessoas de todos os cantos do Brasil!
No video abaixo, alem de o Alexandre estar me ensinando como se fala de uma maneira arretada, a atracao principal e' o Iuri (irmao cacula que "adotei" aqui) meio perturbado no meio da conversa. Alias, o aviao dele parte daqui a pouco. Ontem teve despedida... semana que vem e' a minha. Nao quero!
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P.S.: segunda-feira vamos dancar Salsa aqui em Toronto!!! Aguardem fotos e videos, no minimo, engracadissimos.
P.P.S.: e quarta-feira vou num jogo de basquete do Raptors. Se eles fizerem mais de 100 pontos, todo mundo ganha pizza (nao pensem que e' por isso que eu vou).
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2/8/2009 12:47:52 AM
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Fevereiro 7, 2009
ULTIMA SEMANA
Na minha ultima semana aqui em Toronto nao posso deixar de fazer um balanco do que vim fazer de mais importante: estudar. E hoje lembro do meu primeiro dia aqui achando muita graca! Eu ja' conversava com todo mundo em ingles, mas com muito menos naturalidade e facilidade. Escrever e ler nunca chegaram a ser um problema, mas o pior de tudo (ate' pra professores de ingles no Brasil que conheci aqui ou gente que estuda desde crianca) e' entender com clareza tudo o que os nativos falam.
Entao imaginem a minha tensao no dia que cheguei e ja' tinha um aniversario na casa do Larry. Eram, nada menos, que umas 20 pessoas falando em ingles comigo ao mesmo tempo. Perguntando mil coisas, querendo saber do Brasil, do meu trabalho, da minha familia... lembro que nessa noite fui dormir com muita dor de cabeca, de tanto esforco e concentracao que fazia pra conversar.
Dai' ontem de noite estava aqui na sala da homestay conversando um monte com o Larry e a webcam ligada. Dai' a mae perguntou: - mas tu estas entendendo tudo que ele fala? Lembrei desse episodio caotico do primeiro dia! Com o passar do tempo entender o que eles falam e falar sem pensar antes e' inevitavel. O ouvido acostuma, as palavras fluem... e agora, apesar das dificuldades que ainda tenho, ja' me sinto em casa! Justo agora que preciso ir embora! Mesmo com a saudade que estou de tudo no Brasil, queria ficar aqui mais uns seis meses. Como queria!
Bom, mas comecei esse post falando de estudos e preciso concluir falando sobre o aprendizado mais importante nessa minha estada aqui no Canada': eu aprendi a GOSTAR do ingles. Passei a minha vida toda empurrando-o com a barriga. No colegio, no Yazigi... sempre estudei ingles apenas porque tinha consciencia de quao importante e' pra minha vida pessoal e profissional. Agora nao, agora eu estudo com prazer! E fico muito feliz em isso ter acontecido, porque - como sempre digo - a gente so' colhe os melhores resultados quando faz as coisas com gosto, entusiasmo e dedicacao.
P.S.: nada a ver com o assunto, mas a primeira coisa que vou fazer quando chegar em Porto e' preparar um chimarrao, to sentindo muita falta!!!
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2/7/2009 02:59:34 PM
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Fevereiro 6, 2009
CASA LOMA
Hoje conheci um castelo "medieval" maravilhoso, batizado - em espanhol mesmo - de Casa Loma. Sem pensar duas vezes: o melhor passeio que ja' fiz aqui. Quem me conhece sabe que adoro historia e conhecer em detalhes um lugar tao antigo e enriquecedor como esse me emociona demais. E' dificil comparar com o Niagara Falls, porque sao emocoes diferentes, mas nao troco a Casa Loma por nenhum outro ponto turistico de Toronto (incluindo a CN Tower). Como sempre, fiz mil videos e tirei mil fotos... assim que der publico aqui ou no orkut. So' pra voces terem uma ideia, o castelo foi contruido de 1911 a 1914 por mais de 300 homens contratados pelo Sir Henry Pellat, no topo de uma colina com vista pra Toronto. Escadarias, mobilias, livros, lustres, aposentos... tudo muito antigo e lindo! Quando voltar pro Brasil faco um post mais completo e explicativo.
VERAO EM TORONTO
Abaixo, video feito no domingo passado. Esta' incompleto porque a bateria da minha camera terminou (na hora nao vi), continuei explicando e depois fiquei com preguica de refazer. Sorry!
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2/6/2009 02:07:40 AM
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Fevereiro 4, 2009
TA' GRAVANDO?
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So' pra mostrar que essa semana comprei as orelhas do Mickey. Alias, amanha vou precisar delas: previsao de frio extremo. E aqui, diferente do Brasil, a previsao do tempo acerta sempre! Serio, e' incrivel.
Dez dias pra ir embora. Nao sei se eu quero...
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2/4/2009 04:35:41 AM
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Fevereiro 1, 2009
VERAO EM TORONTO
Hoje, pela primeira vez desde que cheguei, a temperatura nao esta' negativa. Quase um verao: 2 graus!! Ontem chegou a -21, foi realmente ruim (nao tanto como os -40 do Niagara Falls), porque embora adore frio tem varias historias reais de pessoas que tiveram de amputar os dedos por causa da friaca... e ontem, mais uma vez, parei de sentir minhas maos. Dai' fico muito assustada e tudo perde a graca, se e' que voces me entendem. Bom, mas hoje meu dia vai ter muuuita graca: vou almocar daqui a pouco no Rio 40 graus que, como o proprio nome sugere, e' um restaurante brasileiro bem famoso aqui em Toronto. Nem acredito que vou comer churrasco! Como voces sabem, eu adoro a comida do Larry (ontem ele fez panquecas de chocolate no cafe' e uma sopa deliciosa com batatas, cenoura, frango e arroz no jantar), mas nao vejo a hora de sentir o gostinho do meu pais de novo. Vamos pagar caro por isso, mas nao faz mal!
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O video de hoje foi feito no meu terceiro dia aqui... quando levei um baita tombo na escada da homestay. Foi horrivel, fiquei com as roupas tri molhadas e me sentindo uma idiota pelo resto do dia - pq muitas pessoas tinham me avisado do quao escorregadia era a neve, eu mesma falava disso toda hora, mas na pratica nao levei muito a serio...
Beijos! Saudade!!!
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2/1/2009 02:28:19 PM
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Janeiro 31, 2009
METADE
Pronto, la' se foi metade da minha viagem. E passou num piscar de olhos. Daqui a pouco comeca minha TPVB (tensao pre' volta ao Brasil). Muita gente legal que conheci nessas duas semanas esta indo embora daqui a tres ou quatro dias. Umas ficam mais tempo, outras vao junto comigo, enfim. Restarao as lembrancas maravilhosas: do aprendizado, do dia-a-dia, das risadas, dos amigos que fiz...
Por que to pensando nisso agora se ainda faltam 15 dias pro embarque? Porque sou geminiana ansiosa, oras. O Larry e a Gray tambem ja' vieram falar comigo, disseram que vao sentir minha falta... e que daqui a dois ou tres anos vao me visitar no Brasil!
Ah, ja' contei que aqui eles me chamam de Lucy? Todo mundo! E' mais facil de pronunciar. E que tem um monte de gente gripada na minha volta? Aqui em casa a Gray passou toda a semana mal e desde ontem e' o Larry que esta' pessimo. La' no curso, bah, muitas pessoas! E eu, bom, intacta! Gracas aos respingos do meu hipocondrismo (que me fizeram tomar duas vacinas antes de partir).
Abaixo, video feito na ultima quinta-feira, caminhando pelas ruas de Toronto. Detalhe importante: a gente fala nelas toda hora, mas ate' agora ninguem comprou as famosas orelhinhas de Mickey!
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1/31/2009 04:31:39 AM
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Janeiro 29, 2009
CONCLUSÕES DE BOTEQUIM
Na ida e na volta pra casa vou chegando a várias conclusões - nem todas produtivas, mas enfim. Escrevo tudo num caderninho pra um dia publicar aqui. Por enquanto, duas mais recentes... a primeira tem a ver com a mudança na minha maneira de encarar o frio. Vide vídeo abaixo:
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E a outra em como é maravilhoso estar nesta homestay! Hoje, quando estava abrindo o portão de casa (e senti o cheiro maravilhoso da janta), percebi o quanto sou sortuda mesmo. A maioria dos meus colegas reclama dos miojos e das coisas sem gosto ou gordurosas que tem de comer. Não que o Larry não faca gorduras e doces, nada interessantes pra minha vida saudável - aguardem post explicando o que estou fazendo em relação a isso - mas, como ja escrevi aqui, ele é um exímio cozinheiro! Tem sido ótimo tomar café da manhã e jantar como se estivesse num hotel de primeira. E o que é melhor: com qualidade e muita variedade. Tenho experimentado absolutamente tudo da vida gastronomica canadense!
P.S.: hoje quero pedir desculpa pra todos vocês que comentam aqui. Prometo responder um por um, assim que voltar. Embora agora esteja mais fácil acessar a internet (comprei um notebook e tem wireless aqui na homestay) tudo sempre é muito corrido. De qualquer forma, quero que saibam que fico muito muito feliz com cada palavra. Obrigada familia e amigos queridos!
P.P.S: acabei de voltar do Museu do Sapato... não muito grande, mas bem engraçado. Já já fotos (até das meias do Napoleão) é - claro - vídeo!
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1/29/2009 10:43:36 PM
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Janeiro 28, 2009
COISAS QUE SÓ ACONTECEM COMIGO
versao Toronto...
Ontem de manhã, quase explodi a torradeira do Larry! Nunca falei tanto "sorry" na minha vida. Fiquei tão envergonhada que não conseguia explicar o que tinha feito. Não que eu saiba exatamente o que eu fiz, mas enfim.
A tal da torradeira é toda diferentona... um dia eles já tinham me explicado como funciona, só que não prestei muita atenção (já que não tenho costume de usar). Mas eis que ontem acordo com uma baita vontade de comer pão torrado com peanut butter - uma espécie de pasta doce maravilhosa que os canadenses comem praticamente todo dia (vou levar um vidro pro Brasil, simplesmente viciei!). Bom, devo ter colocado o pão no lugar errado ou apertei o botão errado, sei lá... só sei que começou a sair um monte de faíscas da torradeira e a casa toda ficou com um cheiro terrível. Tão terrível que até acordou o Larry e a Gray. Eles davam risada, queridos como sempre, enquanto tiravam os pedaços pretos de pão espalhados pelos cantos.
E eu que achava que eu não era mais um perigo na cozinha...
MAS MUDANDO DE ASSUNTO
Acabei de sair da aula e estou fazendo hora pra ir ao Royal Ontario Museum, o maior museu do Canadá! Já estive lá na frente, tirei várias fotos, mas não vejo a hora de conhecer tudo lá dentro!
Hoje, dois vídeos... o primeiro sou eu (!) num dia que saí sózinha pra fazer um tour por vários lugares... e o outro é a segunda parte do Niagara Falls: eu e alguns colegas gauchos entrando no túnel subterrâneo. Em breve coloco a terceira - e mais bonita - parte: a queda d`agua vista bem de pertinho!
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1/28/2009 06:17:16 PM
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Janeiro 26, 2009
NIAGARA FALLS
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Tanta coisa pra contar, tanta foto prá mostrar pra vocês... mas não consigo ficar muito no computador. As vezes só queria que o tempo parasse! Mas como esses meus desejos impossiveis nunca se realizam, me resta apenas pedir desculpa pela falta de atualizações mais completas. Quando estiver no Brasil vou contar, tintim por tintim, o que aconteceu nesse pais maravilhoso. Escrevi hoje no orkut e repito aqui: não trocaria esse frio e esse lugar por nenhuma praia do mundo. Mesmo tendo me apavorado hoje no Niagara Falls (segundo o pessoal que trabalha la', durante a tarde fez 40 graus negativos) quando minhas mãos começaram a doer terrivelmente. Imaginem facas cortando a pele... pois é! Quando parei de senti-las me assustei de verdade - e entrei pra ver as lojinhas de souvenirs, todas aquecidas pela calefação. Essa semana preciso comprar urgente luvas térmicas, porque as que trouxe do Brasil só dão uma amenizada no gelo. Ah, falando em gelo, assim como expliquei no vídeo, desde ontem a neve está derretendo muito por causa do sol... e hoje, escorreguei e caí mais uma vez. É ridículo, eu sei, mas é muito difícil caminhar em cascas de gelo. Dessa vez não teve escada, mas tinha um abismo (vídeo fotos do Niagara Lake no orkut) bem na minha frente...
Anyway, I`ll survive!
Amanhã depois da aula (14h em Toronto, 17h no Brasil) vou ao Eaton Centre, o ponto turistico mais visitado da cidade (atrai cerca de um milhão de turistas por semana) e um dos maiores centros de compras daqui. Mas nao vou enlouquecer, eu acho. A intençao é só comprar um notebook e talvez um celular. Falando nisso, hoje, antes de chegar nas Cataratas, passamos quase duas horas em um shopping a céu aberto só de Outlets. Diesel, Levis, Sony, Garage, Louis Vitton... tudo a preço de, desculpem o termo, banana! Isso sim é teste de sobrevivência: talvez pior que o abismo!
Beijo, beijo!
P.S.: o vídeo foi feito hoje de manhã, caminhando ate' o Subway.
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1/26/2009 03:20:45 AM
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Janeiro 24, 2009
HI BRAZIL!
Passaram a semana toda anunciando na TV que esse sábado ia ser mega frio. E acertaram! Tá um solaço, a neve derretendo e um frio de rachar. Aproveitei prá dormir toda manhã, fazia tempo que não dormia muito. Falando em TV, nos próximos dias o Larry vai me levar pra conhecer o City TV... um canal maravilhoso que assisto toda manhã na hora do café. Ontem a namorada do Larry veio pra cá, ficamos horas conversando... adoro quando conheco pessoas que não falam rápido, não falam girias, não falam abreviações e falam com muita clareza! Do contrário, é bem complicado. Bom, hoje quero ver se estudo um pouco... ia sair pra patinar e esquiar com a Gray, mas vamos deixar prá algum dia da próxima semana. Daqui a pouco vou até o Subway (transporte subterrâneo rápido e perfeito que nos leva pra absolutamente todos os pontos da cidade) comprar meu weekpass. Funciona assim: eu pago apenas CAD$32,00 e posso andar de metro e onibus, de segunda a sexta, quantas vezes eu quiser.É' só passar o cartão na "catraca". Depois quero ver se saio pra colaborar com o comércio local... tenho sido uma colaboradora assídua, aliás! Fazer compras aqui é um paraíso. Maquiagens, roupas, eletrônicos... é simplesmente enlouquecedor. Ontem fiquei sabendo da Oinc Oinc que é uma loja meio cara, mas maravilhosa... onde todas as coisas são de porco - mas só vai entender porque quero ir lá quem me conhece pessoalmente. Então é isso, amanhã provavelmente colocarei no orkut umas fotos bem lindas, pois vou passar o dia no Niagara Falls (Cataratas do Niágara). Abaixo, um vídeo feito na última segunda-feira... quando fui conhecer o High Park. Isso gerou uma situação engracada na volta pra casa: quando cheguei queria contar que tinham vários esquilos na minha volta e não sabia como se falava esquilo em inglês (e não gosto muito de ficar olhando no dicionário, pelo menos não quando estou conversando com alguém), daí desenhei o bichano no papel. O Larry e a Gray morreram de rir. Adoro eles!
Beijo gente!!!
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posted by Dornelles, L. |
1/24/2009 06:20:04 PM
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Janeiro 23, 2009
TORONTO
Gente, desculpa!!! Faz uns quatro dias que penso em parar e escrever as novidades, mas eu simplesmente não consigo relaxar! Nem parece férias... estudo mais de 5 horas por dia e no meu tempo livre quero aproveitar tudo o que posso. O sistema de transporte é maravilhoso e seguro, tenho ficado até tarde na rua conhecendo as coisas... como sempre, durmo pouco, durmo tarde, acordo cedo... mas não tem problema! E quando estou em casa gosto de ficar conversando com o Larry e a Hanna-Gray: eles são queridos demais! Tive muita sorte com a hospedagem, diferente de muita gente que conheço! Ando o tempo todo com um bloquinho anotando as coisas e tirando fotos... podem ter certeza que ainda vou publicar muitos posts sobre Toronto. Por enquanto, um vídeo que fiz na última quarta-feira... sensação de 20 graus negativos! Ah, explicando o início do vídeo: eu caí na escada da minha homestay na manhã anterior. Lembram aquele meu probleminha com escadas? Pois é, acho que voltou!
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P.S.: desculpem, mas aqui os acentos não funcionam.
P.P.S.: pelo menos agora encontrei um lugar com teclados "normais", até então eu parecia uma retardada digitando.
P.P.P.S.: beijos, saudade!!! assim que puder respondo os comentários!!
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1/23/2009 06:34:43 PM
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Janeiro 17, 2009
TORONTO
Embarco daqui a pouco. Minha semana foi corrida, mas feliz, extremamente feliz. A partir de agora aguardem posts, fotos e vídeos (com assiduidade, prometo!) direto da metrópole canadense da simpatia, da limpeza, da modernidade, da segurança, do comércio sofisticado, da qualidade de vida!
A maior cidade do Canadá: o lugar que ainda nem conheço e já tenho vontade de não voltar...
Beijos e muito, muitíssimo obrigada pela torcida e o carinho de sempre. De coração!
Fui!
P.S.: para os curiosos - que sabem que costumo levar quase todo o meu apê a cada viagem - consegui resumir roupas, sapatos, badulaques (bijus, maquiagem, cremes, remédios, perfume), presentes pra host family, cds, livros, um tripé pra tirar fotos e até meu secador de cabelo em apenas duas malas normais (uma média e uma pequena) e uma mala de mão!
posted by Dornelles, L. |
1/17/2009 12:54:57 AM
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Janeiro 12, 2009
HERANÇA GENÉTICA
ou da fita VHS pro mundo...
Ontem consegui resgatar umas cenas bem engraçadas do reveillon de 1989. No vídeo acima, minha mãe - com 29 anos - brincando de repórter.
Uma das entrevistadas? Eu, com apenas cinco anos de idade (e a Luci do lado, só observando).
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1/12/2009 04:54:17 PM
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Janeiro 11, 2009
A FORÇA DA SOLIDARIEDADE
Uma noite pra ficar na história do cavalo crioulo! Foram 42 éguas comercializadas e um faturamento muito acima do esperado. Antes de começar a bater o martelo, o leiloeiro Fabio Crespo ressaltou:
- Nosso intuito não é bater recordes, nem fazer altas médias, nossa única preocupação é colaborar com a recuperação do amigo Luiz Carlos Macedo.
Estimado e querido entre os crioulistas, Macedão - como é mais conhecido no meio - é pai do grande ginete Zeca Macedo. Na última transmissão de remates de 2008, Zeca e o irmão Santiago se emocionaram ao falar do sacrifício da família pra dar continuidade ao tratamento do pai. Depois de 30 anos de trabalho intenso, tomaram uma decisão que, embora difícil e sofrida, julgaram coerente e fundamental: liquidaram absolutamente todo o plantel Águia do Mar.
Entrevistando Santiago e Zeca:
A amizade e o clima de solidariedade falaram mais alto e o leilão beneficente da cabanha foi a maior surpresa do fim da temporada. O recinto do Parque da Associação Rural de Pelotas (RS) estava completamente lotado, em plena véspera de Natal. As linhas da mesa operadora da Crioulo Remates, congestionadas. A TV do agronegócio transmitiu cada detalhe ao vivo e também bateu recordes - de audiência!
Pessoas de todos os lugares do país tentavam ajudar como podiam. Até um show beneficente foi oferecido pelo cantor tradicionalista Joca Martins. Doações de coberturas de grandes raçadores (entre eles, Rodopio de São pedro e Ganadero da Harmonia) eram anunciadas a todo momento pelos pisteiros. Aliás, absolutamente todas as pessoas envolvidas no pregão se dispuseram a trabalhar de forma gratuita. Não foi cobrado nenhum tipo de comissão e o valor dos ventres foi deixado livre.
Dentre tantas boas intenções, parecia difícil, no início da noite, eleger o que de mais importante aconteceria. Mas não foi: inesperadamente, quase todos os compradores devolveram os animais pro plantel dos Macedo, emocionando os amigos presentes e, principalmente, a família.
Mais tarde, fora do ar, Zeca Macedo confidenciou, com os olhos embargados:
- Nossa estimativa inicial era faturar no máximo 300 mil, que já seria ótimo, pois daria pra pagar o tratamento até março...
Mas com os excelentes resultados a família vai conseguir pagar o tratamento, realizado em Porto Alegre, durante todo ano de 2009 e, melhor, não vai precisar se desfazer das terras, localizadas em Rio Grande (RS).
- Essa seria a maior tristeza do meu pai , completou Zeca.
A FORÇA DO JORNALISMO
Foi assim que, no último dia 22 de dezembro, cheguei à conclusão de que se meu ano terminasse naquele instante eu me daria por satisfeita.
Estaria completa. Mesmo!
Passei 2008 vivenciando (e me emocionando com) histórias alheias... e aquela bonita festa seria como o ponto culminante do poder dessa profissão que tanto me orgulha.
Como já disse outras vezes, um dos maiores prazeres que o jornalismo me proporciona é conviver com pessoas. De todos os jeitos, idades, raças e classes sociais. Nada me traz mais felicidade. Conhecê-las, observá-las, senti-las. Olhar nos olhos de cada entrevistado e fazer parte daquela história. Terminar uma pauta com os sentimentos à flor da pele, entendendo que a vida pode ser muito mais do que às vezes parece. Conhecer o equilíbrio, os porquês e, além de tudo, tornar-me isenta de qualquer julgamento.
Eu jamais conseguiria trabalhar apenas com máquinas, simplesmente porque é essa convivência que me inquieta, motiva e instiga. É essa troca despretensiosa que faz de mim uma pessoa realizada.
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1/11/2009 03:08:48 PM
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Janeiro 8, 2009
TORONTO
Ontem fui comprar os primeiros dos muitos dólares canadenses que ainda vão chegar nas minhas mãos. As bolsas subindo, o dólar caindo... bem na semana anterior à viagem. Alguém aqui disse que não acreditava muito em sorte? Esqueçam. E em coincidências? Nelas eu tenho acreditado, mesmo. E vou dizer uma que me fez ficar bem entusiasmada: o "pai" da família que vai me receber em Toronto é dono de uma produtora de vídeo e trabalha com talk shows, TV e teatro. Já pensou que maravilha? É um exímio cozinheiro e pela foto, parece ser um senhorzinho bem simpático. Também terei uma "irmã" de 13 anos: uma loirinha bonita com cara de querida! Sem contar os dois gatos e um cachorro. Adorei esse detalhe!! Outro detalhe perfeito é que a casa deles fica só a 3,8km do lugar onde vou estudar, o que lá equivale a uns 7 minutos de carro e, no máximo, 20 minutos de ônibus. Acontece que, segundo tinham me dito, o normal é que a homestay fique a uns 45 minutos (!!!) de distância do curso...
Sorte?
posted by Dornelles, L. |
1/8/2009 11:35:47 PM
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Janeiro 6, 2009
FRANQUEZA
Hoje assisti Se Eu Fosse Você 2. Afora o fato de que cinema de tarde é lotado de pré-adolescentes que falam alto, se levantam o tempo todo, mastigam pipoca em volume dez e chutam a cadeira da frente, foi tudo ótimo...
- Oi querido, só pra dizer que eu ia adorar se tu parasse de chutar as minhas costas!
O guri, coitado, ficou tão surpreso com o meu pedido que praticamente não se mexeu até o fim da sessão.
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1/6/2009 09:49:10 PM
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Janeiro 5, 2009
E POR FALAR EM RETROSPECTIVA
Esse é o vídeo de final de ano que passou na festa da Unidade Rural (tv e rádio), dia desses. É uma honra compartilhar minha vida (sim, porque vejo mais meus colegas do que a família!) com gente tão querida e especial como essa que vocês vão conhecer nas imagens:
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E POR FALAR EM GENTE QUERIDA
- Como é bom ter amigos!
Essa frase eu falei hoje de tarde, pras gurias que trabalham no salão que costumo frequentar. Depois corrigi: - Como é bom ter pessoas boas ao nosso redor. É que algumas das que estão me ajudando na ida pra Toronto (faltam doze dias!) mal conviveram comigo e, agora, sem pestanejar, me dão dicas, conselhos, apoiam, emprestam coisas, etc, etc. Nossa, me aproximei de muitos colegas por causa dessa viagem. Que bom!
De uma forma geral, obrigada é pouco pra agradecer a força que recebo todos os dias da minha família, das minhas amigas e amigos queridos e de muitos de vocês, que lêem esse blog (alguns nem me conhecem pessoalmente) e dão um incentivo maravilhoso.
Sinceramente? Não acredito na sorte como uma dádiva ou acaso do destino. Sempre digo que sorte é consequência - das coisas que a gente faz, do trabalho que a gente realiza, das decisões que tomamos na vida - mas vou ter que, pra variar, me contradizer: sou muito sortuda mesmo! Viver cercada de pessoas que querem nosso bem é, sem dúvida, um pequeno milagre.
E POR FALAR EM SORTE
Aí está um dólar canadense que ganhei de uma amiga que acabou de voltar do Canadá. Essa moeda não vou usar, de jeito nenhum. Vou carregar comigo na carteira pra - vejam só - me dar sorte.
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1/5/2009 09:01:12 PM
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Janeiro 4, 2009
RETROSPECTIVA 2008 EM FOTOS
O ano começou bem: Cabo Frio e Búzios/RJ
Álvaro Garnero, em Avaré/SP
Recorde de horas ao vivo, em Uberaba/MG
Água gelada, em Barra do Garças/MT
Remate do Jayme Monjardim, em Esteio/RS
Barra Windsor Hotel, Rio de Janeiro/RJ
Dez dias fazendo a cobertura da Expolondrina, no Paraná
Discoporto, no Mato Grosso
Meu aniversário, na Vila Madalena, em São Paulo/SP
Prestes a entrar no ar, com Zezé Di Camargo
Festa de fim de ano do Canal Rural, em Porto
Capital Nacional do Zebu
Trabalhando em Araçatuba/SP
Ao crepúsculo, em São Luis/MA
Passagem no interior de Sampa
Com a equipe de figurino/maquiagem mais querida da RBS
Lavando o carro que alugamos na viagem
Conhecendo a Bolsa de Mercadorias & Futuros, no centro de SP
Na unidade móvel, em Uruguaiana/RS
Programa Mercado & Cia, estúdio em Porto
Praia do Gunga, em Maceió/AL
No intervalo da transmissão, Hotel Ritz, AL
Aeronaves: quase um segundo lar
Dias de folga, no calor do MT
Trabalho pra TV, rádio e jornal, na Expointer
Nós passamos a vida inteira fazendo planos, mas a única coisa que realmente podemos planejar é que seremos surpreendidos...
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1/4/2009 12:10:53 AM
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Janeiro 2, 2009
O ESCAFANDRO E A BORBOLETA
Assisti o filme "O Escafandro e a Borboleta", do diretor Julian Shanabel, premiado com melhor direção, em Cannes, e Globo de Ouro. Não vou comentar nada sobre a história, mas quero deixar aqui minha sugestão para que assistam, especialmente se o seu momento de vida lhe fez esquecer o valor de viver, o valor dos sentidos, as possibilidades do estar vivo e o valor das relações em nossas vidas. Sem moralismos e com extrema delicadeza o diretor nos arranca da zona de conforto de nossa "normalidade" e nos conta uma história verídica (baseada nos fatos ocorridos com o poderoso editor da revista Elle, da França).
Bom, é bem verdade que meu momento de vida não me fez esquecer o valor de viver, mas estranho seria ler essa crítica do Caetano Nucci e não sair correndo pra locadora. Lembram que uma vez contei aqui que filmes e livros só cumprem seu papel quando têm o poder de me emocionar e fazer refletir? Pois é.
Passei o filme todo numa inquietação sem igual. Me remexi na rede, do início ao fim. Pausava algumas cenas, fazia anotações (sim, tenho esse costume, quando assisto filmes sozinha) e não via a hora de saber qual o desfecho da história. Aliás, queria muito contar aqui, mas como nem todo mundo é como eu - e gosta de spoilers - vou respeitar.
Baseado no livro de Jean-Dominique Bauby (o tal poderoso editor), escrito depois de ter sofrido um raro derrame cerebral: paralisado, dos pés à cabeça, mas completamente lúcido e inteligente, ele se comunicava apenas com o piscar de um olho. E, pasmem, "escreveu" o livro assim! Jean-Do, como era chamado pelos amigos, cansou de ter pena de si mesmo e fez o que podia para tornar-se alguém melhor, mesmo inerte em uma cama ou em uma cadeira de rodas. Entre as mil e uma maneiras que encontrou pra escapar do "escafandro", destacavam-se a imaginação e a memória. Como diz na capa do próprio DVD, é um filme obrigatório.
Pra mim, um longa sensível e arrebatador!
A PROPÓSITO
Sei que pode parecer um plano meio sem graça, mas uma das minhas principais resoluções de ano novo é voltar a ir bastante ao cinema, como fazia antigamente...
A PROPÓSITO 2
Acho que nunca mostrei minha rede, né?
posted by Dornelles, L. |
1/2/2009 07:22:25 PM
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Janeiro 1, 2009
PONTO DE VISTA
Acordar às 3h30 da manhã pra trabalhar em pleno 31 de dezembro poderia, para a maioria dos mortais, ser uma tragédia. Ficar oito horas na labuta e passar o resto do dia correndo pra resolver pendências (fazer depósito no banco, ir no salão, trocar vestido, ir na costureira, buscar doce que tinha encomendado, comprar presente, ir no supermercado) também. Pra mim, sinceramente, só um reflexo do que foi 2008. E uma palhinha do que vem pela frente em 2009...
Porque tragédia mesmo é passar o dia inteiro de pernas pro ar.
Feliz ano novo!
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1/1/2009 12:50:27 PM
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Dezembro 30, 2008
HAPPY NEW YEAR!
Há um tempo descobri que o ano novo, pra mim, só começa no dia primeiro de junho. É inevitável: meu aniversário sempre marca um período de transação, de transformação. Assim foi em 2008, assim têm sido sempre. Talvez por isso eu prefira o inverno ao verão e a noite ao dia. Nasci no auge do frio, quando o sol se põe logo ao cair da tarde...
Mas não bastasse passar a vida me sentindo muito bem em épocas geladas, ventosas e cinzentas, comecei a perceber que algumas das melhores coisas que já me aconteceram foram justamente nos segundos semestres. Ou seja, nos primeiros dias do meu novo ano.
De qualquer forma, não posso ignorar o fato de que a troca oficial de ano sempre vem acompanhada de ótimas sensações. Uma vontade de fazer tudo diferente e nunca mais reclamar por coisa pouca - essa, aliás, abolida dos meus dias há pelo menos meia década. Uma vontade de sair correndo e fazer tudo ao mesmo tempo. De caminhar olhando pro céu, agradecendo cada coisa maravilhosa que o cara lá de cima me proporciona. De me beliscar, pra ter certeza que tudo o que vivo é de verdade. E que, embora eu seja a maior defensora da mudança e do crescimento, é sempre bom me dar conta que o meu lado mais puro e infantil continua por aqui.
Em dezembro do ano passado eu escrevi que, assim como tudo na natureza, certas coisas se vão pra dar lugar a outras. E é aí que está o grande barato da vida. Continuo acreditando nessa teoria, mas preciso dizer que 2008 não foi exatamente um ano de muitas perdas ou mudanças radicais - externas, diga-se.
Maturidade e transformação, mesmo pra quem insiste na acomodação, acabam vindo junto no pacote. Pra mim, esse ano, chegaram na versão light. Depois de quase um quarto de século levando adiante uma existência totalmente desregrada (leia-se: sedentária e cheia de gorduras, açúcares e frituras) percebi que evolução tem muito mais a ver com auto-estima, saúde e bem estar do que eu podia supor. E assim eu mudei, pra sempre. É muito forte falar em pra sempre - que dirá pra uma instável geminiana - mas certas coisas não precisam ser ditas, nem juradas. A gente simplesmente sabe.
Agora falemos das tais mudanças externas, pessoais e profissionais. É engraçado, mas essas costumam acontecer comigo somente em anos ímpares. Coincidência? Realidade. E pra não dizer que estou menosprezando o lado par da vida (ou pra honrar o lado contraditório do meu ser), confesso: apesar da estabilidade, 2008 foi o meu melhor ano, em todos os sentidos. Aprendi tanta coisa, conheci tanta gente, viajei por tantos lugares, dei tanta gargalhada... nossa, não consigo mensurar. Intensidade traduz meu ano com perfeição...
Seja como for, não há nada melhor do que ter certeza que 2009 vai ser - disparado - ainda mais delicioso que 2008. É aquela velha história que não canso de pregar: tudo é um bem para os que sabem, e querem, ser felizes.
Em 2009, sejam felizes, minha gente!
São mais doze meses de presente... pra se planejar e consertar o que houve de errado. Com paciência, disciplina e obstinação (adoro essa palavra!) é possível mudar o curso do rio e tornar-se a pessoa que sempre quis ou sonhou. Aliás, acredito que nada é impossível quando se quer de verdade. E, lógico, quando não se fica sentado esperando as coisas boas surgirem de repente.
As ruins sim, costumam aparecer como num passe de mágica! Mas, convenhamos, só existem pra que nos tornemos alguém melhor. Não tem jeito: a gente cresce muito mais no caos. E aí tudo acaba tendo mais graça, passamos a valorizar cada momento sem lamúrias.
Em 2009, parafraseando meu post do ano passado, desacelerem o tempo! Encham a vida de novidades. Façam coisas que nunca fizeram. Cada segundo pode (e vai) ser diferente...
Obrigada pela companhia, pela torcida, pelas palavras de incentivo e pelos puxões de orelha.
Até o ano que vem!
posted by Dornelles, L. |
12/30/2008 07:23:04 PM
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Dezembro 28, 2008
Certas coisas nunca mudam...
1985
2008
Te amo!
posted by Dornelles, L. |
12/28/2008 11:50:41 PM
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Dezembro 23, 2008
23 DE DEZEMBRO DE 2005
Já se passaram três anos, mas, ao fechar os olhos, lembro cada detalhe como se fosse ontem.
Acordei muito cedo, não queria desperdiçar nenhum momento daquele dia. No salão o tratamento foi completo: unhas, cabelo, maquiagem. No almoço, quase nada. Acho que nem sentia fome, nem lembrava de comer.
O calor era intenso e desnecessário, mas não lembro de ter sido algo incômodo, como de costume. A amiga inseparável do lado, desde cedo. Nossa felicidade era tão grande que seria impossível mensurar. Pra mim, um sonho de criança se concretizando. Pra família, a distância, a grana curta e o sacrifício sendo recompensados. Felicidade plena. Sabiam que aquilo era tudo o que mais queria na vida.
Não bastasse brincar de moça do tempo, inventar programas televisivos (a Luci, coitada, era a minha "câmera woman") e me vestir de homem pra parecer o Cid Moreira, inventei um jornal impresso com notícias da família. Dividia as Barbies e o vídeo game com brincadeiras jornalísticas. Tinha um bloquinho onde anotava cada passo do que meus familiares e vizinhos (espiava eles com um binóculo) faziam. Era uma espécie de jornalismo investigativo de quinta.
O tempo passou e a vontade de ser jornalista não diminuiu. Tinha 15 anos quando fiz o vestibular pela primeira vez. Passei, mas não podia, claro, cursar. Dois anos depois e a possibilidade de não conseguir fazer a faculdade tirou meu chão. Mas quando tudo deu certo teve até festinha surpresa dos meus amigos pra comemorar. Tomei banhos de champagne nas ruas de Pelotas, mas nem me importei. Só o que interessava é que no ano seguinte começaria a minha tão esperada graduação.
Foram quatro anos maravilhosos, cheios de desafios e aprendizado. Quatro anos de amizades verdadeiras, erros e acertos, noites sem dormir, madrugadas editando VT's, projetos saindo do papel e outros ficando pra trás.
Aquele dia 23 passou voando. E, se bobear, tudo o que eu queria era que durasse pra sempre... todos os colegas enlouquecidos, nos bastidores do teatro, tirando fotos, dando risadas, falando bobagem. A entrada triunfal com a música do filme Star Wars, o convite inusitado onde eu estava vestida de Princesa Lea, as brincadeiras e cantorias no palco, aquela multidão nos observando e, principalmente, a hora que a minha avó me entregou o diploma.
Não sei se consigo descrever com perfeição: lembro de descer as escadas, com aquela toga comprida, pensando: não posso tropeçar! Dois segundos depois e já nem calculava meus movimentos, só queria abraçar todo mundo e mostrar que eu estava realmente feliz - no sentido mais abrangente e completo da palavra felicidade.
Não lembro da música do Van Halen tocando ao fundo, não lembro dos aplausos, das fotos, da gritaria vinda do meu camarote... mas lembro de pensar no meu avô, de toda força e apoio que me deu, desde o início da faculdade. Do quanto estaria alegre naquele momento. Do quanto vibrava e valorizava a cada conquista minha. Lembro de olhar pra minha avó lá no palco, me esperando com o diploma, e ter uma absoluta certeza: seja lá como for, ele também está aqui conosco.
Depois o anel, o abraço, o choro... nossa, como chorei! Um choro de alívio, de plenitude, de - admito sem falsa modéstia - orgulho de mim mesma.
Mais tarde, entrar no clube onde aconteceu minha festa e só enxergar o rosto de pessoas especiais foi simplesmente maravilhoso. E nada do mundo é capaz de fazer essas lembranças desaparecerem da minha memória.
Eu só queria que aquele dia não terminasse...
PRA MATAR A SAUDADE
Homenagem que a Luci e a Lau fizeram, falando sobre mim:
Vídeo que passou no telão, durante a festa, com os meus primeiros passos no universo jornalístico:
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posted by Dornelles, L. |
12/23/2008 02:07:27 AM
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Dezembro 22, 2008
ENTÃO É NATAL
E não há no mundo presente melhor do que ficar próximo de quem a gente ama.
posted by Dornelles, L. |
12/22/2008 12:50:36 AM
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Dezembro 20, 2008
DRÁSTICA SOLUÇÃO
Hoje de manhã, na farmácia:
- Moça, por favor, o que faço contra bolhas nos pés?
- Pára de usar esse sapato.
posted by Dornelles, L. |
12/20/2008 02:41:21 PM
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ANIVERSÁRIO DA VANE
A incompatibilidade de agendas impossibilita nos vermos com freqüência, mas isso não diminui em nada o carinho que tenho por essa mulher. Aliás, quem diria que a colega de faculdade que sentava comigo no canto da parede - conversando trivialidades entre uma explicação e outra - se tornaria uma das minhas grandes amigas?
Melhor: uma pessoa do bem. Não há definição mais perfeita pra Vanessa. Sempre querida, meiga, educada... uma moça de família, pra casar mesmo! Viu Dudu?
De uma postura inabalável, uma voz calma e pausada e uma sinceridade ímpar em cada palavra que fala ou escreve. Aquele tipo de pessoa que vibra, de coração, com a felicidade e as conquistas alheias, sabe? Olhando ninguém diz que às vezes sai do sério...
Ora mulher, ora menina. Mas sempre profissional e batalhadora, encarando de frente as intempéries que aparecem no caminho. E, a propósito, saindo mais forte de cada uma... ainda bem!
Mesmo que de vez em quando eu seja desnaturada e tome um chá de sumiço, viajando, trabalhando... a Vane é uma pessoa que quero ter sempre por perto. Ah, e muito importante frizar: ela é a primeira do trio a chegar aos 30 - e sem encasquetar por causa disso! A primeira a ouvir: - 30? Mas nem parece! Não parece porque ela é bem resolvida e feliz. Não parece porque ela não admite que pareça: é vaidosa e tem um bom gosto enorme.
Bendita capital rio-grandense que nos reaproximou... como disse a amiga E, tu mereces toda a felicidade do mundo. Tua estrela ainda vai brilhar muito, amiga. Um beijo bem grande, de quem te adora demais!!
P.S.: a foto foi tirada ontem de noite, no Caminito, em Porto Alegre.
posted by Dornelles, L. |
12/20/2008 12:20:45 PM
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Dezembro 19, 2008
mais um post da série...
COISAS QUE SÓ ACONTECEM COMIGO
Hoje de manhã tive que fazer um exame periódico de saúde ocupacional na CAF (central de atendimento ao funcionário da RBS). Estava na sala de espera com outras pessoas, super tranqüila, lendo uma revista.
Não mais que de repente, uma voz se fez ouvir:
- Moça, senta direito!
Não movi um músculo, mal prestei atenção - é claro que não é comigo - pensei.
- Moça, senta direito!
Levantei a cabeça, incrédula:
- An?
- Senta direito, olha a postura, estás toda torta.
Sim, o sermão público do médico era pra mim.
posted by Dornelles, L. |
12/19/2008 12:24:46 PM
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